“Entrar na graduação facilita a inserção no mercado de trabalho”

Postado as 19/02/2019 08:32:49

Por Natália Bottoni

Elise Bozzetto

“Ter o diploma de Ensino Superior não é garantia de emprego e de melhor rendimento salarial, no entanto há mais possibilidades de isso ocorrer do que com aquele que não tiver um Curso Superior”. A afirmação é do professor do Centro de Gestão Organizacional da Univates Samuel Martim de Conto. De acordo com pesquisas realizadas em agosto de 2018 pelo Portal de Notícias da Globo, o G1, um trabalhador com ensino superior completo recebe, em média, 5,7 vezes o rendimento de um brasileiro com até um ano de estudo. Ainda segundo o veículo de comunicação, a diferença é resultado da crise econômica, já que os brasileiros que foram para a escola por menos tempo foram os mais prejudicados pela piora no mercado de trabalho.

De Conto afirma que a realidade no Vale do Taquari não é diferente. Conforme dados coletados na base do Ministério do Trabalho referentes aos trabalhadores formais atuando nas organizações da região em 2016, aqueles que possuíam Ensino Superior completo recebiam em média quase o dobro daquele trabalhador com Ensino Médio completo. “Quanto mais anos de estudo os trabalhadores formais possuem, maiores são as possibilidades de ter melhor remuneração. Contudo, os resultados também sinalizam que não basta ‘apenas’ ter o diploma na mão, mas também ter habilidades e competências que o mercado demanda”, conclui.

Ainda não sabe qual curso escolher?

Saber adquirido na graduação ajuda a escolher qual área seguir

Natália Bottoni

A psicóloga e coordenadora de Gestão de Carreira Janaína Schneider afirma que, mesmo que o aluno ainda esteja com dúvidas em relação à qual curso escolher, o saber adquirido durante o período de formação é útil para o desenvolvimento de sua carreira. “A experiência vai ajudá-lo a compreender se essa é ou não a área em que deseja atuar profissionalmente, auxiliando-o no processo decisório”, explica.

O mercado de trabalho exige profissionais competentes tecnicamente, principalmente com altas habilidades socioemocionais, conforme lembra Janaína. “Na convivência do dia a dia, são trabalhadas capacidades que não se aprendem somente em sala de aula, mas também na troca de saberes e principalmente na formação de networking, que é uma rede profissional para troca de experiências, informações e contatos que podem fomentar oportunidades de trabalho”, resume.

Na Univates, os alunos têm acesso à Plataforma de Carreiras. A ferramenta proporciona um ambiente com informações sobre mercado de trabalho e oferta de atividades para desenvolvimento profissional. A partir dela, o aluno acessa de forma exclusiva as vagas de emprego divulgadas por empresas da região, que buscam mão de obra qualificada. “Assim, entrar na graduação facilita a inserção no mercado de trabalho”, comenta Janaína.

“Estou me descobrindo ainda”

Ana Amélia Ritt

Por gostar de descobrir coisas novas todos os dias, a estudante Roberta Stefani Halmenschlager optou por fazer o curso de Jornalismo na Univates há dois anos. Já no segundo semestre da graduação, ela começou a fazer estágio na Rádio Univates, onde tinha o seu próprio programa, o Chá das 13. Hoje trabalha como copywriter na Paes.Digital, uma agência de marketing digital de Lajeado.

“O estágio foi uma oportunidade maravilhosa, porque consegui trabalhar na área e conhecer um dos muitos campos em que o Jornalismo atua. No fim do ano passado, saí da rádio para conhecer e atuar em outra área da comunicação, a qual estou adorando conhecer”, conta. Segundo ela, a Univates possibilita várias ofertas de emprego, tendo essas duas conseguido pelo antigo Balcão de Empregos da Universidade, conhecido agora como a Plataforma de Carreiras.

Roberta se sente realizada por sua trajetória no mercado de trabalho. “Estou me descobrindo ainda. Acredito que a vida é inconstante e o meu objetivo é crescer com todo o conhecimento que estou adquirindo com essas experiências. Hoje estou descobrindo o ‘mundo’ digital e amanhã quem sabe?”, finaliza.

Por que fazer planejamento de carreira?

Uma pesquisa realizada em 2015 pela consultoria de Treinamento e Desenvolvimento de Pessoas (Etalent), por meio do site de empregos da Catho, apontou que 55% dos entrevistados que tinham um plano de carreira declaravam-se felizes ou muito felizes com suas vidas profissionais. Enquanto isso, dos que não tinham planejamento, apenas 33% se sentiam profissionalmente felizes.

Janaína reconhece que o planejamento da carreira é importante em todos os momentos da vida profissional. 

Para quem está iniciando, o planejamento de carreira ajuda a fazer escolhas sensatas sobre áreas de estudo e formações necessárias para atuação futura. Aos que já iniciaram uma carreira, é o momento de avaliação das experiências passadas e da necessidade de possível mudança de profissão, caso o profissional esteja desmotivado na sua área. Aos que estão próximos da aposentadoria, é importante planejar como será o desligamento da vida profissional, buscando manter uma boa qualidade de vida
Psicóloga e coordenadora de Gestão de Carreira, Janaína Schneider