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Title: As oportunidades para a economia brasileira relacionadas às políticas chinesas de segurança alimentar
Authors: Mallmann, Danielle Weschenfelder
Keywords: Segurança Alimentar;Economia;Brasil;China;Negócios agroindustriais;Covid-19;Food Security;Economy;Brazil;Agribusiness
Date of Defense: 3-Dec-2020
Issue Date: Nov-2020
Citation: MALLMANN, Danielle Weschenfelder. As oportunidades para a economia brasileira relacionadas às políticas chinesas de segurança alimentar. 2020. Monografia (Graduação em Administração - LFE Comércio Exterior) – Universidade do Vale do Taquari - Univates, Lajeado, 03 dez. 2020. Disponível em: http://hdl.handle.net/10737/3031.
Abstract: Embora a distribuição de alimentos ao redor do mundo seja desigual, é possível perceber diversas frentes no combate à fome e à insegurança alimentar no planeta. O presente trabalho objetiva identificar as principais oportunidades para as exportações brasileiras de produtos primários e intensivos em recursos naturais destinadas ao mercado chinês à luz das políticas e estratégias de Segurança Alimentar (SA) chinesas e das expectativas da conjuntura mundial pós-pandêmica. A recente pandemia causada pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2), doença chamada de Covid-19, reafirmou a importância das discussões sobre SA. Em virtude da pandemia, diversos fluxos transnacionais foram alterados, em especial, algumas cadeias logísticas e de abastecimento. Por isso, tornou-se imperativo refletir sobre a SA à luz da conjuntura atual. A metodologia deste estudo quali- quantitativo, descritivo, e exploratório envolveu uma busca por referenciais teóricos em artigos, periódicos, e outros materiais de estudiosos da área encontrados em sites especializados, além de um levantamento de dados secundários extraídos do Comex Stat, RAIS, Caged e MAPA. Embora a pesquisa apresente dados de outros países para fins de uma compreensão mais geral do tema, focou-se, principalmente, em dados das interações entre Brasil e China. A pesquisa revelou que, de fato, a China é o mercado que mais importa produtos do agronegócio brasileiro, com grande destaque para o mercado de produção de lavouras temporárias (mercado da soja), mesmo no contexto da Covid-19. Nesse sentido, entre janeiro a setembro de 2020, o país recebeu aproximadamente 62% de toda a soja exportada pelo agronegócio brasileiro. Depois da soja, o mercado de carnes foi o que mais se beneficiou das importações chinesas: o país foi responsável por absorver cerca de 37,2% de toda a carne exportada pelo Brasil no mesmo período. Além disso, é possível destacar, com base nos dados levantados, que os estados do Mato Grosso, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul, e Minas Gerais, detiveram, sozinhos, 66,07% das exportações totais do agronegócio brasileiro dentro do período de Janeiro a Setembro, configurando uma supremacia da região centro-sul nesta área. Observa-se também que, se nos dois primeiros meses do ano as exportações estiveram abaixo dos níveis registrados no biênio passado, a partir do mês de março, o volume de exportações, numa surpreendente escalada, tornou-se superior aos dos dois anos anteriores, mantendo um ritmo significativo de crescimento até o mês de julho, a despeito da pandemia. A partir deste cenário, este trabalho apresenta uma série de apontamentos e alternativas para o agronegócio brasileiro alavancar; tanto em volume, quanto em valor; suas exportações para o mercado chinês. E para além disso, as pesquisas realizadas apontam para uma série de outras conclusões acerca do assunto Segurança Alimentar e da economia brasileira no cenário mundial.
Although the distribution of food around the world is uneven, it is possible to perceive several fronts in the fight against hunger and nourishment uncertainty on the planet. The following paper aims to identify the main opportunities to the Brazilian exportation of primary products and the intensive use of natural resources destined for the Chinese market in light of the Chinese Food Security (FS) policies and strategies and expectations of the post-pandemic world scenario. The recent pandemic caused by the new coronavirus (SARS-CoV-2), a disease entitled Covid- 19, bolstered the importance of discussions about FS. Due to the pandemic, many transnational flows were altered, in particular some logistical and supply chains. Therefore, it became imperative to reflect about FS in virtue of the current situation. The methodology of this qualitative, quantitative, descriptive and exploratory study involved a search for theoretical references in articles, journals, and other materials of scholars of the area found on specialized websites, in addition to a survey of secondary study data extracted from Comex Stat, RAIS, Caged and MAPA. While the research presents data from other countries for the purpose of a more general understanding of the topic, it focused mainly on data of the interactions between Brazil and China. The survey revealed that, in fact, China is the market that imports Brazilian agribusiness products the most with a great emphasis on the market of the production of temporary crops (soy market), even in the Covid-19 context. In this sense, between January and September 2020, the country received approximately 62% of all the soy exported by the Brazilian agribusiness. After soy, the meat market was the most benefited by the Chinese importation: the country was responsible for absorbing about 37,2% of all meat exported by Brazil in the same period. Furthermore, it is possible to highlight, based on the data collected, that the Mato Grosso, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul and Minas Gerais states detained, alone, 66,07% of the total exportations of the Brazilian agribusiness within the period from January to September, configures the supremacy of the center-south region in this area. It can also be observed that, if in the two first months of the year the exportation were below the level registered in the last biannual, from March on, the volume of exportations, in a surprising ascension, became superior to the two previous years, keeping a significant pattern of growth until the month of July, despite the pandemic. Based on this scenario, this paper presents a series of notes and alternatives to boost the Brazilian agribusiness, both in volume and value, its exportations to the Chinese market. Besides that, the conducted survey indicates a series of other conclusions on the topic of Food Security and of Brazilian economy in the world situation.
URI: http://hdl.handle.net/10737/3031
Appears in Collections:Administração - LFE Comércio Exterior

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