QUEM DECIDE O CUIDADO? DISPUTAS DE SABER E PODER NA INCLUSÃO DE FITOTERÁPICOS NO SUS
DOI:
https://doi.org/10.22410/issn.2176-3070.v18i3a2026.4670Palavras-chave:
Fitoterapia, Políticas de Saúde, Terapias ComplementaresResumo
Esta revisão integrativa da literatura objetiva analisar as disputas de saber e poder que permeiam a inclusão de medicamentos fitoterápicos nos protocolos oficiais do Sistema Único de Saúde. A metodologia fundamentou-se no modelo de Whittemore e Knafl, utilizando a estratégia de População, Interesse e Contexto para a formulação da pergunta de pesquisa. Foram realizadas buscas em bases de dados nacionais e internacionais, resultando na seleção e análise qualitativa de dezenove artigos publicados entre 2018 a 2025. Os resultados indicam que a institucionalização da fitoterapia é atravessada por tensões nas dimensões epistemológica, regulatória e econômica. Observou-se a predominância de entraves regulatórios e a hegemonia do modelo biomédico, que frequentemente marginaliza os saberes tradicionais em favor da lógica industrial farmacêutica. Conclui-se que a incorporação dessas terapias é um processo essencialmente político, refletindo relações de poder entre diferentes campos de conhecimento e interesses econômicos. A ampliação do acesso exige a revisão dos modelos de avaliação tecnológica e o reconhecimento da legitimidade de saberes plurais para garantir a integralidade do cuidado e a valorização da sociobiodiversidade.
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