Desde 2000, a Univates oferece espaços de formação continuada estruturados na forma de Laboratórios de Ensino, promovendo encontros quinzenais ou mensais de professores, cuja ênfase está na recontextualização dos conteúdos em sala de aula. Na área de Matemática regularmente cerca de 40 professores participam (gratuitamente) desse espaço há vários anos. Neste ano, retomamos a experiência na área de física. Ambos grupos constituem programas formais de extensão (o de matemática vinculado também a uma pesquisa) promovidos pela Instituição.



A partir de 2000, passou-se a realizar encontros anuais sobre investigação na escola estruturados como um espaço para apresentação e discussão de problemas de sala de aula vivenciados pelo professores em sua prática. Buscava-se dar aos docentes participantes um papel mais ativo na sua participação em eventos, já que a passividade era uma tônica nas avaliações dos eventos organizados até então por nós. Esses encontros sobre investigação na escola, envolvendo professores de todas as áreas e todos os níveis de ensino (inclusive de graduação), mas bastante concentrado na área de Ciências e Matemática, foram crescendo a cada ano e, no último em 2004, tivemos a presença de 304 professores, oriundos de várias regiões do Rio Grande do Sul, apresentando 184 trabalhos.

O sucesso desse espaço de formação, desde a sua primeira edição, levou a que os participantes dos encontros constituíssem uma rede de professores (Rede de Investigação na Escola - RIE) coordenada pela Univates. Assim, esta rede passou a interagir com outras redes estrangeiras análogas (Red Calificación de Educadores en Exercício, Colômbia; Red Transformación da Educación desde la Escuela, México; Red Investigación y Renovación Escolar, Espanha; Rede de Docentes que Hacen Investigación en la Escuela, Argentina). Essas redes organizam encontros ibero-americanos a cada três anos e, sendo o IV Encontro Ibero-Americano de Redes e Coletivos de Professores (www.univates.br/4iberoamericano), em julho de 2005, realizado na Instituição.

Ainda na área de Ensino de Ciências Exatas, cabe destacar a promoção, na UNIVATES, em 2002, do XXII Encontro Gaúcho de Educação Química, que reuniu durante três dias cerca de 600 estudantes, professores e pesquisadores desta área de ensino.

Desde 1999 foram oferecidas três edições de cursos de especialização na área de Ensino de Ciências e Matemática, freqüentados por quase 70 professores. Cabe destacar que esses cursos apresentaram uma estrutura curricular orientada de forma muito próxima aos dos cursos de mestrados profissionalizantes da área.

Todo esse histórico é fruto e, ao mesmo tempo, causa das ações de pesquisa que começaram a estruturar-se mais fortemente em 1999, quando uma resolução interna passou a destinar 4% do orçamento para apoio às pesquisas. No mesmo ano, foi constituído o Grupo de Pesquisa na Formação de Professores que passou a abarcar as pesquisas e outras ações na formação inicial e continuada de professores.

As primeiras propostas de pesquisa foram logo aprovadas internamente e, em seguida, apoiadas também pela FAPERGS com bolsas de iniciação científica, auxílio direto, auxílios para pesquisador visitante e organização de eventos, culminando com a aprovação do CNPq (a primeira da UNIVATES) do apoio das metas previstas para 2004 e 2005.

Ao mesmo tempo, as áreas específicas de Química e Matemática também tiveram um desenvolvimento grande em número de pesquisas, publicações e apoio externo, seja de agências de fomento, de empresas ou de prefeituras, ajudando a constituir uma base de pesquisa bastante consistente com a proposta aqui apresentada. Na seção 4 deste formulário, no item 'Financiamentos' listamos os auxílios por ano, por tipo de auxílio e por agência de fomento recebidos nos últimos anos relacionados com as linhas de pesquisa deste programa.

Este desenvolvimento tem trazido um incremento do apoio obtido de agências de fomento, empresas e de outros órgãos governamentais para pesquisas e outras atividades correlatas (organização de eventos, bolsas, etc.) na área de Ensino de Ciências e Matemática e nas áreas de conhecimento específico (Química, Matemática pura, Meio-ambiente, Engenharia, etc.). Somente com auxílios públicos, obtivemos um total um milhão e quinhentos mil reais.

Enfim, temos desenvolvido uma mescla de ações na área de Ensino de Ciências e Matemática na formação inicial de professores (cursos de licenciatura), na formação continuada não formal de professores (projetos no SPEC, de extensão, organização de eventos, estruturação de grupos de estudo, etc.), na formação continuada formal de professores (cursos do Pró-Ciências e cursos de especialização em Ensino de Ciências e Matemática).

Também temos desenvolvidos pesquisas vinculadas ou não às ações anteriores (avalizadas pela produção e pela obtenção de apoio interno e externo a UNIVATES). E mais, a UNIVATES atua com a mesma qualidade nas áreas específicas aqui agregadas (Química, Matemática e Ambiente). Esta qualidade pode ser avaliada pelo fato de que em março de 2006 foi implantado, com reconhecimento da CAPES, o programa de pós-graduação em Meio-Ambiente e Desenvolvimento (na área multidisciplinar).

Tudo isso, aponta para o oferecimento do curso de Mestrado Profissional em Ensino de Ciências Exatas com alto nível de qualidade.