PERFIL CLÍNICO E PRÁTICAS DE ASSISTÊNCIA OBSTÉTRICA EM PARTURIENTES ATENDIDAS EM HOSPITAL TERCIÁRIO NO RIO GRANDE DO SUL, BRASIL
DOI:
https://doi.org/10.22410/issn.2176-3070.v18i3a2026.4511Palavras-chave:
Assistência ao parto, Cesariana, Parto humanizado, Práticas obstétricas, Organização Mundial da SaúdeResumo
Introdução: Apesar dos avanços na assistência obstétrica, o Brasil ainda apresenta elevadas taxas de cesarianas e adesão limitada às práticas baseadas em evidências e ao parto humanizado. Este estudo objetivou caracterizar o perfil clínico de parturientes e avaliar a adesão às práticas obstétricas em um hospital terciário do sul do Brasil. Métodos: Estudo quantitativo, transversal, retrospectivo e descritivo, com análise de 1.485 prontuários de mulheres atendidas pelo SUS entre 2019 e 2021, incluindo variáveis sociodemográficas, obstétricas e assistenciais. Resultados: A maioria das parturientes era de baixo risco (80%), com média de 28,1 anos. A taxa de cesarianas foi de 52,1%. Entre as práticas intervencionistas, destacaram-se uso de ocitocina (32,4%), misoprostol (14,5%), amniotomia (15,6%) e episiotomia (11,4%). Observou-se presença de acompanhante (96,4%), uso de métodos não farmacológicos para dor (50,8%), contato pele a pele (65,8%) e amamentação na primeira hora (64,6%). Conclusão: Os resultados indicam adesão parcial às recomendações assistenciais, com persistência de práticas intervencionistas, reforçando a necessidade de qualificação profissional e fortalecimento do cuidado humanizado.
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