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Intercambista da Univates em Portugal

Luísa Rodrigues Kober - Arquitetura

No dia 29/01/2017 acordei com um frio na barriga, vesti minha melhor capa de disfarce contra o medo e entrei em um avião com destino à cidade do Porto, em Portugal. Eu só tinha duas malas e um papel com um número e um nome de rua, não seria fácil. 
 
Depois de mais de 13 horas de voo, cheguei ao tão esperado destino e ao lugar que seria minha futura casa pelos próximos seis meses. Eu não sabia quem seriam meus colegas de casa, só sabia que seriam nove.  Conheci os moradores, eles foram chegando um por um, e a grande angústia que eu tinha em saber se faria ou não novas amizades logo desapareceu. Não demorou até conhecer outros intercambistas e pessoas que estavam na mesma situação que eu, e, aos poucos, já tinha muitos amigos, que se tornaram minha família.
 
Logo na primeira semana participei de inúmeros eventos de boas-vindas na Universidade do Porto, o que fez com que eu me sentisse mais em casa e conectada com a faculdade. Passaram-se alguns dias e eu já sabia de cor o caminho para a faculdade e o tempo que eu levava de metrô da minha casa até lá. 
As aulas de cada disciplina duravam em torno de uma hora e se repetiam mais de uma vez por semana, então eu tinha aula quase todos os dias. No começo não foi fácil entender o português de Portugal, mas aos poucos me peguei falando muitas palavras e expressões do idioma.
 
Lá os alunos vivem muito na universidade, passam horas na biblioteca e os dias inteiros no campus. Na Universidade do Porto os estudantes andam com suas tunas (capas pretas) e ensaiam semanalmente o coral. Era comum estar caminhando pelos corredores e ver várias pessoas de capas pretas juntas cantando, parecia cena de filme.
 
Sempre me vi muito dependente da minha família, e no começo pensei que não saberia me virar. Aos poucos, notei que está no instinto do ser humano adaptar-se, e me vi fazendo coisas que jamais pensei que saberia fazer. É mais fácil do que a gente imagina.
 
Depois dos primeiros meses, entendi como funcionavam os voos e comecei a pesquisar passagens. Todas as semanas havia promoções que levavam de Portugal até todos os países da Europa. Nos feriados de aula e finais de semana consegui conhecer muitos países que nunca imaginei que conheceria tão cedo. 
Fazer um intercâmbio é muito mais do que sair de casa, é conhecer culturas, pessoas, cidades, países, é ter uma folha em branco a ser escrita do zero durante seis meses. É viver com toda a intensidade muitos momentos que jamais viveríamos se não tivéssemos coragem de voar sozinhos. É se pegar rindo mais, amando mais, vivendo mais e valorizando muito mais as pequenas coisas. É ir de um jeito e voltar completamente diferente.
É indescritível a sensação dessa experiência, só sei dizer que entrei no avião com medo, mas voltei querendo ficar e com a certeza de que fiz a escolha certa.
O meu conselho para os futuros intercambistas: vão, e se der medo, vão com medo mesmo! Vale cada segundo.
 
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