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Até 2030 Vales do Taquari e Rio Pardo buscarão ser referência em biotecnologia e automação para agroalimentos, saúde e serviços

Postado as 21/10/2020 08:51:39

Por Lucas George Wendt

Em 2030, a região dos Vales do Taquari e Rio Pardo será referência nacional de inovação por meio de uma estratégia de especialização inteligente em biotecnologia e automação nos setores agroalimentar, de saúde e de serviços, abrindo novas oportunidades para cadeias adjacentes e constante desenvolvimento sustentável. Essa é a visão de futuro para a região dos Vales proposta ao final da primeira reunião da Mesa do Programa Inova RS local, evento que aconteceu na última terça-feira (13). 

O Inova RS é um programa do Rio Grande do Sul que tem como objetivo colocar o Estado no mapa global da inovação. Ele foi lançado em 2019 e, por meio do programa, está prevista a construção de parcerias estratégicas para a promoção da inovação entre os atores envolvidos, integrantes da quádrupla hélice — governo, universidades, empresas e sociedade civil. O programa organiza o RS em oito diferentes regiões de inovação. Os Vales do Taquari e Rio Pardo compõem uma única região.

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As mesas de discussão

A formação das mesas é o espaço deliberativo do Inova RS. É onde se fundamentam as discussões sobre os projetos de inovação e desenvolvimento que se tornarão prioritários para a grande região dos Vales, que compreende 60 municípios. Além das mesas, o Programa Inova RS tem, na região, um Comitê Técnico coordenado pela professora Cintia Agostini, da Univates, e um Comitê Estratégico sob coordenação da professora Andreia Valim, da Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc).  

A gestão da inovação nessas regiões é uma atribuição compartilhada por ambas as instituições, dessa forma Univates e Unisc lideram o Inova RS localmente, apoiadas pelas demais instituições de ensino e pesquisa regionais. Na região dos Vales atuam três profissionais cedidos pelo Estado para a condução do processo. Os bolsistas atuam articulando os Comitês e as deliberações da mesa local, sendo os Comitês responsáveis pelas discussões de base que oferecem à mesa as condições de tomar decisões coletivas. 

A professora Cintia, coordenadora do Comitê Técnico do Inova RS para os Vales, avalia que tornar o Rio Grande do Sul referência global em inovação como estratégia de desenvolvimento local é uma tarefa complexa. “O desafio que o Governo do Estado está propondo é gigante”.  

Lucas George Wendt

 

Os próximos passos

“Quais são as áreas em que vamos investir nossos esforços em torno da inovação? Quais são as áreas em que queremos nos especializar enquanto região?”, questiona a coordenadora do Comitê Técnico. Essas são as perguntas sobre as quais o grupo de trabalho do Inova RS Vales estava debruçado ao longo dos últimos meses. 

A visão de futuro da região emergiu e foi aprovada na reunião da Mesa do Inova RS no dia 13 de outubro. “Tendo a visão de futuro e tempo previsto para o início das atividades, já podemos começar a discutir projetos”, revela Cintia. Para o próximo dia 24 um segundo encontro da Mesa do Inova Vales está programado, com o objetivo de definir os projetos que serão levados adiante. 

Em novembro a região dos Vales deve apresentar ao Estado um desenho preliminar do grande projeto estratégico de inovação regional para os próximos 10 anos. Já para 2021 o grupo pretende pleitear orçamento do Estado para projetos que conduzam com sucesso à especialização nas áreas de biotecnologia e automação para agroalimentos, saúde e serviços.

“Estamos, desde novembro do ano passado, estamos discutindo temáticas. O que aconteceu de lá pra cá? A formação dos Comitês, grupos que conduzem o processo. Por meio deles realizamos um diagnóstico regional e pensamos a inovação na região considerando as áreas nas quais queremos nos tornar referência até 2030”, detalha Cintia. “Tornar-se referência em determinada área é um longo processo, mas inicia com o trabalho que estamos realizando agora”, finaliza.