Projeto proporciona vivência jurídica empresarial aos alunos de Direito

Postado as 2018-09-03 13:33:43

Por Natália Bottoni

Tuane Eggers

A terceira edição do projeto Clínica de Atendimento Jurídico-Empresarial, elaborado pelo curso de Direito e pela  Inovates - Incubadora Tecnológica da Univates, teve início na última quinta-feira, dia 23. O programa busca promover e divulgar a prática jurídica empresarial no âmbito acadêmico.

 

O projeto é uma experiência inovadora de ensino e aprendizagem, e é destinado aos estudantes do curso de Direito para que se sintam incentivados a desenvolver competências necessárias para posterior atuação profissional. Dessa forma, a clínica objetiva uma vivência real de atividade jurídica por meio de atendimentos às empresas incubadas e instaladas no Tecnovates.

Ambientes acadêmico e profissional em um só espaço

Capacitar os discentes da graduação em relação a temas vinculados à área empresarial, auxiliar os estudos no encaminhamento das demandas jurídicas das empresas incubadas e possibilitar a interação dos alunos da disciplina de Direito Empresarial I e das empresas do Tecnovates são alguns dos objetivos propostos  pelo programa. O prazo para a execução do projeto neste segundo semestre é de quatro meses - de agosto a novembro.

Os estudantes selecionados como estagiários são supervisionados por um docente de Direito, e atendem demandas selecionadas pela gerência do Tecnovates e da Inovates ou pelas empresas. “A apresentação dos discentes a uma realidade profissional empresarial é fundamental para a futura carreira dos estudantes de Direito. Sem dúvidas, será um diferencial para eles quando ingressarem no mercado de trabalho ”, afirma o coordenador adjunto do curso, Júnior R. Willig. O professor conta que a clínica proporciona uma vivência jurídica diferente das experiências oportunizadas na sala de aula ou nos estágios curriculares desenvolvidos ao longo da graduação.

Oportunidade de experiência

Nicole Morás

Alguns estagiários estão quase finalizando a graduação de Direito, outros estão na metade, como João Paulo Hartmann Faleiro, que tem 34 anos e é contador. Segundo ele, não há requisito mínimo ou pré-requisito de disciplinas concluídas no curso para trabalhar na clínica. “O que precisa ter é determinação e vontade de desenvolver um ótimo serviço que atenda a demanda proposta pelos empresários”.

De acordo com João, essa é a primeira vez que tem experiência no mercado de trabalho nessa área. A sua função é auxiliar a empresa em questões legais e na prevenção de futuras demandas judiciais. 

Com esse estágio, tenho a oportunidade de praticar o que aprendo na faculdade e atender as necessidades reais das empresas no mercado regional
Aluno de Direito, João Paulo Hartmann Faleiro

“Um dos melhores exemplos de como a Inovates pode ajudar as empresas incubadas”

Renata Mallmann

Nas edições anteriores, a Clínica Jurídica-Empresarial atendia a demandas do grande grupo de empresas, por meio de uma apresentação expositiva sobre um tema específico. Neste semestre, os atendimentos são individuais. A Allogica, empresa vinculada ao Tecnovates, é a primeira empresa a ser atendida pelo projeto neste novo formato. O serviço ocorreu na noite de quinta-feira, 23.

A Allogica consiste em uma organização de tecnologia que desenvolve uma experiência com integração de hardware e software. O objetivo da incubada é colocar a segurança do usuário e de seus dados em primeiro lugar.

Um dos co-fundadores e administrador da empresa, Rogiel Sulzbach, conta que a demanda que a Allogica apresentou para a clínica foi referente aos termos de uso e serviço de uma nuvem privada criada pela incubada. “Há várias questões legais que precisam ser respondidas. Somos uma empresa formada por três engenheiros eletricistas, ou seja, a área jurídica do negócio é difícil para nós. Quando se trata de assuntos jurídicos, uma solução exata não existe, e é preciso pensar várias possibilidades: é aí que a clínica jurídica entra”, afirma.

“O projeto é um dos melhores exemplos de como a Inovates pode ajudar as empresas incubadas, uma vez que, como uma empresa iniciante, não temos condições financeiras de contratar uma consultoria”, comenta Rogiel. Sobre o atendimento, ele declara que ficou bem feliz, pois todos presentes aceitaram o desafio e se mostraram dispostos a ajudar a resolver o problema.