Univates participa de programa de incentivo ao biogás

Postado em 16/05/2018 10h15min e atualizado em 17/05/2018 09h47min

Por Redação Univates / Bethânia Haas Loblein

Na tarde da última terça-feira, dia 15, foi entregue ao governador do Rio Grande do Sul, José Ivo Sartori, no Palácio Piratini, o Pró-Biodigestores, uma sugestão de programa de incentivo ao desenvolvimento da cadeia de biogás no Estado. O programa foi desenvolvido pelo Grupo de Trabalho (GT) da Matriz Produtiva dos Biodigestores, no qual participa a Univates, por meio do Laboratório de Biorreatores do Tecnovates, coordenado pelo professor Odorico Konrad.

Bethânia Haas Loblein

“O Laboratório de Biorreatores tem um trabalho consolidado na área de biogás por meio das pesquisas que desenvolvemos, e foi isso que nos motivou a fazer parte do GT desde 2017, que se afirma com o ato de entrega da proposta elaborada”, explicou Konrad. Em razão do envolvimento da Univates com esse trabalho, em março deste ano a Instituição sediou uma das audiências públicas, realizadas em diferentes regiões do Estado, com a intenção de debater o tema e levantar possíveis demandas regionais. 

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Bethânia Haas Loblein

O Grupo de Trabalho é organizado pela deputada Zilá Breitenbach e foi formado por entidades governamentais, associações, cooperativas e sindicatos, além de outras instituições de ensino superior. O GT realizou encontros mensais em que cada entidade pôde contribuir com sugestões para a elaboração de uma proposta que embase o desenvolvimento efetivo da cadeia de biogás no Estado, com foco na digestão anaeróbia como alternativa para o tratamento de resíduos dos setores agro e industrial e no biogás como fonte renovável de energia.

Luiz Chaves/Palácio Piratini

O material possui um diagnóstico sobre a biomassa gerada no estado, sua potencialidade e os desafios hoje enfrentados por vários municípios, que estão inviabilizados para aumentar a criação animal até achar uma resolução viável e sustentável para a destinação dos dejetos. Além disso, sugere medidas imediatas e a longo prazo para tornar a tecnologia uma realidade no campo, e, futuramente também nos centros urbanos. “Concluímos, após esta etapa dos trabalhos, que para os biodigestores se tornem acessíveis aos produtores rurais, é preciso a instituição de uma política de incentivo à geração de energia a partir de resíduos orgânicos da cadeia produtiva e a adequação das linhas de crédito existentes nas instituições de fomento às necessidades e peculiaridades dos criadores de animais e suas redes de integração e cooperação”, explica a deputada Zilá.