REABILITAÇÃO FÍSICA NO CONTEXTO HOSPITALAR: O PAPEL DO TERAPEUTA OCUPACIONAL SOB A PERCEPÇÃO DA EQUIPE MULTIPROFISSIONAL
DOI:
https://doi.org/10.22410/issn.2176-3070.v18i3a2026.4544Palavras-chave:
Assistência Hospitalar, Equipe Multiprofissional, Reabilitação Hospitalar, Residência Multiprofissional, Terapia OcupacionalResumo
A Terapia Ocupacional é um componente essencial da reabilitação física hospitalar, embora historicamente enfrenta desafios relacionados ao desconhecimento de suas atribuições pela equipe multiprofissional. O presente estudo teve como objetivo analisar a percepção da equipe de saúde de uma unidade clínica hospitalar sobre o papel do Terapeuta Ocupacional residente. Trata-se de um estudo descritivo, transversal e quali-quantitativo, realizado na Unidade Santa Clara do Hospital Casa de Saúde (Santa Maria/RS). A amostra não-probabilística por conveniência foi composta por 25 profissionais, de um universo de n=46. Foi aplicado um questionário semi estruturado, cujos dados quantitativos foram analisados por estatística descritiva e os qualitativos pela Análise de Conteúdo de Bardin. Os resultados revelaram um paradoxo central: embora 100% da equipe considere a contribuição da Terapia Ocupacional “significativa”, 84% avalia o conhecimento da equipe sobre a área como “moderado”, “baixo” ou “muito baixo”. Este dado é corroborado pelo fato de que 52% dos participantes nunca haviam tido contato prévio com um Terapeuta Ocupacional antes da inserção da residente. A análise qualitativa identificou o papel do Terapeuta Ocupacional focado na autonomia funcional, treino de Atividades de Vida Diária e adaptações, mas apontou o “desconhecimento da equipe” como o principal desafio. Conclui-se que o papel do Terapeuta Ocupacional é percebido como essencial, mas sofre com uma invisibilidade histórica. O Programa de Residência, portanto, atuou como o principal agente de transformação e educação interprofissional, validando a necessidade de expansão do serviço através da contratação de Terapeutas Ocupacionais. Todavia, os achados, de caráter exploratório, não devem ser generalizados, refletindo a realidade específica do serviço investigado.
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