CIDADE, SAÚDE E CUIDADO: INFLUÊNCIAS DO AMBIENTE URBANO SOBRE O INDIVÍDUO NA INTERFACE ENTRE ENFERMAGEM, PSICOLOGIA E ARQUITETURA
DOI:
https://doi.org/10.22410/issn.2176-3070.v18i3a2026.4596Palavras-chave:
Saúde urbana, Ambiente construído, Saúde mental, Planejamento urbano, Qualidade de vidaResumo
O artigo parte do problema de como a cidade influencia a saúde do indivíduo, considerando que o ambiente urbano não atua apenas como cenário da vida cotidiana, mas como fator que condiciona práticas, vínculos, exposições e possibilidades de cuidado. O objetivo geral foi analisar, em perspectiva interdisciplinar, de que modo elementos do ambiente construído interferem na saúde física, mental e social, articulando contribuições da Enfermagem, da Psicologia e da Arquitetura. A metodologia adotada foi pesquisa bibliográfica, qualitativa, exploratória, descritiva e teórico-analítica, baseada em livros, artigos científicos e documentos institucionais sobre saúde urbana, ambiência, território, saúde mental, mobilidade, moradia, áreas verdes e espaços públicos. Os resultados indicaram que a cidade influencia a saúde por meio da mobilidade, da qualidade habitacional, da segurança, da presença de áreas verdes, da acessibilidade aos serviços e da configuração dos espaços de convivência. Também se verificou que desigualdades socioespaciais ampliam vulnerabilidades e limitam práticas de autocuidado. Conclui-se que a cidade deve ser compreendida como componente ativo da produção de saúde e adoecimento, exigindo planejamento urbano orientado pela equidade, práticas de cuidado territorializadas e integração entre políticas de saúde, arquitetura, mobilidade e desenvolvimento urbano.
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