Muito antes de Elvis Presley balançar os quadris ou Chuck Berry inventar o riff mais famoso do rock, uma mulher negra, nascida no sul dos Estados Unidos, já fazia história com sua guitarra elétrica e voz poderosa. Demorou, mas Sister Rosetta Tharpe finalmente foi reconhecida como a pioneira do rock. Abaixo, listamos alguns motivos que confirmam o título à artista.
Uso inovador da guitarra elétrica
Nos anos 1940, ela já tocava guitarra elétrica com solos expressivos e riffs poderosos. Isso era revolucionário para a época, principalmente vindo de uma mulher negra e cristã. Com isso, ela influenciou diretamente futuros grandes guitarristas de rock.
Estilo vocal enérgico e performático
Sua forma de cantar era intensa e emotiva, misturando espiritualidade com uma entrega quase teatral. Logo, essa fusão inspirou diretamente artistas como Elvis Presley, Johnny Cash, Jerry Lee Lewis e Little Richard.
União de gêneros que moldou o rock
Sister Rosetta fundiu o gospel tradicional com R&B e os improvisos do jazz, criando um som que, na prática, foi o embrião do rock.
Influência duradoura
Sua performance ao vivo de “Didn’t It Rain” em 1964, em uma estação de trem no Reino Unido, é considerada um marco. Guitarristas como Eric Clapton e Keith Richards já citaram sua influência.
Quebra de barreiras culturais
Enquanto isso, ela desafiou normas raciais, de gênero e religiosas. Ao levar a música gospel para palcos seculares e misturá-la com ritmos “mundanos” se tornou pioneira também socialmente.
Reconhecimento póstumo
Apesar de ignorada por muito tempo pela grande mídia, Sister Rosetta Tharpe foi finalmente introduzida no Rock and Roll Hall of Fame em 2018, na categoria de “Early Influence”. O feito fez com que ela fosse reconhecida como “a pioneira” do estilo.
Criança prodígio
Nascida em 20 de março de 1915, no Arkansas, Rosetta foi uma criança prodígio. Começou a tocar violão aos quatro anos e logo passou a acompanhar a mãe, uma missionária, em turnês por igrejas evangélicas. Foi nesse ambiente religioso que desenvolveu seu estilo único, misturando o fervor do gospel com a ousadia do blues e a energia do swing.
Em 1938, com o lançamento da canção “Rock Me”, Sister Rosetta Tharpe se tornou uma das primeiras artistas gospel a alcançar sucesso comercial no mainstream. Mas foi em performances como “Strange Things Happening Every Day” (1944) que ela realmente consolidou a ponte entre o gospel e o que mais tarde seria chamado de rock. O single chegou ao Top 10 das paradas de rhythm and blues da Billboard, um feito inédito para uma mulher negra com raízes religiosas naquela época.
Além da inovação musical, Tharpe era uma performer carismática e transgressora. Apesar de seu impacto, o nome de Sister Rosetta Tharpe foi por muito tempo negligenciado pela historiografia do rock. Isso começou a mudar nos últimos anos, especialmente com seu reconhecimento póstumo em 2018, quando foi introduzida no Rock and Roll Hall of Fame, na categoria “Early Influence”.
Fonte: https://portalpopline.com.br/
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