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Title: Interpretação do Espaço Guarani: um estudo de caso no sul da bacia hidrográfica do Rio Forqueta, Rio Grande do Sul, Brasil
Authors: Schneider, Fernanda  Lattes
Keywords: Guarani pré-colonial;Cronologia;Ocupação do espaço;Organização da aldeia;Vestígios botânicos
Date of Defense: 9-Jan-2015
Issue Date: 23-Apr-2015
Citation: SCHNEIDER, Fernanda. "Interpretação do Espaço Guarani: um estudo de caso no sul da bacia hidrográfica do Rio Forqueta, Rio Grande do Sul, Brasil". 2015. Dissertação (Mestrado) – Curso de Ambiente e Desenvolvimento, Universidade do Vale do Taquari - Univates, Lajeado, 09 jan. 2015. Disponível em: <http://hdl.handle.net/10737/724>.
Abstract: Os estudos acerca das populações Guarani pré-coloniais têm indicado que esses são vinculados aos povos falantes do Tupi-Guarani, com gênese cultural em algum lugar do território amazônico, apresentando ampla dispersão espacial e uma longa duração temporal. Dessa forma, ocuparam uma considerável parcela do território que hoje se configura como Brasil, parte da Bolívia, do Paraguai, do Uruguai e da Argentina, deixando marcas significativas de sua cultura material e organização social nos territórios passados. Dentre os territórios abarcados, os Guarani ocuparam as planícies florestadas da porção sul da Bacia Hidrográfica do Rio Forqueta, Rio Grande do Sul, Brasil, no início do século XIV. Com vistas a compreender de forma mais detalhada as relações de apropriação espacial dessas populações no contexto supracitado, elaborou-se um estudo de caso no sítio arqueológico RS-T-114, na margem direita do Rio Forqueta, relacionando três perspectivas de compreensão do espaço: a dinâmica temporal; organização dos espaços da aldeia e a apropriação do “espaço verde” da área ocupada. Para a reflexão, articularam-se dados de campo obtidos para o sítio (datas radiocarbônicas, decapagem de um núcleo de solo antropogênico, plotagem de vestígios, análise da cultura material e análise de vestígios botânicos). Como resultado, a primeira perspectiva apresentou uma longa e contínua ocupação do espaço de até 340 anos; a segunda perspectiva demonstrou áreas de atividades distintas, assim como estruturas arqueológicas específicas: estruturas de descarte, estruturas arquitetônicas e estruturas de combustão, indicando intensas relações sociais; e, por fim, a última perspectiva demonstrou a possibilidade de recuperação de microvestígios botânicos, como grãos de amido e fitólitos no contexto do sítio, possibilitando, em conjunto com vestígios carbonizados, uma breve discussão acerca da apropriação de recursos florísticos. Concluiu-se que o sítio apresentou uma longa, contínua e intensa ocupação Guarani. Como explicação para essa dinâmica complexa, sugeriu-se que a apropriação das parcelas florestadas não tenha sido passiva, em uma relação de dependência. Pelo contrário, inferiu-se que houve uma apropriação criativa dessa parcela do espaço, pautada no manejo e na criação de áreas artificiais.
The studies related to the precolonial Guarani people have shown these people are bound to the Tupi-Guarani speaking populations, which had their cultural genesis based somewhere in the Amazon. It shows great spatial dispersion over a long time period, thus, occupying a big portion of the Brazilian territory, part of Bolivia, Paraguay, Uruguay and Argentina. In these places were left remarkable signs from their material culture and social organization. Among the embraced territories, by the XIV century, the Guarani people were occupying the forested plain fields in the South portion of the Forqueta River Basin, in Rio Grande do Sul, Brazil. Aiming a more detailed comprehension of these spatial appropriations, was performed a case study in the archaeological site RS-T-114, in the right margin of the Forqueta River. Were related three perspectives on the spatial comprehension: temporal dynamics; space organization in the native village; and appropriation of the “green spaces” in the occupied area. For the reflection were used field data collected in the site (radiocarbon data, stripping of archaeo-anthropedogenic soil, plot traces, material culture analysis, botanic traces analysis). As result from the first perspective, was found a spatial occupation of over 340 years. The second perspective showed distinctive occupation zones, as well specific archaeologic activities: discard structures, architectural structures and combustion structures, demonstrating intense social relations. The third perspective showed the possibility of recovering botanical micro traces, as starch grains and phytoliths, making possible a brief discussion around the appropriation of the forested areas of the village. Was concluded the site had a long, continuous and intense Guarani occupation. As explanation for this complex dynamic, it is suggested that the appropriation of the forested spaces was not passive, in a dependence relation. On the contrary, was inferred that the activities on forested spaces was guided by the management and creation of artificial areas.
URI: http://hdl.handle.net/10737/724
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