Univates

Carga horária:

9.140h - 6 a 9 anos

Turno:

Integral

Modalidade:

Presencial

Atos legais

Início de funcionamento: A/14

Autorização: Portaria MEC 625, de 27/11/13

Reconhecimento: Portaria MEC nº 938, de 24/08/17

Projeto Pedagógico do Curso

Objetivos do curso

Promover atividades que permitam ao egresso o desenvolvimento de competências, habilidades e atitudes relacionadas com o exercício profissional da medicina, com a tomada de decisões, com a comunicação, a liderança, a administração e o gerenciamento nas áreas de atenção à saúde, gestão em saúde e educação em saúde, com responsabilidade social e compromisso com o desenvolvimento locorregional do Vale do Taquari - RS, em conformidade com a Resolução da CNE/CE nº 03, de 20 de junho de 2014, que instituiu as Diretrizes Curriculares Nacionais para os Cursos de Graduação em Medicina.
 
 

Perfil do Egresso

O profissional médico graduado pela Univates tem como características: a formação geral, humanista, crítica e reflexiva. É capacitado a atuar pautado em princípios éticos, no processo de saúde e doença nos diferentes níveis de atenção à saúde, com ações de promoção, prevenção, recuperação e reabilitação da saúde, nos âmbitos individual e coletivo, com responsabilidade social e compromisso com o desenvolvimento locorregional do Vale do Taquari - RS e com a cidadania. 

Competências

Competências
O processo formativo do futuro egresso deve desenvolver as seguintes competências:
 
I - Atenção à saúde: contextualização das dimensões das diversidades biológica, subjetiva, étnico-racial, de gênero, orientação sexual, socioeconômica, política, ambiental, cultural, ética e demais aspectos que compõem o espectro da diversidade humana que singularizam cada pessoa ou cada grupo social;
- utilização do acesso universal e equidade como direito à cidadania, sem privilégios nem preconceitos de qualquer espécie, tratando as desigualdades com equidade e atendendo às necessidades pessoais específicas, segundo as prioridades definidas pela vulnerabilidade e pelo risco à saúde e à vida, observado o que determina o SUS;
- aplicação da integralidade e humanização do cuidado por meio de prática médica contínua e integrada com as demais ações e instâncias de saúde, de modo a construir projetos terapêuticos compartilhados, estimulando o autocuidado e a autonomia das pessoas, famílias, grupos e comunidades e reconhecendo os usuários como protagonistas ativos de sua própria saúde;
- promoção da qualidade na atenção à saúde, pautando seu pensamento crítico, que conduz o seu fazer, nas melhores evidências científicas, na escuta ativa e singular de cada pessoa, família, grupos e comunidades e nas políticas públicas, programas, ações estratégicas e diretrizes vigentes;
- segurança na realização de processos e procedimentos, referenciados nos mais altos padrões da prática médica, de modo a evitar riscos, efeitos adversos e danos aos usuários, a si mesmo e aos profissionais do sistema de saúde, com base em reconhecimento clínico-epidemiológico, nos riscos e vulnerabilidades das pessoas e grupos sociais;
- preservação da biodiversidade com sustentabilidade, de modo que, no desenvolvimento da prática médica, sejam respeitadas as relações entre ser humano, ambiente, sociedade e tecnologias e contribua para a incorporação de novos cuidados, hábitos e práticas de saúde;
- utilização da ética profissional fundamentada nos princípios da ética e da bioética;
- comunicação, por meio de linguagens verbal e não verbal, com usuários, familiares, comunidades e membros das equipes profissionais, com empatia, sensibilidade e interesse, preservando a confidencialidade, a compreensão, a autonomia e a segurança da pessoa sob cuidado;
- análise da promoção da saúde, como estratégia de produção de saúde, articulada às demais políticas e tecnologias desenvolvidas no sistema de saúde brasileiro, contribuindo para construção de ações que possibilitem responder às necessidades sociais em saúde;
- demonstração do cuidado centrado na pessoa sob cuidado, na família e na comunidade, no qual prevaleça o trabalho interprofissional, em equipe, com o desenvolvimento de relação horizontal, compartilhada, respeitando-se as necessidades e os desejos da pessoa sob cuidado, família e comunidade, a compreensão destes sobre o adoecer, a identificação de objetivos e responsabilidades comuns entre profissionais de saúde e usuários no cuidado;
- promoção da equidade no cuidado adequado e eficiente das pessoas com deficiência, compreendendo os diferentes modos de adoecer, nas suas especificidades.
 
Habilidades
- Abertura para opiniões diferentes e respeito à diversidade de valores, de papéis e de responsabilidades no cuidado à saúde;
- Comunicação à pessoa sob seus cuidados ou ao responsável por ela sobre os sinais verificados, registrando as informações no prontuário, de modo legível;
- Acesso a dados secundários ou informações que incluam os contextos político, cultural, discriminações institucionais, socioeconômicas, ambientais e das relações, movimentos e valores de populações em seu território e utilização deles visando a ampliar a explicação de causas, efeitos, baseados na determinação social no processo saúde-doença, assim como em seu enfrentamento;
- Acompanhamento e avaliação da efetividade das intervenções realizadas e consideração da avaliação da pessoa sob seus cuidados ou do responsável em relação aos resultados obtidos, analisando dificuldades e valorizando conquistas;
- Análise crítica de fontes, métodos e resultados, no sentido de avaliar evidências e práticas no cuidado, na gestão do trabalho e na educação de profissionais de saúde, pessoa sob seus cuidados, famílias e responsáveis;
- Articulação de ações, profissionais e serviços apoiando a implantação de dispositivos e ferramentas que promovam a organização de sistemas integrados de saúde;
- Associação de hipóteses diagnósticas mais prováveis, relacionando os dados da história e exames clínicos;
- Compreensão com base nos conceitos antropológicos da heterogeneidade social e cultural da humanidade;
- Discussão do plano terapêutico, suas implicações e o prognóstico, segundo as melhores evidências científicas, as práticas culturais de cuidado e cura da pessoa sob seus cuidados e as necessidades individuais e coletivas;
- Elaboração de prognóstico dos problemas da pessoa sob seus cuidados, considerando os contextos pessoal, familiar, do trabalho, epidemiológico, ambiental e outros pertinentes;
- Estabelecimento, a partir do raciocínio clínico-epidemiológico em contextos específicos, de planos terapêuticos contemplando as dimensões de promoção, prevenção, tratamento e reabilitação;
- Estabelecimento de diagnóstico de saúde e priorização de problemas, considerando sua magnitude, existência de recursos para o seu enfrentamento e importância técnica, cultural e política do contexto;
- Explicação e orientação sobre os encaminhamentos ou a alta, verificando a compreensão da pessoa sob os cuidados do responsável;
- Identificação de situações de emergência, desde o início do contato, atuando de modo a preservar a saúde e a integridade física e mental das pessoas sob seu cuidado;
- Inclusão da perspectiva dos usuários, família e comunidade, favorecendo sua maior autonomia na decisão do plano terapêutico, respeitando seu processo de planejamento e de decisão, considerando-se, ainda, os seus valores e crenças;
- Investigação de sinais e sintomas, repercussões da situação, hábitos, fatores de risco, exposição às iniquidades econômicas e sociais e de saúde, condições correlatas e antecedentes pessoais e familiares;
- Identificação dos determinantes sociais, culturais, comportamentais, psicológicos, ecológicos, éticos e legais, nos níveis individual e coletivo, do processo saúde-doença;
- Manutenção de postura ética e respeitosa e destreza técnica na inspeção, apalpação, ausculta e percussão, com precisão na aplicação das manobras e procedimentos do exame físico geral e específico, considerando a história clínica, a diversidade étnico-racial, de gênero, de orientação sexual, linguístico-cultural e de pessoas com deficiência;
- Proposição e explicação à pessoa sob cuidado ou responsável sobre a investigação diagnóstica para ampliar, confirmar ou afastar hipóteses diagnósticas, incluindo as indicações de realização de aconselhamento genético;
- Promoção da integralidade da atenção à saúde individual e coletiva, articulando as ações de cuidado, no contexto dos serviços próprios e conveniados ao Sistema Único de Saúde (SUS);
- Realização da história clínica: estabelecendo a relação profissional ética no contato com as pessoas sob seus cuidados, familiares ou responsáveis;
- Reconhecimento da inserção do médico na equipe multiprofissional e da importância do trabalho interdisciplinar, a fim de garantir a integralidade da atenção em saúde;
- Utilização de linguagem compreensível no processo terapêutico, estimulando o relato espontâneo da pessoa sob cuidados, tendo em conta os aspectos psicológicos, culturais e contextuais, sua história de vida, o ambiente em que vive e suas relações sociofamiliares, assegurando a privacidade e o conforto.

II - Gestão em saúde: compreensão dos princípios, diretrizes e políticas do sistema de saúde e participação em ações de gerenciamento e administração;
- promoção da gestão do cuidado, com o uso de saberes e dispositivos de todas as densidades tecnológicas, de modo a promover a organização dos sistemas integrados de saúde para a formulação e o desenvolvimento de planos terapêuticos individuais e coletivos;
- valorização da vida, com a abordagem dos problemas de saúde recorrentes na atenção básica, na urgência e na emergência, na promoção da saúde e na prevenção de riscos e danos, visando à melhoria dos indicadores de qualidade de vida, de morbidade e de mortalidade, por um profissional médico generalista, propositivo e resolutivo;
- construção de tomada de decisões, com base na análise crítica e contextualizada das evidências científicas, da escuta ativa das pessoas, famílias, grupos e comunidades, das políticas públicas sociais e de saúde, de modo a racionalizar e otimizar a aplicação de conhecimentos, metodologias, procedimentos, instalações, equipamentos, insumos e medicamentos e a produzir melhorias no acesso e na qualidade integral à saúde da população e no desenvolvimento científico, tecnológico e de inovação que retroalimentam as decisões;
- expressão na comunicação, incorporando, sempre que possível, as novas tecnologias da informação e comunicação (TICs), para interação a distância e acesso a bases remotas de dados;
- liderança exercitada na horizontalidade das relações interpessoais que envolvam compromisso, comprometimento, responsabilidade, empatia, habilidade para tomar decisões, comunicar-se e desempenhar as ações de forma efetiva e eficaz, mediada pela interação, participação e diálogo, tendo em vista o bem-estar da comunidade;
- integração no trabalho em equipe, de modo a desenvolver parcerias e constituição de redes, estimulando e ampliando a aproximação entre instituições, serviços e outros setores envolvidos na atenção integral e na promoção da saúde;
- construção participativa no sistema de saúde, de modo a compreender o papel dos cidadãos, gestores, trabalhadores e instâncias do controle social na elaboração da política de saúde brasileira.
 
Habilidades
- Avaliação do trabalho em saúde utilizando indicadores e relatórios de produção, ouvidoria, auditorias e processos de acreditação e certificação;
- Favorecimento do envolvimento da equipe de saúde na análise das estratégias de cuidado e resultados obtidos;
- Formulação e recepção de críticas, de modo respeitoso, valorizando o esforço de cada um e favorecendo a construção de um ambiente solidário de trabalho;
- Identificação da história da saúde, das políticas públicas de saúde no Brasil, da Reforma Sanitária, dos princípios do SUS e de desafios na organização do trabalho em saúde, considerando seus princípios, diretrizes e políticas de saúde;
- Inserção de ações de promoção e educação em saúde em todos os níveis de atenção, com ênfase na atenção básica, voltadas às ações de cuidado com o corpo e a saúde;
- Participação no planejamento e avaliação dos projetos e ações no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), prestando contas e promovendo ajustes, orientados à melhoria da saúde coletiva;
- Promoção do diálogo entre as necessidades referidas pela pessoa sob seus cuidados ou responsável e as necessidades percebidas pelos profissionais de saúde, estimulando a pessoa sob seus cuidados a refletir sobre seus problemas e a promover o autocuidado;
- Promoção do pensamento científico e crítico e apoio à produção de novos conhecimentos;
- Realização de trabalho colaborativo em equipes de saúde, respeitando normas institucionais dos ambientes de trabalho e agindo com compromisso ético-profissional, superando a fragmentação do processo de trabalho em saúde;
- Utilização de evidências e dos protocolos e diretrizes cientificamente reconhecidos para promover o máximo benefício à saúde das pessoas e coletivos, segundo padrões de qualidade e de segurança;
- Utilização de oportunidades na comunicação para mediar conflito e conciliar possíveis visões divergentes entre profissionais de saúde, pessoa sob seus cuidados, familiares e responsáveis;
- Utilização do cuidado máximo com a segurança, privacidade e conforto da pessoa sob seus cuidados;
- Utilização dos resultados da avaliação para promover ajustes e novas ações, mantendo os planos permanentemente atualizados e o trabalho em saúde em constante aprimoramento.

 
III - Educação em saúde: corresponsabilização pela própria formação inicial, continuada e em serviço, autonomia intelectual, responsabilidade social, ao mesmo tempo em que se compromete com a formação das futuras gerações de profissionais de saúde, e estímulo à mobilidade acadêmica e profissional;
- utilização do aprender a aprender como parte dos processos de ensino e de aprendizagem, identificando conhecimentos prévios, desenvolvendo a curiosidade e formulando questões para a busca de respostas cientificamente consolidadas, construindo sentidos para a identidade profissional e avaliando, criticamente, as informações obtidas, preservando a privacidade das fontes;
- aprendizagem com autonomia e com a percepção da necessidade da educação continuada, a partir da mediação dos professores e profissionais do Sistema Único de Saúde;
- reconhecimento da importância do aprender interprofissionalmente, com base na reflexão sobre a própria prática e pela troca de saberes com profissionais da área da saúde e outras áreas do conhecimento, para orientação da identificação e discussão dos problemas, estimulando o aprimoramento da colaboração e da qualidade da atenção à saúde;
- interferência em situações e ambientes protegidos e controlados, ou em simulações da realidade, identificando e avaliando o erro como insumo da aprendizagem profissional e organizacional e como suporte pedagógico;
- composição de seu processo de formação, envolvendo-se em ensino, pesquisa e extensão;
- observação do dinamismo das mudanças sociais e científicas que afetam o cuidado e a formação dos profissionais de saúde, a partir dos processos de autoavaliação e de avaliação externa dos agentes e da instituição, promovendo o conhecimento sobre as escolas médicas e sobre seus diplomados;
- identificação das oportunidades de aprendizagem, pesquisa e trabalho, por meio da participação em programas de mobilidade acadêmica e formação de redes estudantis;
- identificação dos novos desafios da área médica;
- compromissos de corresponsabilidade com o cuidado com a vida das pessoas, famílias, grupos e comunidades, especialmente nas situações de emergência em saúde pública, nos âmbitos nacional e internacional;
- domínio de língua estrangeira, de preferência língua franca, para manter-se atualizado com os avanços da medicina conquistados no país e fora dele;
- interação com outras equipes de profissionais da saúde em outras partes do mundo e divulgação das conquistas científicas alcançadas no Brasil.
 
Habilidades
- Estabelecimento de pacto sobre as ações de cuidado, promovendo a participação de outros profissionais, sempre que necessário;
- Exercício competente em defesa da vida e dos direitos das pessoas;
- Identificação das necessidades de aprendizagem próprias, das pessoas sob seus cuidados e responsáveis, dos cuidadores, dos familiares, da equipe multiprofissional de trabalho, de grupos sociais ou da comunidade, a partir de uma situação significativa e respeitando o conhecimento prévio e o contexto sociocultural de cada um;
- Identificação do problema de pesquisa e formulação de hipóteses;
- Identificação dos motivos ou queixas, evitando julgamentos, considerando o contexto de vida e os elementos biológicos, psicológicos, socioeconômicos e a investigação de práticas culturais de cura em saúde, de matriz afro-indígena-brasileira e de outras relacionadas ao processo saúde-doença;
- Informação e esclarecimento das hipóteses estabelecidas, de forma ética e humanizada, considerando dúvidas e questionamentos da pessoa sob seus cuidados, familiares e responsáveis;
- Informação sobre situações de notificação compulsória aos setores responsáveis;
- Inovação na utilização do aparato fotográfico;
- Integração do contexto acadêmico com a realidade social e específica das áreas de graduação;
- Interpretação dos resultados dos exames realizados, considerando as hipóteses diagnósticas, a condição clínica e o contexto da pessoa sob seus cuidados;
- Investigação de problemas de saúde de grupos de pessoas e as condições de vida e de saúde de comunidades, a partir de dados demográficos, epidemiológicos, sanitários e ambientais, considerando dimensões de risco, vulnerabilidade, incidência e prevalência das condições de saúde;
- Orientação e organização da anamnese utilizando o raciocínio clínico-epidemiológico, a técnica semiológica e o conhecimento das evidências científicas;
- Participação em espaços formais de reflexão coletiva sobre o processo de trabalho em saúde e sobre os planos de intervenção;
- Participação na discussão e construção de projetos de intervenção em grupos sociais, orientando-se para melhoria dos indicadores de saúde, considerando sempre sua autonomia e aspectos culturais;
- Participação na priorização de problemas, identificando a relevância, magnitude e urgência, as implicações imediatas e potenciais, a estrutura e os recursos disponíveis;
- Produção de novos conhecimentos em saúde, a partir do diálogo entre a própria prática, a produção científica e o desenvolvimento tecnológico disponíveis;
- Promoção da construção e socialização do conhecimento;
- Utilização dos desafios do trabalho para estimular e aplicar o raciocínio científico, formulando perguntas e hipóteses e buscando dados e informações.

 
IV - Desenvolver o raciocínio clínico: conhecimento de todo o processo saúde-doença do cidadão, da família e da comunidade, referenciado na realidade epidemiológica e profissional, proporcionando a integralidade das ações do cuidar em saúde;
- reconhecimento das bases moleculares e celulares dos processos normais e alterados, da estrutura e função dos tecidos, órgãos, sistemas e aparelhos, aplicados aos problemas de sua prática e na forma como o médico o utiliza;
- identificação dos determinantes sociais, culturais, comportamentais, psicológicos, ecológicos, éticos e legais, nos níveis individual e coletivo, do processo saúde-doença;
- consideração da abordagem do processo saúde-doença do indivíduo e da população, em seus múltiplos aspectos de determinação, ocorrência e intervenção;
- domínio da propedêutica médica: realizar história clínica, exame físico, conhecimento fisiopatológico dos sinais e sintomas, de forma reflexiva e ética, psicológica e humanística na relação médico-pessoa sob cuidado;
- diagnóstico, prognóstico e conduta terapêutica nas doenças que acometem o ser humano em todas as fases do ciclo biológico, considerando-se os critérios da prevalência, letalidade, potencial de prevenção e importância pedagógica;
- diferenciação dos processos fisiológicos dos seres humanos (gestação, nascimento, crescimento e desenvolvimento, envelhecimento e morte), assim como das atividades físicas, desportivas e das relacionadas aos meios social e ambiental;
- escolha das novas tecnologias da comunicação para acesso à base remota de dados e domínio de, pelo menos, uma língua estrangeira, que seja, preferencialmente, uma língua franca.
 
Habilidades
- Análise da abordagem do processo saúde-doença do indivíduo e da população, em seus múltiplos aspectos de determinação, ocorrência e intervenção;
- Avaliação singularizada das condições de segurança da pessoa sob seus cuidados, considerando eficiência, eficácia e efetividade dos exames;
- Diferenciação dos processos fisiológicos dos seres humanos (gestação, nascimento, crescimento e desenvolvimento, envelhecimento e morte), bem como das atividades físicas, desportivas e das relacionadas aos meios social e ambiental;
- Elaboração de diagnóstico, prognóstico e conduta terapêutica nas doenças que acometem o ser humano em todas as fases do ciclo biológico, considerando os critérios da prevalência, letalidade, potencial de prevenção e importância pedagógica;
- Identificação da propedêutica médica: realizar história clínica, exame físico, conhecimento fisiopatológico dos sinais e sintomas, de forma reflexiva e ética, psicológica e humanística na relação médico-pessoa sob cuidado;
- Realização do exame físico: esclarecimento sobre os procedimentos, manobras ou técnicas do exame físico ou exames diagnósticos, obtendo consentimento da pessoa sob seus cuidados ou do responsável;
- Reconhecimento das bases moleculares e celulares dos processos normais e alterados, da estrutura e função dos tecidos, órgãos, sistemas e aparelhos, aplicados aos problemas de sua prática e na forma como o médico o utiliza;
- Registro do acompanhamento e da avaliação do plano no prontuário, buscando torná-lo um instrumento orientador do cuidado integral da pessoa sob seus cuidados;
- Registro e atualização, no prontuário, da investigação diagnóstica, de forma clara e objetiva;
- Relacionamento dos dados e das informações obtidos, articulando os aspectos biológicos, psicológicos, socioeconômicos e culturais relativos ao adoecimento e à vulnerabilidade de grupos;
- Revisão do diagnóstico e do plano terapêutico, sempre que necessário;
- Solicitação de exames complementares, com base nas melhores evidências científicas, conforme as necessidades da pessoa sob seus cuidados, avaliando sua possibilidade de acesso aos testes necessários;
- Utilização do conhecimento clínico e das evidências científicas, com o entendimento sobre a doença na perspectiva da singularidade de cada pessoa.
 
 
V - Internacionalização: contextualização e qualificação das estratégias educacionais e inovadoras que desafiam o sistema educativo, como processo de valorização da dimensão intercultural.
 
Habilidades
- Escolha das novas tecnologias da comunicação para acesso à base remota de dados e domínio de, pelo menos, uma língua estrangeira, que seja, preferencialmente, uma língua franca;
- Domínio da língua estrangeira, para compreender os avanços da medicina conquistados no país e fora dele;
- Desenvolvimento da pesquisa na área médica, a fim de produção e divulgação do conhecimento científico;
- Interpretação e análise crítica de artigos científicos na área médica em língua estrangeira,  fomentando a argumentação baseada em evidências científicas;
- Estabelecimento, a partir das discussões propostas no Clinical Case Discussion Seminar, de raciocínio crítico, científico e inovador.
 
VI - Inovação Tecnológica: desenvolvimento e participação em pesquisas de inovação tecnológica no Parque Científico e Tecnológico do Vale do Taquari - Tecnovates, visando à aproximação da Universidade com a comunidade da região do Vale do Taquari - RS, com vistas à pesquisa e  à inovação.
 
Habilidades
- Reconhecimento da necessidade de desenvolvimento da tecnologia e da inovação no curso de Medicina;
- Inserção e participação nas pesquisas tecnológicas da Universidade e da Tecnovates visando à construção e divulgação da ciência;
- Valorização da pesquisa, bem como da educação permanente, da gestão, ensino, serviço e usuários, nos diversos cenários;
- Conhecimento da metodologia científica para a formulação de hipóteses e consequente desenvolvimento de pesquisas e ideias inovadoras tecnológicas;
- Associação das diferentes perspectivas, questões e problemas regionais, com foco na criação de soluções tecnológicas, objetivando o desenvolvimento regional.

Matriz Curricular

O aluno pode verificar a matriz curricular do curso para conhecer as disciplinas, ter acesso ao código, às horas-aula e aos créditos de cada uma.

Proficiências

Não se aplica ao curso.

Estágio Curricular Supervisionado

Do 9º ao 12º semestres letivo, ou seja, nos dois últimos anos do curso, o estudante cumpre o Estágio Curricular Supervisionado Obrigatório (Ecso) em serviços hospitalares conveniados e ambulatoriais e nas unidades de Estratégia de Saúde da Família, sempre sob a supervisão direta dos docentes e/ou dos preceptores médicos. A carga horária total do Ecso é de 3.840 horas, distribuídas ao longo dos semestres letivos, compostos por 24 semanas e com 960 horas de atividades cada um.
O Ecso configura-se como uma oferta de treinamento supervisionado e contínuo em serviços de atenção à saúde, cuja finalidade se encontra inteiramente voltada para o alcance e a consolidação dos conhecimentos, competências e habilidades necessárias à formação de profissionais médicos com as características previstas no Perfil do Diplomado adotado pelo Projeto Pedagógico do Curso de Medicina da Univates.
Durante o Ecso, os estudantes realizam atividades obrigatórias de treinamento em serviço nas áreas de clínica médica, clínica cirúrgica, saúde da mulher, saúde da criança, saúde e sociedade, urgência e emergência, saúde mental e saúde coletiva e têm a possibilidade de realizar estágio eletivo de 240 horas-aula, podendo ser refetuado dentro de qualquer área do conhecimento de abrangência do currículo do curso de Medicina da Univates, possibilitando ao estudante flexibilidade, interdisciplinaridade, acessibilidade plena, compatibilidade da carga horária total (em horas) e articulação da teoria com a prática. 
No Ecso, o estudante recebe treinamento contínuo e intensivo, não sendo permitido, nos horários definidos pelo planejamento curricular, o desenvolvimento de quaisquer outras atividades além daquelas definidas no programa. Para evitar descontinuidades nas dinâmicas de trabalho, as escalas de frequência e permanência dos estudantes nos serviços, - obedecidas as cargas horárias previstas no PPC -, são definidas de forma conjunta pela Univates e pela coordenação do serviço de atenção à saúde em que o estagiário está desenvolvendo atividades.
No desempenho de suas atividades, o estagiário (interno) sempre será supervisionado/orientado por preceptores (profissional de saúde vinculado à rede de serviços de saúde) devidamente qualificados, indicados pelos hospitais conveniados, ambulatórios, unidades de Estratégia de Saúde da Família, ou pelo serviço público de saúde, e supervisionados por docentes do curso de Medicina da Univates. 
Os professores coordenadores do Ecso devem apresentar semestralmente à Univates a relação nominal de todos os preceptores envolvidos nas atividades e ações de fomento à integração e qualificação entre os docentes e preceptores na rede SUS.
No início de cada semestre letivo, os estudantes devem receber uma relação contendo o nome e as atribuições dos docentes e preceptores médicos que supervisionarão suas atividades. A matrícula, em cada semestre letivo do Ecso, dependerá dos pré-requisitos alcançados pelo estudante. Dessa forma, a progressão do estudante depende do alcance dos pré-requisitos, sendo a aprovação no último semestre do Ecso uma das condições indispensáveis para a colação de grau.
As atividades desenvolvidas no decorrer do Ecso seguem a proposta pedagógica do curso, que situa o estudante como sujeito do seu aprendizado e o professor, ou o preceptor médico, como facilitador do aprendizado. É importante esclarecer que, durante o desenvolvimento das atividades previstas nos módulos interdisciplinares, excetuando os módulos Saúde e Sociedade e Saúde Coletiva, o estudante pode ser escalado para o cumprimento de plantões diurnos e/ou noturnos de 12 horas de duração, inclusive aos sábados, domingos e feriados. Nesses plantões, os estudantes são obrigatoriamente supervisionados por um docente ou por um preceptor médico.
Reconhecendo as peculiaridades do treinamento em serviço, dentro das características de internato, uma normatização específica para o Ecso está contida no Regulamento do Estágio Curricular Supervisionado Obrigatório, anexo a este Projeto. 
A atualização das práticas e cenários de estágio são realizadas a partir das reuniões com os professores e estudantes e do relatório de avaliação docente e discente realizados em cada semestre.
 

Estágio Não Obrigatório

O estágio não obrigatório, assim como o estágio obrigatório, fundamenta-se na Lei nº 11.788, de 25 de setembro de 2008, que dispõe sobre o estágio dos estudantes; na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, Lei Federal nº 9.394/96, e nas Diretrizes Curriculares dos Cursos de Ensino Superior.
 
Da caracterização do Estágio
O estágio, segundo o art. 1º da Lei 11.788/2008, caracteriza-se como "um ato educativo escolar supervisionado", que tem como finalidade a preparação para o trabalho e para a vida cidadã dos estudantes que estão regularmente matriculados e frequentando curso em instituição superior. O estágio não obrigatório é uma atividade opcional acrescida à carga horária regular e obrigatória do curso, não se constituindo, porém, um componente indispensável à integralização curricular.
No curso de Medicina, bacharelado, o estágio não obrigatório pode ser aproveitado como uma atividade complementar, conforme previsto no regulamento das Atividades Complementares do Projeto Pedagógico do Curso, na categoria Extensão, no item Observação de atividades profissionais em UBSs, UPAs ou hospitais.
 
Dos objetivos
Geral
Oportunizar ao estudante estagiário ampliar conhecimentos, aperfeiçoar e/ou desenvolver habilidades e atitudes necessárias para o bom desempenho profissional, vivências que contribuam para um adequado relacionamento interpessoal e participação ativa na sociedade.
Específicos
Possibilitar ao estudante matriculado e que frequenta o curso de Medicina, bacharelado, da Universidade do Vale do Taquari - Univates:
 - vivenciar situações que ampliem o conhecimento da realidade na área de formação do estudante;
- ampliar o conhecimento sobre a organização profissional e o desempenho profissional;
- interagir com profissionais da área em que atuar, com pessoas que direta ou indiretamente se relacionam com as atividades profissionais, com vistas a desenvolver e/ou aperfeiçoar habilidades e atitudes básicas e específicas necessárias para a atuação profissional.
 
Das exigências e critérios de execução
Das determinações gerais
A realização do estágio não obrigatório deve obedecer às seguintes determinações:
I) o estudante deve estar matriculado e frequentando regularmente o curso de Medicina da Universidade do Vale do Taquari - Univates;
II) é obrigatório concretizar a celebração de termo de compromisso entre o estagiário, a parte concedente do estágio e a Univates;
III) as atividades cumpridas pelo estudante em estágio devem compatibilizar-se com o horário de aulas e aquelas previstas no termo de compromisso;
IV) a carga horária da jornada de atividades do estudante estagiário será de até 6 (seis) horas diárias e de até 30 (trinta) horas semanais;
V) o período de duração do estágio não obrigatório não pode exceder 2 (dois) anos, exceto quando se tratar de estudante com deficiência;
VI) o estágio não obrigatório não cria vínculo empregatício de qualquer natureza, devendo o estudante receber bolsa ou outra forma de contraprestação das atividades que desenvolver. A eventual concessão de benefícios relacionados a transporte, alimentação e saúde, entre outros, também não caracteriza vínculo empregatício;
VII - se houver alguma forma de contraprestação ou bolsa de estágio não obrigatório, o pagamento do período de recesso será equivalente a 30 (trinta) dias sempre que o estágio tiver duração igual ou superior a um ano, a ser gozado preferencialmente durante as férias escolares. No caso de o estágio ter duração inferior a um ano, os dias de recesso serão concedidos de maneira proporcional;
VIII - a unidade concedente deve contratar em favor do estagiário seguro de acidentes pessoais, cuja apólice seja compatível com valores de mercado, conforme consta no documento Termo de Compromisso firmado com a IES;
IX - as atividades de estágio não obrigatório devem ser desenvolvidas em ambiente com condições adequadas e que possam contribuir para aprendizagens do estudante estagiário nas áreas social, profissional e cultural;
X - cabe à Univates comunicar, quando solicitada, à unidade concedente ou ao agente de integração (se houver) as datas de realização de avaliações escolares acadêmicas;
XI - segundo o art. 14 da Lei 11.788/2008, "aplica-se ao estagiário a legislação relacionada à saúde e segurança no trabalho, sendo sua implementação de responsabilidade da parte concedente do estágio".
 
Das exigências e critérios específicos
O estágio não obrigatório do Curso de Medicina, bacharelado envolve atividades relacionadas às áreas da saúde, a serem desenvolvidas em instituições públicas ou privadas e outras organizações formais e não formais (ONGs) que se dedicam a atividades relacionadas à área do curso.
O estágio não obrigatório deve constituir-se numa oportunidade para os estudantes do Curso de Medicina, bacharelado, atuarem em área da saúde como colaboradores no desenvolvimento de atividades, envolvendo ações relacionadas com aspectos institucionais mais amplos e que permitam o conhecimento da realidade local, aplicação de conhecimentos e o desenvolvimento de competências e habilidades profissionais, sociais e culturais.
O estudante estagiário somente pode assumir atividades se houver um professor ou profissional habilitado, indicado pela unidade contratante, para acompanhamento do seu estágio.
 
Das áreas/atividades de atuação
Pré-requisitos
Ter cursado com aprovação ou estar cursando  180 (cento e oitenta) horas.
 
Locais de atuação:
- Unidade Básica de Saúde (UBS);
- Estratégia Saúde da Família (ESF);
- Unidade de Pronto Atendimento (UPA);
- Hospitais conveniados.
 
Ações/atividades
Auxiliar, colaborar, sob supervisão, em atividades que envolvam:        
I - a observação dos pacientes de comum acordo com os médicos do serviço e seguindo as normas adotadas pelo serviço;
II - discutir com o médico responsável os tópicos da observação clínica, as hipóteses de diagnósticos formuladas e as orientações terapêuticas propostas;
III - estar presente, na clínica ou serviço, nos horários determinados, registrando diariamente as ocorrências, apresentando em ordem o prontuário dos doentes internados e anotando a orientação estabelecida para cada caso;
IV - atender aos serviços ambulatoriais para os quais foi destinado;
V - prestar serviços ambulatoriais para os quais foi destinado;
VI - participar da rotina médica e/ou coleta de material para exames de laboratório, transfusões, venóclises, curativos etc.;
VII - cooperar e participar no planejamento e execução de reuniões clínicas patológicas, visitas domiciliares, notificações - vigilância epidemiológica -, ações educativas, administrativas, interdisciplinares e de educação continuada e permanente e outras pertinentes ao módulo;
VIII - zelar pelo material permanente, de consumo e equipamento que lhe foram confiados, devolvendo-os, quando for o caso, em idênticas condições;
IX- usar uniforme exigido;
X- tratar com educação todas as pessoas relacionadas, direta e indiretamente, com o hospital ou serviço em que atuar.
    
Das atribuições
Do professor supervisor de estágio
O professor supervisor do estágio não obrigatório é o coordenador de Curso ou um professor indicado por ele, ao qual cabe acompanhar e avaliar as atividades realizadas pelo estagiário tendo como base o plano e o(s) relatório(s) do estagiário, bem como as informações do profissional responsável na parte concedente.
    
Do supervisor da unidade concedente
O supervisor da parte concedente é um profissional do quadro de funcionários, indicado pela empresa contratante, responsável pelo acompanhamento do estudante estagiário durante o desenvolvimento das atividades, devendo possuir formação superior em curso com atividades 
profissionais compatíveis com a Medicina e registro no respectivo conselho profissional.
Cabe também ao supervisor indicado pela empresa concedente comunicar à Central de Carreiras da Univates qualquer irregularidade ou, se for o caso, a desistência do estudante estagiário, assim como efetuar os registros relacionados ao desempenho do estudante.
 
Do estudante estagiário
Cabe ao estudante estagiário contratado para desenvolver estágio não obrigatório:
- indicar a organização em que realizará o estágio não obrigatório à Central de Carreiras da Univates ou ao responsável administrativo do agente de integração;
- elaborar o plano de atividades e desenvolver as atividades acordadas;
- responsabilizar-se pelo trâmite do Termo de Compromisso, devolvendo-o à Central de Carreiras da Univates e ao responsável administrativo do agente de integração, se houver, convenientemente assinado e dentro do prazo previsto;
- ser assíduo e pontual tanto no desenvolvimento das atividades quanto na entrega dos documentos exigidos;
- portar-se de forma ética e responsável.
 
Das disposições finais
A Central de Carreiras, o Núcleo de Apoio Pedagógico e o coordenador de Curso devem trabalhar de forma integrada no que se refere ao estágio não obrigatório dos estudantes matriculados nos cursos de ensino superior da Universidade do Vale do Taquari - Univates, seguindo as disposições contidas na legislação em vigor, bem como as normas internas contidas no regulamento de estágio não obrigatório do curso de Medicina e na Resolução 042/Consun/Univates, de 02 de julho de 2018.
As unidades concedentes, assim como a Central de Carreiras e o coordenador de Curso, devem seguir o estabelecido na legislação em vigor, as disposições do presente regulamento e as normas e orientações da Universidade do Vale do Taquari - Univates que tratam do assunto.

Atividades Complementares

Atividades Exigências
Pesquisa(120 horas)
Estágio de pesquisa em outras instituições

a) apresentar comprovação e descrição do estágio; b) atender às normas vigentes na Univates; c) pontuação máxima de 30 horas.

Premiação em trabalho acadêmico

a) apresentar comprovação da premiação; b) pontuação de 10 horas por prêmio; c) pontuação máxima de 30 horas.

Coautor de capítulo de livro

a) apresentar comprovação da publicação; b) pontuação de 15 horas por capítulo; c) pontuação máxima de 30 horas.

Apresentação de trabalhos em eventos com publicação em anais

a) apresentar atestado com identificação do apresentador; b) apresentar comprovação da publicação; c) pontuação de 10 horas em evento regional, 20 horas em evento nacional e 30 horas em evento internacional; d) pontuação máxima de 60 horas.

Publicação de artigos em periódicos

a) apresentar comprovação da publicação; b) pontuação de 15 horas por artigo em periódico regional; 30 horas por artigo em periódico nacional e 60 horas por artigo em periódico internacional; c) pontuação máxima de 120 horas.

Participação em pesquisas como voluntário

a) apresentar atestado de efetiva participação, emitido pela Central de Carreiras; b) comprovar que a atividade tem duração mínima de um semestre; c) pontuação de até 120 horas por semestre.

Participação em pesquisas como bolsista de iniciação científica

a) apresentar atestado de participação como bolsista, cumprindo 20 horas semanais no projeto de pesquisa; b) comprovar que a atividade tem duração mínima de um semestre; c) pontuação de até 80 horas por semestre.

Extensão(120 horas)
Observação de atividades profissionais em UBSs, UPAs ou hospitais

a) apresentar atestado de participação; b) pontuação de até 30 horas por mês de observação com duração mínima de quatro horas semanais.

Intercâmbio interinstitucional de estudos

Conforme Resolução Institucional 013/Reitoria/Univates, de 25 de fevereiro de 2016.

Atuação em trabalhos sociais, trabalhos voluntários e projetos de extensão

a) apresentar atestado de participação; b) pontuação de até 30 horas por semestre.

Representação estudantil em cargos eletivos do Diretório Acadêmico do curso

a) apresentar atestado com período da ocupação do cargo não inferior a um ano; b) pontuação de até 30 horas por semestre.

Viagem de estudo não curricular ou curricular não obrigatória

a) ser organizada pela Univates ou pelo Diretório Acadêmico do curso; b) pontuação de até 30 horas.

Apresentação de trabalhos em eventos

a) apresentar atestado de apresentação; b) pontuação de até 10 horas por apresentação em evento local, 20 horas por apresentação em evento regional, 30 horas por apresentação em evento nacional e 40 horas por apresentação em evento internacional; c) pontuação máxima de 120 horas.

Atuação como instrutor em cursos de extensão

a) apresentar atestado de participação; b) pontuação de até 40 horas por participação.

Participação em cursos de extensão

a) apresentar certificado de participação com, no mínimo, 75% de frequência; b) pontuação de até 120 horas.

Participação em eventos: seminários, congressos, simpósios, palestras, semanas acadêmicas, conferências, encontros etc.

a) apresentar atestado ou certificado de participação; b) pontuação de até 120 horas.

Ensino(120 horas)
Componente curricular oferecido por outros cursos da Univates, preferencialmente Libras

a) apresentar atestado de conclusão com aprovação; b) pontuação de até 120 horas.

Componente curricular oferecido em cursos de outra IES

a) apresentar atestado de conclusão com aprovação; b) pontuação de até 120 horas.

Monitoria voluntária do estudo colaborativo

a) ter sido realizada na Univates; b) apresentar atestado com período de realização e carga horária semanal; c) ter sido realizada por, pelo menos, um semestre letivo com carga horária semanal mínima de quatro horas; d) pontuação de até 120 horas.

Monitoria em laboratório de ensino

a) ter sido realizada na Univates; b) apresentar atestado com período de realização e carga horária semanal; c) ter sido realizada por, pelo menos, um semestre letivo com carga horária semanal mínima de quatro horas; d) pontuação de até 120 horas por monitoria por semestre.

Trabalho de Conclusão de Curso

Introdução
Considerando as exigências de desempenho próprias do curso, que nos seus dois últimos anos faz com que muitos estudantes comecem a se envolver em preocupações ligadas ao ingresso em programas de residência médica, o Projeto Pedagógico, mesmo respeitando sua proposta de formar médicos generalistas aptos ao exercício profissional nas instâncias primária e secundária de atenção à saúde em seis anos, propõe como atividades de iniciação à pesquisa no curso a elaboração e a apresentação de relatórios sistematicamente estruturados sobre pesquisas epidemiológicas, a elaboração de monografia ou de artigos para publicação.
Com essa atividade paralela, desencadeada e incentivada ao longo do curso, pretende-se consolidar um processo que, além das vivências de ensino e aprendizagem, favoreça a formação de profissionais médicos familiarizados com a pesquisa e a produção científica.
Nesse contexto, a proposta inovadora do curso de Medicina em realizar o Trabalho de Iniciação Científica permite diversas formas de formatação e relatos de atividades e ações desenvolvidas pelos estudantes, a serem apresentadas nas bancas públicas avaliadoras constituídas pelo Conselho do Curso e em eventos institucionais e nacionais/internacionais. 
Essas atividades estão incluídas na carga horária das atividades obrigatórias do curso e descritas em regulamentação própria. 

Mais informações
O Trabalho de Iniciação Científica (TIC) é uma prática inovadora do curso de Medicina que visa ao desenvolvimento de um trabalho científico que demonstre a compreensão e a integração dos conhecimentos teóricos e práticos obtidos pelo estudante, excluindo-se terminantemente a transcrição de trabalhos alheios. O trabalho de curso é avaliado por uma banca avaliadora. Entende-se por Trabalho de Iniciação Científica o desempenho de atividades relacionadas com pesquisa, execução de trabalho prático e outros, em que serão aplicados conhecimentos ministrados nos módulos que compõem o currículo do curso de Medicina, assim como as habilidades adquiridas no decorrer do curso.
A realização do Trabalho de Iniciação Científica visa a contribuir para melhor formação profissional, propiciando contato do estudante com o mercado de trabalho e com a pesquisa, estimulando a criatividade, desenvolvendo o senso crítico e proporcionando situações que favoreçam o desenvolvimento da autonomia do estudante.
O projeto do trabalho de curso é elaborado no módulo Saúde e Sociedade V - Trabalho de Iniciação Científica I, em que um professor do curso (coordenador do TIC) faz a orientação e supervisão de todos os trabalhos, tendo para isso a carga horária de 20 (vinte) horas das 120 (cento e vinte) horas do módulo. No trabalho de curso, a ser desenvolvido e apresentado em 10 (dez) horas do módulo Saúde e Sociedade VI - Trabalho de Iniciação Científica II, no 6º semestre, o estudante desenvolve o proposto no projeto elaborado a partir das vivências nos módulos do curso, principalmente no módulo Saúde e Sociedade, envolvendo-se com atividades teórico-práticas como revisão bibliográfica, atividades práticas, análise estatística, organização e elaboração de monografia, de relatório ou artigo científico.
 
São considerados pré-requisitos para o ingresso no Trabalho de Iniciação Científica:
- a conclusão, com aprovação, dos módulos até o 4º semestre do curso;
- a apresentação do Aceite do Coorientador à coordenação do curso;
- a apresentação do Aceite do Coordenador do TIC à coordenação do curso.

Dos objetivos
Propõe-se como objetivos do Trabalho de Iniciação Científica:
- oportunizar o desenvolvimento de atividades de pesquisa aos estudantes;
- possibilitar aos estudantes a ampliação de conhecimentos, a difusão e a socialização dos resultados obtidos na pesquisa por meio da elaboração de uma monografia, de um artigo científico ou de um relatório.
 
Da coordenação
Compete ao coordenador do TIC:
- organizar e coordenar a distribuição dos formulários para os estudantes;
- encaminhar ao Centro de Ciências Médicas (CCM) a lista dos estudantes e seus orientadores;
- encaminhar as atas de aprovação do TIC ao CCM para o registro da nota;
- deliberar sobre os assuntos relacionados ao trabalho do estudante.
 
Do professor orientador
A orientação do TIC é exercida por um professor orientador e pode ser coorientada por professores do curso, de acordo com a temática do TIC. Quando o professor coorientador não for do curso, a designação deve ser homologada em reunião do NDE. O nome do orientador e coorientador podem ser sugeridos pelo estudante, por meio de ofício encaminhado à coordenação do curso, com anuência do professor indicado, respeitada sua área e disponibilidade, devendo ser do conhecimento do Conselho de Curso.
 
Compete ao orientador do TIC, com apoio do coorientador:
- orientar e assessorar os estudantes para a efetivação de suas práticas;
- analisar, aprovando ou rejeitando, o projeto de pesquisa (TIC) apresentado pelo estudante;
- realizar os registros pertinentes ao desenvolvimento das atividades planejadas pelo estudante;
- integrar a comissão para a avaliação do trabalho final do estudante;
- encaminhar ao conhecimento do coordenador do Trabalho de Iniciação Científica qualquer ação não prevista constatada durante o desenvolvimento da atividade.
 
Da avaliação do Trabalho de Iniciação Científica
O trabalho de Iniciação Científica é apresentado no módulo Saúde e Sociedade VI (10 horas das 60 horas do módulo) e pode ser redigido na forma de um relatório, artigo ou monografia, sendo avaliado por, no mínimo, dois professores, além do orientador e do coorientador. Será considerado aprovado o relatório, monografia ou artigo que obtiver média aritmética simples das duas notas concedidas pelos professores avaliadores superior a 6,0 (seis). 

Serviço de Apoio à Aprendizagem

O atendimento psicopedagógico é um serviço de apoio aos estudantes com necessidades especiais e/ou dificuldades de aprendizagem, realizado por um profissional vinculado ao Núcleo de Apoio Pedagógico. O atendimento pode ser solicitado pelo professor, pelo coordenador de curso ou pelo próprio estudante, tendo como objetivo auxiliar o aluno no seu processo de aprendizagem.

Coordenação do curso

Contato

Angela Paveglio Teixeira Farias
medicina@univates.br
(51) 3714-7000 - Ramal 5790 e 5007

Agende seu horário previamente. Caso você não consiga contato com a coordenação de curso, contate o seu centro.