UTILIZAÇÃO DO QUESTIONÁRIO DE SUSPEIÇÃO DE HANSENÍASE (QSH) NA IDENTIFICAÇÃO DE CASOS SUSPEITOS

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22410/issn.2176-3070.v18i3a2026.4485

Palavras-chave:

Hanseníase, Mycobacterium leprae, Busca de Comunicante, Questionário de Saúde do Paciente

Resumo

A busca ativa mostra-se eficaz na detecção precoce da Hanseníase, especialmente com o uso de tecnologias leves como o Questionário de Suspeição de Hanseníase (QSH), que demonstra ser uma ferramenta promissora na detecção dos casos precoces. Assim, este estudo visa demostrar a eficácia de um instrumento para detecção precoce da Hanseníase. Para isso foi utilizado o método de abordagem observacional, analítica e transversal. No período de julho de 2024 a janeiro de 2025, envolvendo 117 participantes com suspeita clínica ou em tratamento para Hanseníase. A análise estatística evidenciou associação significativa entre diversos sintomas e o diagnóstico para Hanseníase. Por exemplo, dormência nas mãos ou pés apresentou sensibilidade de 92,6% e especificidade de 55,1% (OR = 7,6; p < 0,001); o formigamento, sensibilidade de 96,3% e especificidade de 37,1% (OR = 8,4; p = 0,002); e as manchas na pele, sensibilidade de 100% e especificidade de 34,8% (p < 0,001). Em contrapartida, sinais como caroços no corpo não apresentaram associação significativa (p = 0,41). Assim, os resultados indicam que, aliado ao exame dermatoneurológico, o QSH possui alta sensibilidade e bom valor preditivo negativo, sendo útil como ferramenta de triagem para Hanseníase. Ressalta-se que este, sozinho, não é suficiente para diagnóstico definitivo por haver sobreposição de sinais com outras patologias. Por outro lado, seu uso como instrumento complementar para fins diagnósticos é válido, desde que acompanhado por avaliação clínica adequada e/ou laboratorial. Salienta-se que a efetividade do QSH está diretamente relacionada à capacitação das equipes de saúde. Deste modo, é imprescindível que os profissionais recebam instrução claras sobre o QSH e que possam assim incorporá-lo em suas atividades diárias na busca da detecção precoce da Hanseníase.

Biografia do Autor

Paulo Renato Alves Firmino, Faculdade de Medicina (FAMED) - UFCA

Doutor em Engenharia de Produção pela Universidade Federal de Pernambuco. Juazeiro do Norte-Ce, Brasil. Docente da Universidade Federal do Cariri – UFCA. Juazeiro do Norte-Ce, Brasil.

Jacqueline Cosmo Andrade Pinheiro, Faculdade de Medicina (FAMED) - UFCA

Doutora em Etnobiologia e Conservação da Natureza pela Universidade Federal Rural do Pernambuco UFRPE. Docente da Universidade Federal do Cariri – UFCA. Juazeiro do Norte-Ce, Brasil.

Janaina Farias Rebouças, Faculdade de Medicina Estácio-IDOMED

Mestre em Saúde da Família pela Universidade Estácio de Sá. Enfermeira concursada do município de Juazeiro do Norte-Ce. Juazeiro do Norte-Ce, Brasil.

Larissa Lacerda Lodonio, Faculdade de Medicina Estácio-IDOMED

Acadêmica de Medicina pela Faculdade de Medicina de Juazeiro do Norte – IDOMED, Juazeiro do Norte-Ce, Brasil.

Cláudio Gleidiston Lima da Silva, Faculdade de Medicina (FAMED) - UFCA

Doutor em Farmacologia Pela Universidade Federal do Ceará. Pós-Doutorado pela Faculdade de Medicina do ABC-SP. Docente da Faculdade de Medicina de Barbalha (FAMED). Barbalha-Ce, Brasil.

Maria do Socorro Vieira dos Santos, Faculdade de Medicina (FAMED) - UFCA

Doutora e Mestre em Produção e Nutrição Animal pela Universidade Federal do Ceará – UFC. Docente da Faculdade de Medicina de Barbalha (FAMED). Barbalha-Ce, Brasil.

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Publicado

27-10-2026

Como Citar

NUNES CARDOSO, Joanderson; RENATO ALVES FIRMINO, Paulo; COSMO ANDRADE PINHEIRO, Jacqueline; FARIAS REBOUÇAS, Janaina; LACERDA LODONIO, Larissa; GLEIDISTON LIMA DA SILVA, Cláudio; DO SOCORRO VIEIRA DOS SANTOS, Maria. UTILIZAÇÃO DO QUESTIONÁRIO DE SUSPEIÇÃO DE HANSENÍASE (QSH) NA IDENTIFICAÇÃO DE CASOS SUSPEITOS. Revista Destaques Acadêmicos, Lajeado, RS, v. 18, n. 3, 2026. DOI: 10.22410/issn.2176-3070.v18i3a2026.4485. Disponível em: https://www.univates.br/revistas/index.php/destaques/article/view/4485. Acesso em: 27 out. 2026.

Edição

Seção

Ciências Biológicas e da Saúde