HISTÓRIAS (E)DITADAS: A MEMÓRIA NOS/DOS ARQUIVOS DO JORNAL NACIONAL, UM RECORTE DISCURSIVO

Maria Rachel Fiúza Moreira

Resumo


Este artigo discute os conceitos de memória e arquivo a partir de um recorte da pesquisa de doutorado na área de Linguística. Fundamentada nos pressupostos teóricos-metodológicos da Análise do Discurso de filiação Pecheutiana, analisamos os efeitos de sentidos que atravessam o site Memória Globo, no que se refere aos arquivos do Jornal Nacional (JN), da TV Globo. O JN foi o primeiro telejornal exibido em rede nacional no Brasil, a partir de 1º de setembro de 1969, e é o que está há mais tempo em exibição na TV Brasileira, além de ser o programa de maior audiência entre os de conteúdo jornalístico.O que nos interessa, sobremaneira, nessa pesquisa, são questões que apontam posicionamentos nas superfícies discursivas e que compõem a chamada “memória” do JN, envolvendo os principais eventos noticiosos em cada década, a partir de 1970 até 2010. Nosso movimento investigativo se debruça ao olharmos para o passado – memória/arquivo -, que insiste em ser guardado/apresentado à sociedade. Nesse sentido, buscamos em Michel Pêcheux as noções de memória e arquivo, buscando compreender que este não pode ser visto apenas como um frio banco de dados arquitetado por sujeitos que se anunciam com editores de histórias. É necessário considerar seu caráter histórico, cultural, político e ideológico. Desse modo, entendemos que o site Memória Globo, através de gestos seletivos, faz circular sentidos a partir de uma posição ideológica, que, em um movimento de lembrança, acaba apagando, a memória histórica, e, assim, silencia, ao mesmo tempo, sua posição política-empresarial.

Palavras-chave


Discurso; Telejornalismo; Memória; Arquivo

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DOI: http://dx.doi.org/10.22410/issn.1983-0378.v40i2a2019.2277

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