INFLUÊNCIA DA CRIOTERAPIA NA ESPASTICIDADE, FORÇA E
FUNCIONALIDADE DA MÃO PLÉGICA DE PACIENTES PÓS ACIDENTE

VASCULAR CEREBRAL

INFLUENCE OF CRYOTHERAPY ON SPASTICITY, STRENGTH AND
FUNCTIONALITY OF THE PLEGIC HAND OF PATIENTS AFTER STROKE

Henrique Krüger Pitana¹, Magali Teresinha Quevedo Grave²

Resumo: O Acidente Vascular Cerebral (AVC) é uma doença crônica não
transmissível; pode ocorrer através da obstrução de um vaso sanguíneo (AVC
isquêmico) que é o mais comum, ou pelo rompimento de um vaso com
extravasamento de sangue (AVC hemorrágico), podendo causar sequelas
cognitivas, sensoriais e motoras, dentre as quais, destaca-se a perda de força e
destreza da mão acometida (plégica). Objetivo: Verificar a influência da crioterapia
em relação à espasticidade, força de preensão palmar e uso funcional da mão
plégica de pacientes que sofreram AVC. Metodologia: A presente pesquisa
configura-se como estudo de casos múltiplos, exploratória, descritiva, de
intervenção e análise quantitativa dos resultados. Foi realizada da Clínica Escola de
Fisioterapia da Univates - CEF. Para coleta dos dados utilizou-se a escala
modificada de Ashworth para identificar o grau de espasticidade, dinamômetro
digital para verificar o grau de força de preensão palmar e o teste de Jebsen Taylor
para avaliar a funcionalidade da mão plégica, antes e após o uso da crioterapia.
Participaram 3 pacientes selecionados por conveniência, sendo 01 homem e 02
mulheres com idades entre 38 e 71 anos (média 51 anos). Foram realizadas 10
sessões para a aplicação da técnica de crioterapia com imersão de um membro.
Resultados: Os participantes apresentaram redução do grau de espasticidade a
longo prazo e imediatamente após a aplicação da crioterapia. A redução da
espasticidade colaborou também para o aumento da força muscular de preensão
palmar e para a melhora da funcionalidade da mão plégica. Conclusão: Conclui-se
com este estudo que a técnica de crioterapia com imersão de mão e punho plégicos
é eficaz na redução da espasticidade, aumento da força muscular de preensão
palmar e funcionalidade da mão plégica.

Palavras-chave: Hemiplegia. Crioterapia. Funcionalidade.

Abstract: Stroke is a chronic non-communicable disease; it can occur through the
obstruction of a blood vessel (ischemic stroke), which is the most common, or
through the rupture of a vessel with blood leakage (hemorrhagic stroke), which can
cause cognitive, sensory and motor sequelae, among which, it stands out the loss of
strength and dexterity of the affected hand (plegic). Objective: To verify the influence

¹Acadêmico de Fisioterapia, Universidade do Vale do Taquari - UNIVATES. Lajeado-RS, Brasil.
Endereço eletrônico: henrique.pitana@universo.univates.br
²Fisioterapeuta, Doutora em Medicina e Ciências da Saúde/PUCRS, professora adjunta,
Universidade do Vale do Taquari - UNIVATES. Lajeado-RS, Brasil. Endereço eletrônico:
mgrave@univates.br



of cryotherapy in relation to spasticity, grip strength and functional use of the plegic
hand in stroke patients. Methodology: This research is configured as a multiple
case study, exploratory, descriptive, intervention and quantitative analysis of the
results. It was performed at the Univates School of Physiotherapy Clinic - CEF. For
data collection, the modified Ashworth scale was used to identify the degree of
spasticity, a digital dynamometer to verify the degree of handgrip strength and the
Jebsen Taylor test to assess the functionality of the plegic hand, before and after
using the cryotherapy. Three patients selected for convenience participated, being
01 men and 02 women aged between 38 and 71 years (mean 51 years). Ten
sessions were held to apply the cryotherapy technique with one-limb immersion.
Results: Participants showed a reduction in the degree of spasticity in the long term
and immediately after the application of cryotherapy. The reduction in spasticity also
contributed to the increase in handgrip muscle strength and to the improvement in
the functionality of the plegic hand. Conclusion: It is concluded with this study that
the cryotherapy technique with immersion of the plegic hand and wrist is effective in
reducing spasticity, increasing the muscle strength of handgrip and functionality of
the plegic hand.

Keywords: Hemiplegia. Cryotherapy. Functionality.

1 INTRODUÇÃO

O Acidente Vascular Cerebral (AVC) é uma das doenças que mais acometem

o sistema nervoso central (SNC); ocorre pela falta de suporte sanguíneo ao

encéfalo, seja ele pela obstrução de um vaso sanguíneo (AVC isquêmico) ou pelo

rompimento destes (AVC hemorrágico). A incidência do AVC é maior em homens do

que mulheres e a idade de ocorrência é geralmente é acima dos 55 anos de idade,

dobrando a cada década de vida (CRUZ et al., 2019; BENVEGNU et al., 2008).

Mesmo com a queda nas taxas de mortalidade por AVC, de 2005 a 2015

(55,7% para 30,5%), ainda é considerada uma taxa elevada e segue representando

uma das principais causas de mortes no Brasil e no mundo (ABREU et al., 2018).

Como fatores de risco, pode-se citar hipertensão arterial, diabetes e idade, com

uma ampla lista de consequências, que vão desde dor, déficits visuais, déficits

somatossensitivos, distúrbios de fala e linguagem, disfagia, alteração da cognição e

déficits motores, dentre os quais se destaca a hemiplegia, anormalidade que se

caracteriza pela paralisia e/ou paresia do hemicorpo contralateral à lesão encefálica

(DALPIAN; GRAVE; PÉRICO, 2013).



A hemiplegia constitui-se basicamente na perda da mobilidade voluntária dos

segmentos corporais da metade do corpo comprometidos pela lesão. É uma

situação grave e incapacitante, tornando-se um desafio à reabilitação. No caso do

AVC, a forma mais comum é a hemiplegia espástica, gerando aumento do

tônus de grupos musculares, levando a deformidades e contraturas, quando não

tratada (FERLA; GRAVE; PÉRICO, 2015).

Destes pacientes com hemiplegia, metade apresenta disfunção

sensório-motora no membro superior do hemicorpo acometido. De 55% a 75% das

pessoas acometidas por AVC continuam com dificuldades no desenvolvimento de

habilidades motoras finas como agarrar, segurar ou manipular algum objeto após

três a seis meses da ocorrência do evento. Recuperar a funcionalidade total do

membro acometido não é algo fácil, porém qualquer melhoria já é significativa para

contribuir na realização das atividades de vida diária (AVD’s) (CRUZ et al., 2019;

PALMINI; GRAVE; COSTA, 2013).

O AVC diminui a força e a destreza da mão, e a recuperação funcional do

membro superior é quase sempre limitada quando comparada a do membro inferior.

A maioria dos pacientes permanece com déficits funcionais que limitam a

independência nas atividades da vida diária (LAI et al., 2002). A reabilitação da mão

busca melhorar a força voluntária dos dedos, que enfraquecidos pela perda da força

e alteração do tônus decorrente de espasticidade, causam déficit no controle da

mão, prejudicando e/ou impedindo o seu uso funcional (LEE; KIM, 2013).

A fisioterapia inclui inúmeras possibilidades de tratamento na área de

neurorreabilitação, dentre os quais estão a cinesioterapia, a equoterapia, a

facilitação neuromuscular proprioceptiva (FNP), terapia do movimento de

Brunnstrom, o conceito Bobath, abordagens sensório-motoras, dentre outras que

buscam a melhora da qualidade do movimento perdido ou comprometido. Há

também, dentre as muitas técnicas utilizadas pela fisioterapia no processo de

reabilitação de pacientes com distúrbios neurológicos, o uso do calor e do frio. A

abordagem sensório-motora de Rood utiliza a estimulação cutânea mecânica

(escovação) e térmica (crioterapia) que potencializa ou inibe a condução nervosa e a

ativação em músculos, cujo processo fisiológico de contração muscular esteja

alterado (TEIXEIRA, 2008). O objetivo da crioterapia em relação à espasticidade, é o



de proporcionar a redução visco-elástica mioarticular, facilitando, desta forma, a

função neuromuscular, visto que o efeito do frio, diminui a atividade do fuso muscular

e dos nervos periféricos (FELICE; SANTANA, 2009).

Moraes et al. (2017) apontam que ainda a crioterapia é um recurso de fácil

aplicação que contribui para a diminuição da espasticidade, sendo efetiva no

aumento da amplitude de movimento (ADM). Isso porque os efeitos fisiológicos do

frio diminuem a velocidade de condução do nervo periférico promovendo a

diminuição da percepção da dor e a contratilidade do músculo, desse modo, diminui

o espasmo muscular diminuindo a excitabilidade dos nervos periféricos.

Diante do exposto, o objetivo deste estudo foi o de verificar a influência do

uso da crioterapia em relação à espasticidade, força e funcionalidade da mão

plégica de pacientes com sequelas neuromotoras decorrentes de AVC.

2 MATERIAIS E MÉTODOS

A presente pesquisa configura-se como estudo de casos múltiplos,

exploratória, descritiva, de intervenção, e análise quantitativa dos dados, tendo sido

realizada na Clínica-Escola de Fisioterapia (CEF) da Universidade do Vale do

Taquari – Univates/Lajeado/RS, nos meses de outubro e novembro de 2021.

Para seleção da amostra foram convidados, de forma intencional, via ligação

telefônica, oito usuários que estavam sendo atendidos na CEF e que tinham como

diagnóstico médico, Acidente Vascular Cerebral/Encefálico (AVC/AVE). A partir do

convite, foram agendados horários individuais para a avaliação na CEF, para que

pudessem ser aplicados os demais critérios de inclusão e exclusão. Foram utilizados

como critérios de inclusão ter cognição íntegra, capacidade e resposta a comandos

verbais, presença de tônus muscular igual ou menor que grau 3 na Escala

Modificada de Ashworth, capacidade para deambular, bem como, realizar apenas o

tratamento proposto, no período de realização deste estudo. Dois convidados não

compareceram à avaliação, dois pré-selecionados apresentavam espasticidade grau

4 na mão plégica e um avisou que havia positivado para a covid-19, totalizando três

participantes, sendo duas mulheres e um homem.



Inicialmente, foi realizada a aferição dos sinais vitais, incluindo pressão

arterial (PA), frequência cardíaca (FC) e saturação periférica de oxigênio (Spo2).

Mediante aceitação, foi realizada a leitura do Termo de Consentimento Livre e

Esclarecido (TCLE), assinado em duas vias, uma ficou com o participante e outra

com o estudante pesquisador.

Para a avaliação do grau de espasticidade da mão plégica foi utilizada a

Escala Modificada de Ashworth, na qual o avaliador realiza o movimento passivo e

veloz de abertura dos quirodáctilos e pontua o grau, conforme a resistência muscular

percebida ao alongamento passivo deste músculo, variando de 0 (nenhuma

resistência) a quatro (membro mantido em rigidez em flexão ou extensão) (KONG et

al., 2012; HARB; KISHNER, 2021).

A força muscular da mão plégica foi avaliada pelo movimento de preensão

palmar, a partir da força isométrica máxima exercida sobre um dinamômetro digital,

modelo Dm-90/Instrutherm, que possui maior sensibilidade em relação ao analógico.

A quantificação da força é realizada a partir do pico de força exercido sobre o

dispositivo e é medida em quilogramas/força (kg/f). Alguns fatores como faixa etária,

gênero e antecedentes médicos são pontos que permitem determinar se os

indivíduos estão dentro dos limites de normalidade ou apresentam alguma alteração

funcional em relação a força de preensão (DIAS et al., 2010; GUIRADO; FERRAZ,

2018) .

E, por fim, a funcionalidade da mão plégica foi avaliada através do Teste de

Funcionalidade de Jebsen Taylor, um teste de diagnóstico cronometrado em sete

partes para avaliar o nível de função da mão, amplamente utilizado em reabilitação

devido à sua simplicidade, conveniência e rapidez de aplicação. Os subtestes

avaliados incluem escrita, virada de página simulada, levantamento de pequenos

objetos, alimentação simulada, empilhamento e levantamento de objetos grandes,

leves e pesados (CULICCHIA et al., 2016).

Para aplicação do estudo foram realizadas dez sessões individuais, com

duração de 45 minutos, com cada participante, sendo que P1 e P3 realizaram cinco

vezes por semana e P2 realizou três vezes por semana. No início de cada encontro

era realizada a aferição dos sinais vitais, que também eram conferidos ao final. Além

disso, antes da aplicação da crioterapia eram aplicados os testes para avaliação do



grau de espasticidade, da força muscular e da funcionalidade da mão plégica e

anotados em uma planilha.

Em seguida, era realizada a aplicação da crioterapia com a técnica de

imersão da mão e punho até o início do antebraço. Para ocorrer a diminuição do

espasmo muscular é necessário a aplicação da crioterapia em torno de 12 à 15

minutos, pois um tempo menor a este pode não ser efetivo por não atingir a

musculatura mais profunda, e não ultrapassar o tempo de 30 minutos para evitar o

começo de ulceração e/ou paralisia do nervo, com uma variação de temperatura que

vai de 0ºC à 18,3ºC (FELICE; SANTANA, 2009). A temperatura da água variou em

torno de 12° a 14º, controlados a partir de um termômetro culinário. A imersão foi

realizada pelo tempo de 12 minutos cronometrados. Durante o procedimento, o

participante encontrava-se sentado confortavelmente; o balde com água gelada foi

posicionado ao lado do membro plégico em uma altura agradável para cada

participante, visando evitar desconfortos posturais. Após o término da aplicação da

crioterapia, a mão do participante era seca, utilizando papel toalha, que logo era

descartado em local adequado, evitando assim contato com utensílio de outro

participante. Imediatamente após a aplicação da crioterapia, os testes eram

novamente aplicados para reavaliação do grau de espasticidade, da força muscular

e da funcionalidade da mão plégica. O participante era liberado e relembrado da

próxima sessão agendada.

Todo o material coletado foi armazenado em um banco de dados no sistema

de planilha do Google Drive; os nomes foram substituídos pela letra P, seguida de

um número, não sendo possível a identificação dos participantes. Seguiu-se todos

os preceitos éticos, conforme Resolução 466/2012, bem como, todos os protocolos

para prevenção da contaminação e disseminação da Covid-19. O projeto foi

aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Univates, mediante protocolo

número CAAE 50676321.7.0000.5310.

3 RESULTADOS

A tabela 1 traz os dados em relação à caracterização dos participantes (P1,

P2 e P3) em relação a sexo, idade, tipo de AVC, tempo de ocorrência do AVC e

hemicorpo acometido pelo mesmo.



A idade da amostra variou de 38 a 71 anos, tendo uma média de idade de 51

anos. Esta população foi composta por dois individuos do sexo feminino e um

individuo do sexo masculino. Em relação ao hemicorpo acometido, 2 participantes

apresentavam sequelas no hemicorpo esquerdo (E) e 1 participante no hemicorpo

direito (D). O tempo de ocorrência do AVC variou de 8 meses a 10 anos, em média

4,47 anos. Em relação ao tipo de AVC sofrido, todos os participantes relataram ter

sofrido um AVC isquêmico.

Tabela 1 Caracterização dos participantes

P Sexo Idade Tipo AVC Hemicorpo
plégico

Tempo do
AVC

P1 F 44 anos AVCI E 10 anos

P2 F 38 anos AVCI D 2 anos e 9
meses

P3 M 71 anos AVCI E 8 meses

Fonte: dos autores (2021) AVCI = acidente vascular cerebral isquêmico; D = direito;
E = esquerdo; F = feminino; M = masculino; P = participante.

A seguir, na Tabela 2, estão apresentadas as pontuações obtidas pelos

participantes nos testes de força muscular realizados na primeira, na quinta e na

última sessão (décima), sempre no início e no final da sessão, após a aplicação da

crioterapia. Vale ressaltar que a força média do lado não plégico dos participantes

deste estudo foi de 31,6 Kg/f (P1 = 30 Kg/f; P2 = 25 Kg/f; P3 = 40 kg/f).

Tabela 2 Resultados da avaliação de força muscular da mão plégica

P
1ª sessão 5ª sessão 10ª sessão

Antes Depois Antes Depois Antes Depois

P1 5 kg/f 5.9 kg/f 5.9 kg/f 6.9 kg/f 6.9 kg/f 8.9 kg/f

P2 13.4 kg/f 13.5 kg/f 13.4 kg/f 16.4 kg/f 15.3 kg/f 15.9 kg/f

P3 13.2 kg/f 14.3 kg/f 14 kg/f 14.5 kg/f 14.4 kg/f 15.5 kg/f

Fonte: dos autores (2021) P = participante.



A tabela 3 traz os dados obtidos a partir da Escala Modificada de Ashworth

em relação ao tônus muscular da mão plégica. Os dados são referentes aos testes

realizados na primeira, quinta e décima sessão, no início da sessão e após a

aplicação da crioterapia.

Tabela 3 Resultados da avaliação de tônus muscular da mão plégica a partir da
Escala Modificada de Ashworth.

P
1ª sessão 5ª sessão 10ª sessão

Antes Depois Antes Depois Antes Depois

P1 grau 2 grau 1 grau 2 grau 0 grau 2 grau 0

P2 grau 2 grau 0 grau 2 grau 0 grau 2 grau 0

P3 grau 2 grau 0 grau 2 grau 0 grau 1+ grau 0

Fonte: dos autores (2021) P = participante.

Na tabela 4 podem ser analisados os dados obtidos nos testes de

funcionalidade, da mão plégica, realizados na primeira e décima sessões, sempre no

início da sessão e após a aplicação da crioterapia. A avaliação da funcionalidade

recebe sete pontuações individuais referentes às diferentes etapas do teste de

Jebsen Taylor: pegar objetos pequenos e movê-los, empilhar peças, virar cartas,

mover latas vazias, mover latas cheias com 500g de areia, mover feijões até um

recipiente utilizando uma colher e escrever uma frase com 24 caracteres. A

pontuação se refere ao tempo dedicado para cada atividade.



Tabela 4 Resultados da avaliação de funcionalidade da mão plégica através do teste
Jebsen Taylor

P Sessão Teste 1
VC

Teste2
EP

Teste 3
MPP

Teste 4
MFCC

Teste 5
MLV

Teste 6
MLC

Teste 7
E

P1

1ª antes 9,63s 7,03s 7,00s 16,72s 6,22s 6,41s 56,16s

1ª
depois

7,16s 4,53s 5,66s 13,38s 4,91s 4,38s 50,00s

10ª
antes

3,77s 2,84s 4,60s 6,38s 2,85s 2,81s 23,94s

10ª
depois

3,88s 3,41s 4,72s 6,21s 3,60s 3,12s 26,91s

P2

1ª antes 22,06s 29,04s 17,22s 1.09,00
s

11,50s 11,14s 59,69s

1ª
depois

17,63s 29,85s 17,25s 26,50s 10,22s 09,47s 55,09s

10ª
antes

21,12s 26,09s 14,09s 40,42s 8,78s 8,00s 56,63s

10ª
depois

17,87s 22,16s 12,78s 27,15s 8,40s 7,37s 48,46s

P3

1ª antes 12,66s 15,62s 18,81s 34,81s 11,71s 10,78s 2.06,23
s

1ª
depois

13,28s 14,90s 15,63s 26,56s 08.93s 9,28s 1.55,18
s

10ª
antes

12,15s 8,25 s 11,28s 16,40s 6,87s 6,59s 1.26,32
s

10ª
depois

11,34s 8,24s 10,22s 16,30s 6,80 6,06s 1.20,75
s

Fonte: dos autores (2021) P = participante; VC = virar cartas; EP = empilhar peças;
MPP = mover peças pequenas; MFCC = mover feijões com uma colher; MLV =
mover latas vazias; MLC = mover latas cheias; E = escrita.

P1 obteve ganhos relacionados a todas as variáveis testadas. Apresentou

aumento da força inicial ao longo das sessões e aumento da força imediatamente

após aplicação da crioterapia. Não houve diferença no grau de espasticidade no

início de cada sessão (grau 2) ao longo dos 10 atendimentos, entretanto, apresentou

diminuição da espasticidade (grau zero) imediatamente após a aplicação da

crioterapia, como pode ser visto na tabela 3. Em relação à funcionalidade



apresentou redução do tempo das atividades após a aplicação da crioterapia e, mais

evidente ainda, redução do tempo quando comparadas a primeira e a última sessão,

indicando uma melhora da funcionalidade da mão plégica.

P2 obteve aumento da força muscular da mão plégica após a aplicação da

crioterapia e aumento da força também a longo prazo, quando comparados os

valores obtidos na primeira e na última sessão. O grau de espasticidade inicial

manteve-se igual ao longo do tratamento, tendo apresentado redução

imediatamente após a aplicação da crioterapia. O tempo empregado para a

realização dos testes de funcionalidade reduziu ao longo dos atendimentos, tendo

reduzido em todos os quesitos quando observado a última sessão, indicando

melhora da funcionalidade da mão acometida pelo AVC.

P3 apresentou redução no grau de espasticidade a longo prazo, quando

comparados os valores obtidos na primeira e na última sessão, e redução nos níveis

de espasticidade imediatamente após a aplicação da crioterapia. Em relação a força

muscular e a funcionalidade da mão plégica, o participante apresentou aumento da

força muscular da mão plégica e redução dos tempos no teste de funcionalidade, o

que demonstra a evolução nos itens avaliados.

4 DISCUSSÃO

As evidências científicas apontam que a incidência do AVC é maior em

homens do que mulheres, ao contrário do que demonstrou nossa pesquisa, onde

66% dos participantes eram mulheres. A idade que apresenta aumento da

ocorrência de AVC, segundo a literatura, é a partir dos 55 anos, dobrando o risco,

proporcionalmente, a cada década de vida (POLESE et al., 2008; BENVEGNU et al.,

2008), não conferindo com os dados obtidos neste estudo, onde dois dos

participantes sofreram o AVC antes dos 45 anos de idade, o que pode ser explicado

em função do reduzido número de nossa amostra.

Dentre os tipos de AVC, a literatura refere que os de tipo isquêmico

correspondem a 75% dos AVCs registrados, visto que o hemorrágico, por de

manifestação mais grave, apresenta taxas de mortalidade de até 50% em 30 dias e

ocorrem, comumente, numa população mais jovem de pacientes (PIASSAROLI et



al., 2012). Em nossa pesquisa, os participantes sofreram AVC isquêmico, ratificando

os dados da literatura consultada.

Assim como em nossa pesquisa, o estudo de Cruz et al., (2019) também

demonstrou que a crioterapia promoveu um aumento da força muscular de preensão

palmar a longo prazo, sendo que o aumento dos valores de força se mantiveram por

pelo menos um mês após o término do tratamento. Entretanto, contrariando nossos

resultados e os de Cruz et al., (2019), MinecheLLi et al. (2011), ao avaliarem a força

muscular de lutadores de Jiu-Jitsu antes e após o uso da crioterapia, concluíram que

a técnica não alterou a produção de força de preensão palmar dos participantes da

pesquisa. Este dado pode estar relacionado com a presença de tônus muscular

eutônico nos atletas estudados, visto que a presença de altos graus de

espasticidade prejudicam os níveis de força da mão plégica.

A pesquisa de Loli, Jacobina e Cardoso de Sá (2020), utilizou a crioterapia

como técnica para redução da espasticidade de pacientes após AVC, e, assim como

na presente pesquisa, os resultados apontaram que a técnica de crioterapia é eficaz

na redução da espasticidade imediatamente após a sua aplicação. No mesmo

sentido, a pesquisa de Garcia (2017) trouxe uma forma diferente de aplicação da

técnica de crioterapia, com o mesmo objetivo de redução da espasticidade a partir

do uso de bolsas de gelo na musculatura afetada. Os participantes estudados

também demonstraram uma maior facilidade em executar movimentos ativos com os

membros superiores, o que vem ao encontro do nosso estudo em relação a melhora

na funcionalidade dos participantes de nossa pesquisa. Da mesma forma, a técnica

de crioterapia reduziu o nível de espasticidade em pacientes hemiparéticos crônicos,

independente do tempo, ratificando nossos resultados, visto que P1, mesmo com

tempo de ocorrência de AVC de 10 anos, obteve melhora em todas as variáveis

testadas.

A funcionalidade da mão plégica tem relação direta com o tônus muscular da

mesma, logo, ao reduzir o grau da espasticidade do membro superior comprometido,

torna-se possível o uso deste na realização de atividades de vida diária. O estudo de

Correia et al. (2010) apontou que o uso da crioterapia foi eficiente na redução do

padrão postural flexor do membro superior plégico, o que se relacionada também

com a funcionalidade deste membro que, com um melhor posicionamento, tende a



apresentar uma melhor funcionalidade, corroborando com nossos achados, com

melhora em todos os quesitos analisados.

Importante ressaltar, no âmbito deste estudo, que, do ponto de vista

fisiológico, com o uso da crioterapia, os receptores periféricos tornam-se menos

excitáveis. O objetivo principal do uso da técnica em musculaturas espásticas é

reduzir a tensão viscoelástica mioarticular e facilitar a função neuromuscular. Desta

forma, a partir de seu uso, ocorre uma redução da atividade do fuso muscular, da

junção neuromuscular e dos nervos periféricos, o que faz com que a resposta do

fuso muscular ao alongamento diminua, reduzindo os níveis de espasticidade

(FELICE; SANTANA, 2009) assim como ocorreu no estudo de Felice, Ishizuka e

Amarilha (2011), que, ao usarem a crioterapia em pacientes hemiplégicos crônicos,

durante 10 semanas, observaram diminuição do grau de espasticidade nas região

da musculatura de quadríceps e de bíceps, melhorando, respectivamente, o

desempenho funcional da marcha e da preensão destes pacientes, corroborando

nossos resultados para função da mão plégica.

Allgöwer e Hermsdörfer (2017) estudaram a capacidade de realização do

teste de funcionalidade da mão de Jebsen Taylor por pessoas com hemiplegia, pós

AVC, independente do hemicorpo afetado e compararam com pessoas hígidas;

observaram que os hemiplégicos tiveram desempenho significativamente mais lento,

mesmo quando a mão dominante não era a acometida pelo AVC, indicando uma

possível adaptação do indivíduo ao lado hemiplégico. Em nosso estudo, P1, P2 e

P3, melhoraram seu desempenho nas habilidades de virar cartas, empilhar peças,

mover peças pequenas, mover feijões com uma colher, mover latas vazias, mover

latas cheias, bem como, na escrita, reduzindo o tempo de execução, independente

do lado plégico e do tempo de ocorrência do AVC, ratificando os resultados de

Algöwer e Hermsdöfer.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Em função do número reduzido de nossa amostra, os dados aqui não podem

ser generalizados, sendo esta uma limitação de nosso estudo, entretanto, nossos

resultados permitem inferir que a utilização da técnica de crioterapia de imersão de

um membro plégico, é eficaz na redução da espasticidade a longo prazo e



imediatamente após a aplicação da técnica, em pacientes que apresentam

hemiplegia espástica decorrente de AVC, tendo relação com o aumento da força de

preensão palmar da mão plégica e, consequentemente, da funcionalidade do

mesmo membro.

Levando em conta a alta incidência de pacientes acometidos por AVC no

Brasil e no mundo, as incapacidades decorrentes das manifestações clínicas pós

AVC, sugere-se a realização de novos estudos que avaliem os efeitos da técnica de

crioterapia de imersão em um número maior de pacientes.

REFERÊNCIAS

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https://doi.org/10.1590/1516-3180.2018.0129060818. Disponível em:
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ALLGÖWER, Kathrin; HERMSDÖRFER, Joachim. Fine motor skills predict
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