GRUPOS COLABORATIVOS: A FORMAÇÃO DE PROFESSORES DO ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO

Eromi Izabel Hummel, Anna Karina Varoni, Déborah Cristina Málaga Barreto

Resumo


As atuais políticas educacionais brasileiras reforçam que os alunos com deficiências físicas, visuais, auditivas, intelectuais, transtorno global de desenvolvimento e altas habilidades, recebam o Atendimento Educacional Especializado (AEE) nas escolas regulares de ensino. Conforme a Resolução 002/2009, que trata das diretrizes do AEE, o professor responsável por esta atividade deve ter sua formação específica nesta área de atuação, pois cabe a ele um conjunto de atribuições que requer diversos conhecimentos. Visando a formação continuada dos professores, a Secretaria Municipal de Educação de Londrina, Estado do Paraná, iniciou no ano de 2017 uma proposta de formação em grupos colaborativos, tendo em vista que esta abordagem “reconcilia duas dimensões da pesquisa em educação, construção dos saberes e a formação contínua dos professores” (Ibiapina, 2008, p. 21). A metodologia colaborativa, propõe uma relação dialética entre teoria e prática, e reforça a importância de os professores constituírem grupos de estudo para que no coletivo adotem uma postura investigativa, questionadora e transformadora em suas práticas, na medida que a formação se volta para a resolução das dificuldades enfrentadas, e principalmente, aqueles vivenciados durante o AEE. Participaram da formação 69 professores que prestam o AEE em salas de recursos multinacionais. A formação constituiu de três etapas: 1) Diagnóstico das demandas; 2) Encontros teórico-reflexivo; 3) Avaliação dos resultados. As demandas foram registradas pelas professoras participantes durante um encontro pedagógico, que apontaram como necessidade de aprofundamento os seguintes temas: Deficiências e transtornos, Intervenção pedagógica, Avaliação, Altas Habilidades, Alfabetização e Matemática. Os resultados finais da formação foram apresentados em forma de seminário. Evidenciou-se a relação teoria e prática nos trabalhos expostos pelas professoras participantes. Acredita-se que este modelo de formação contribuiu, significativamente, na construção de novos saberes e reflexões na atuação prática das professoras durante o atendimento educacional especializado.

Palavras-chave


Atendimento educacional especializado, formação de professores, trabalho colaborativo

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DOI: http://dx.doi.org/10.22410/issn.1983-0882.v14i3a2017.1690

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