Medicina
Informações do curso
Atos legais
Autorização: Portaria mec nº 625, de 27 de novembro de 2013 - dou de 28 de novembro de 2013
Reconhecimento: Portaria mec nº 486, de 25 de julho de 2025 - dou de 28 de julho de 2025, seção 1, pág. 92
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Contato
ROBERTA POZZA
Professor e coordenador
medicina@univates.br (51) 3714-7000 - Ramal 5004 e 5007Localização
Sala 216 Prédio 11
Projeto pedagógico do curso
Promover uma formação médica integral e de excelência que permita ao egresso o desenvolvimento de competências, habilidades e atitudes voltadas ao exercício profissional qualificado, à tomada de decisões baseada em evidências, à comunicação efetiva, à liderança e à gestão nos eixos de atenção à saúde, educação e gestão em saúde. A formação é pautada pela responsabilidade social, pelo compromisso ético-humanístico e pelo desenvolvimento locorregional do Vale do Taquari, em consonância com as Diretrizes Curriculares Nacionais e as transformações tecnológicas da área médica.
O egresso de Medicina da Univates possui formação geral, sólida, crítica e humanística alinhada às DCNs. Atua em todos os níveis de atenção com cuidado centrado na pessoa, família e comunidade e visão dos determinantes sociais da saúde. É agente de transformação e liderança colaborativa frente aos desafios do século XXI, sanitários, ambientais e digitais, com forte compromisso com o SUS do Vale do Taquari. Integrando saberes clínicos, de gestão e de educação, promove equidade, integralidade e segurança do cuidado, conectando a prática pedagógica às reais demandas do mundo do trabalho.
Nessa perspectiva integradora, a formação médica do curso supera a visão fragmentada do ensino técnico para cultivar uma atuação pautada pelo pensamento crítico e reflexivo. O futuro médico é estimulado, ao longo de toda a sua trajetória, a questionar dados, reconhecer os limites do próprio conhecimento e buscar soluções fundamentadas para os problemas complexos do cotidiano clínico. Essa capacidade analítica caminha lado a lado com uma sólida formação humanística e comunicativa, indispensável para o estabelecimento de relações empáticas e colaborativas tanto com os pacientes quanto com as equipes multiprofissionais de saúde.
A dimensão ética e a consciência social constituem o alicerce dessa prática profissional. O cuidado centrado na pessoa orienta o exercício médico para além da doença, alcançando o indivíduo em sua família e comunidade, à luz de uma leitura ampla dos determinantes sociais, econômicos e culturais do processo saúde-doença. Comprometido com a defesa dos direitos humanos, com o respeito à diversidade e com a equidade no acesso à atenção médica, o egresso é preparado para atuar de forma decisiva no fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e na consolidação de seus princípios fundamentais. A formação entrega à sociedade um profissional capaz de exercer uma medicina resolutiva, humanizada e comprometida com a transformação social e a promoção da saúde coletiva.
Para verificar se o perfil do egresso está sendo efetivo, o Curso de Medicina possui ações de acompanhamento e análise do perfil profissional dos egressos por meio de relatórios produzidos periodicamente sobre empregabilidade, remuneração e satisfação profissional. Incluindo métricas quantitativas e qualitativas traduzidas em um documento denominado Observatório de Egressos, considerando a área de inserção profissional relacionada de acordo com os preceitos das DCNs do curso, estimulando o engajamento dos egressos. A partir dos relatórios, a coordenação e NDE do curso, com apoio da CPA, analisam as necessidades de ações de melhoria envolvendo a oferta de disciplinas ou atividades complementares, a formulação de atividades práticas e de extensão, a celebração de convênios de estágio ou de mobilidade estudante, entre outras. O retorno de ex-alunos ao corpo docente após a conclusão da residência médica ou pós graduação stricto sensu consolida um ciclo virtuoso de excelência acadêmica e forte identidade institucional. Por já ter vivenciado na pele a rotina, as metodologias e os desafios do curso, esse novo professor desenvolve uma empatia pedagógica única, capaz de conectar a teoria à prática com uma linguagem altamente acessível e alinhada às dores dos estudantes. A bagagem avançada adquirida na pós-graduação - seja o rigor metodológico e científico do mestrado ou a vivência prática intensiva e a maturidade clínica da residência - é reaplicada diretamente na formação das novas turmas, elevando a qualidade do ensino. Mais do que transmitir conteúdo técnico, o egresso que se torna docente serve como um prova viva da eficácia da própria instituição, inspirando os alunos a demonstrar caminhos viáveis de sucesso profissional e fortalecendo o sentimento de orgulho e continuidade acadêmica.
Com base nas Diretrizes Curriculares Nacionais (DCN) de 2025, a formação médica atual é estruturada a partir de três grandes pilares de competência: Atenção à Saúde, Gestão em Saúde e Educação em Saúde. Além de Competências Transversais, indispensáveis à consolidação da identidade médica, pois perpassam os diversos eixos de atuação da profissão. Elas fundamentam a prática do cuidado por meio da conduta ética, da excelência nas relações interpessoais, da autonomia técnica e do comprometimento social (ABEM, 2026).
Com o objetivo de operacionalizar o perfil formativo pretendido, apresentam-se abaixo as competências detalhadas nas áreas de Atenção à Saúde, Gestão em Saúde e Educação em Saúde.
I- Atenção à saúde:
A essência da graduação em Medicina reside na apropriação dos conceitos e práticas de atenção e cuidado à saúde. O desenvolvimento dessa expertise não apenas instrumentaliza o estudante, mas molda profundamente a sua identidade profissional, em perfeita consonância com matrizes internacionais de relevância (como CanMEDS, 2015 e WFME, 2020). . Considerando as competências previstas nas DCNs de 2025:
I - promover ações de fortalecimento da saúde, prevenção de agravos, diagnóstico, tratamento, reabilitação, cuidados paliativos, situações de terminalidade nos diferentes níveis de atenção e em todas as fases do ciclo da vida e em diferentes contextos do sistema de saúde, público e privado, com foco na integralidade do cuidado e nas necessidades da comunidade;
II - oferecer cuidado compassivo, resolutivo e personalizado, centrado na pessoa, considerando as necessidades, valores, preferências e contextos socioculturais dos pacientes, atuando de forma integral nos processos de promoção da saúde, prevenção de agravos, diagnóstico, tratamento, reabilitação e cuidados paliativos, assegurando o protagonismo da pessoa no cuidado à sua saúde;
III - realizar anamnese e exame físico com raciocínio diagnóstico de forma ética, técnica e contextualizada, formulando hipóteses diagnósticas consistentes e, também, solicitando, interpretando e integrando exames complementares com base em evidências científicas, desenvolvendo raciocínio clínico, epidemiológico e capacidade de tomada de decisão segura e qualificada;
IV - atuar de maneira ética, empática e respeitosa nas relações estabelecidas com pacientes, familiares, equipes de saúde, colegas, gestores e comunidades, reconhecendo a diversidade humana e fundamentando-se nos princípios da dignidade, da equidade, dos direitos humanos e da justiça social;
VI - atuar de forma resolutiva, ética e comprometida nos diferentes níveis de atenção à saúde, com ênfase na atenção primária como coordenadora do cuidado e ordenadora das redes de atenção, garantindo a integralidade da atenção, contribuindo para a construção de um sistema de saúde centrado nas necessidades das pessoas, das famílias e das comunidades, respeitando os princípios da equidade, continuidade do cuidado e participação social;
VIII - assegurar a garantia de acessibilidade e o comprometimento com a confidencialidade das informações, demonstrando competências comunicacionais nas dimensões verbal, não verbal e escrita, com ênfase na escuta qualificada, na interpretação e interação respeitosa com indivíduos, famílias e equipes, recomendando-se a proficiência em, ao menos, uma língua estrangeira e a familiaridade com tecnologias da informação e comunicação, incluindo o uso ético e crítico de plataformas digitais e ferramentas de IA, com foco na otimização do cuidado, na integralidade da atenção e na ampliação do acesso aos serviços de saúde;
X - desenvolver ações com responsabilidade, práticas seguras, eficazes e fundamentadas nas melhores evidências científicas disponíveis, sendo capaz de interpretar criticamente a literatura, adotar protocolos assistenciais validados, monitorar desfechos clínicos e incorporar permanentemente novos conhecimentos à prática, promovendo a qualidade do cuidado e a segurança do paciente em todos os contextos assistenciais, com a medicina baseada em evidências;
XI - reconhecer, acolher e valorizar as múltiplas dimensões da diversidade humana, incluindo aspectos biológicos, subjetivos, étnico-raciais, de gênero, de orientação sexual, político-ideológicos, ambientais, socioeconômicos, culturais e religiosos, atuando com base nos princípios dos direitos humanos, promovendo a equidade, a inclusão e a justiça social, com especial atenção às necessidades de grupos minoritários e populações em situação de vulnerabilidade, estimulando, ademais, a singularidade do cuidado às populações vulnerabilizadas, invisibilizadas ou historicamente negligenciadas como as das águas, dos campos e das florestas, em situação de rua, negras, indígenas, quilombolas, LGBTQIAPN+, privadas de liberdade, Pessoas com Deficiência - PCD, migrantes, refugiados, apátridas, dentre outras;
XII - exercitar a empatia, a escuta qualificada, a comunicação eficaz e a capacidade de trabalho colaborativo, estabelecendo relações respeitosas e construtivas com pacientes, familiares, equipes de saúde e a comunidade, onde a atuação deve ser pautada por uma prática humanizada, centrada na pessoa, que valorize o vínculo, a corresponsabilidade e a articulação com equipes interprofissionais em diferentes contextos assistenciais;
XIV - ser capaz de atuar em emergências sanitárias e desastres naturais ou antropogênicos, demonstrando competência em biossegurança, vigilância em saúde, gestão de riscos e resposta rápida a crises, incluindo pandemias, acidentes de grande escala e eventos climáticos extremos, e compreender os impactos sociais, ambientais e epidemiológicos dessas situações, bem como as possibilidades de articulação com redes de atenção e proteção à saúde;
XV - compreender criticamente os determinantes sociais da saúde, biológicos, ambientais, econômicos e de estilos de vida que influenciam a saúde de indivíduos e comunidades, atuando sobre os impactos das mudanças climáticas, da degradação ambiental e da poluição, e compreendendo a transição demográfica e os determinantes da saúde no envelhecimento, sendo capaz de promover ações intersetoriais de prevenção, adaptação e mitigação dos efeitos dessas transformações, contribuindo para a sustentabilidade dos sistemas de saúde e para a proteção da vida em todas as suas dimensões;
XX - adotar práticas clínicas seguras, fundamentadas em evidências científicas e protocolos validados, com foco na prevenção de riscos e na promoção da integridade física e emocional do paciente, da equipe de saúde e do próprio profissional em todos os contextos assistenciais;
XXI - utilizar, de forma integrada, crítica e contextualizada, os conhecimentos das ciências biomédicas, clínicas, epidemiológicas e sociais para subsidiar a tomada de decisões clínicas, a resolução de problemas de saúde e a promoção da saúde individual e coletiva, sempre fundamentado nas melhores evidências científicas disponíveis;
XXII - atuar de forma colaborativa, respeitosa e integrada em equipes interprofissionais, reconhecendo e valorizando os saberes e competências de cada membro e contribuindo para o cuidado integral, seguro, resolutivo e centrado na pessoa, promovendo a corresponsabilidade e a articulação entre os diferentes níveis e setores da atenção à saúde;
XXIII - respeitar e proteger a autonomia, a dignidade, a privacidade e a confidencialidade dos pacientes, assegurando o exercício pleno de seus direitos e promovendo o cuidado informado e compartilhado, estimulando a participação ativa dos indivíduos nas decisões relativas à sua saúde, de acordo com os princípios éticos, legais e humanitários;
XXVII - elaborar prontuários, registros clínicos, laudos e demais documentos técnicos com clareza, precisão, padronização e fidedignidade, utilizando as tecnologias disponíveis, observando os preceitos éticos e legais, assegurando que a documentação contribua para a continuidade, segurança e qualidade do cuidado, bem como para a comunicação efetiva entre os profissionais e serviços de saúde (Brasil, 2025).
II- Gestão em Saúde:
No curso de Medicina da Univates, a Gestão em Saúde é uma dimensão estruturante que conecta a prática clínica às políticas públicas e à responsabilidade social, tendo o SUS como principal cenário de aprendizagem. A formação prepara o egresso como agente de transformação social a partir do Quadrilátero da Formação, articulando ensino, gestão, atenção e controle social. Para além da excelência assistencial, o curso desenvolve competências gerenciais consolidadas em sete dimensões fundamentais:
Governança e Planejamento: Participação em decisões estratégicas e articulação de redes de saúde com base na análise epidemiológica local.
Administração e Gerenciamento: Organização de fluxos, liderança de equipes e controle de processos focados na qualidade e eficiência de recursos.
Avaliação e Qualidade: Uso de dados para assegurar a equidade, a segurança do paciente e a satisfação do usuário.
Sustentabilidade e Uso Racional de Recursos: Decisões clínicas pautadas pela custo-efetividade, garantindo a sustentabilidade dos sistemas público e privado.
Intersetorialidade: Atuação articulada com setores como educação, assistência social e meio ambiente no enfrentamento dos determinantes sociais.
Participação e Controle Social: Incentivo ao protagonismo comunitário e à construção conjunta de políticas públicas com os conselhos de saúde.
Liderança Colaborativa: Gestão compartilhada em equipes interprofissionais, promovendo ambientes seguros e o cuidado centrado na pessoa.
Essa abordagem assegura que o gerenciamento seja compreendido como um instrumento ético a serviço da justiça distributiva e do acesso universal à saúde.
A gestão em saúde funciona, desta forma, como uma área essencial na formação médica por conectar o ensino diretamente à realidade prática e política do SUS. Ao vivenciar processos reais de governança, tomada de decisão e responsabilidade social, o estudante supera a distância entre a sala de aula e a rede de atendimento, transformando o cotidiano do sistema de saúde em seu principal cenário de aprendizagem.
As Diretrizes Curriculares Nacionais para cursos de Medicina apresentam seu art. 8º: Ao concluir o Curso de Graduação em Medicina, o egresso deverá demonstrar as seguintes competências, integrando conhecimentos, habilidades e atitudes essenciais para uma prática médica ética, segura e centrada no cuidado integral à saúde. . Considerando as competências previstas nas DCNs de 2025:
V - atuar com responsabilidade social, pautada pelos princípios da cidadania, do respeito aos direitos humanos e da promoção da justiça social, atendendo às necessidades de saúde da população com rigor ético, responsabilidade profissional e respeito à diversidade, atuando em conformidade com os preceitos legais, normativos e deontológicos que regem o exercício da medicina;
VI - atuar de forma resolutiva, ética e comprometida nos diferentes níveis de atenção à saúde, com ênfase na atenção primária como coordenadora do cuidado e ordenadora das redes de atenção, garantindo a integralidade da atenção, contribuindo para a construção de um sistema de saúde centrado nas necessidades das pessoas, das famílias e das comunidades, respeitando os princípios da equidade, continuidade do cuidado e participação social;
VII - promover inovações tecnológicas relacionadas à assistência e à gestão em saúde, de forma crítica, ética e eficiente, incluindo, entre outras, ferramentas como Inteligência Artificial - IA, telemedicina, procedimentos minimamente invasivos, algoritmos de aprendizado de máquina, análise de dados em larga escala - Big Data e redes neurais artificiais;
VIII - assegurar a garantia de acessibilidade e o comprometimento com a confidencialidade das informações, demonstrando competências comunicacionais nas dimensões verbal, não verbal e escrita, com ênfase na escuta qualificada, na interpretação e interação respeitosa com indivíduos, famílias e equipes, recomendando-se a proficiência em, ao menos, uma língua estrangeira e a familiaridade com tecnologias da informação e comunicação, incluindo o uso ético e crítico de plataformas digitais e ferramentas de IA, com foco na otimização do cuidado, na integralidade da atenção e na ampliação do acesso aos serviços de saúde;
IX - exercer liderança colaborativa em ambientes interprofissionais, orientada pelos princípios do cuidado centrado na pessoa, do trabalho em equipe e da corresponsabilidade na produção da saúde, articulando-se com o eixo da gestão ao incorporar práticas de coordenação de processos, tomada de decisão baseada em evidências, uso de dados e tecnologias emergentes, e vinculando-se, também, ao eixo da educação, ao promover a construção coletiva do conhecimento, e ao eixo da pesquisa, ao estimular a análise crítica e o aprimoramento contínuo dos modelos de atenção;
XI - reconhecer, acolher e valorizar as múltiplas dimensões da diversidade humana, incluindo aspectos biológicos, subjetivos, étnico-raciais, de gênero, de orientação sexual, político-ideológicos, ambientais, socioeconômicos, culturais e religiosos, atuando com base nos princípios dos direitos humanos, promovendo a equidade, a inclusão e a justiça social, com especial atenção às necessidades de grupos minoritários e populações em situação de vulnerabilidade, estimulando, ademais, a singularidade do cuidado às populações vulnerabilizadas, invisibilizadas ou historicamente negligenciadas como as das águas, dos campos e das florestas, em situação de rua, negras, indígenas, quilombolas, LGBTQIAPN+, privadas de liberdade, Pessoas com Deficiência - PCD, migrantes, refugiados, apátridas, dentre outras;
XV - compreender criticamente os determinantes sociais da saúde, biológicos, ambientais, econômicos e de estilos de vida que influenciam a saúde de indivíduos e comunidades, atuando sobre os impactos das mudanças climáticas, da degradação ambiental e da poluição, e compreendendo a transição demográfica e os determinantes da saúde no envelhecimento, sendo capaz de promover ações intersetoriais de prevenção, adaptação e mitigação dos efeitos dessas transformações, contribuindo para a sustentabilidade dos sistemas de saúde e para a proteção da vida em todas as suas dimensões;
XVI - exercer compreensão crítica das dinâmicas do mercado de trabalho e das políticas públicas de saúde, atuando de forma ética, reflexiva e eficiente diante das transformações sociais, econômicas e institucionais que impactam o exercício profissional, devendo estar apto a integrar-se a diferentes contextos de atuação e a contribuir para a formulação, implementação e avaliação de políticas de saúde que promovam a equidade, a qualidade e a sustentabilidade do SUS e do sistema suplementar;
XVIII - compreender os princípios da gestão em saúde e a necessidade do uso racional dos recursos, priorizando a sustentabilidade do SUS, devendo estar apto a tomar decisões clínicas e organizacionais que considerem as necessidades individuais e coletivas da população, as evidências disponíveis e as limitações operacionais do sistema de saúde, contribuindo para a eficiência, a equidade e a responsabilidade na alocação dos recursos;
XXII - atuar de forma colaborativa, respeitosa e integrada em equipes interprofissionais, reconhecendo e valorizando os saberes e competências de cada membro e contribuindo para o cuidado integral, seguro, resolutivo e centrado na pessoa, promovendo a corresponsabilidade e a articulação entre os diferentes níveis e setores da atenção à saúde;
XXIV - comprometer-se com o sistema de saúde, de maneira responsável, íntegra e respeitosa conforme os princípios éticos, legais e deontológicos que regem o exercício da Medicina e a organização do SUS, cumprindo os marcos regulatórios e normativos vigentes, promovendo a justiça, a equidade e o interesse público na prática profissional, e notificando, registrando e comunicando adequadamente: agravos, doenças, acidentes, eventos adversos, violências, entre outras;
XXV - orientar-se pela avaliação crítica de tecnologias, de intervenções e de condutas clínicas com base em critérios de custo-efetividade, impacto social, benefícios clínicos e sustentabilidade do sistema de saúde, fundamentando as decisões em evidências científicas e princípios de equidade, assegurando o uso racional e ético dos recursos disponíveis com a finalidade de responder às necessidades de saúde da população brasileira;
XXVI - assegurar a garantia da proteção de dados pessoais, cumprindo os princípios e diretrizes da Lei Geral de Proteção de Dados - LGPD e demais normativas correlatas, zelando pela segurança, confidencialidade, integridade e uso responsável das informações pessoais e sensíveis de pacientes, profissionais e instituições, em todos os contextos de atuação médica;
XXVII - elaborar prontuários, registros clínicos, laudos e demais documentos técnicos com clareza, precisão, padronização e fidedignidade, utilizando as tecnologias disponíveis, observando os preceitos éticos e legais, assegurando que a documentação contribua para a continuidade, segurança e qualidade do cuidado, bem como para a comunicação efetiva entre os profissionais e serviços de saúde" (Brasil, 2025).
III- Educação em Saúde:
A estrutura curricular do curso de Medicina da Univates dialoga com a área da Competência em Saúde, abordando: a Educação Permanente (autocuidado e desenvolvimento profissional continuado), a Formação de Futuros Profissionais (co-responsabilidade no internato e residências), a Disseminação de Conhecimento Científico e a Educação da Comunidade/Pacientes.
Como dimensão estratégica para fortalecer o SUS, a educação na saúde (no mundo do trabalho) visa ampliar a autonomia de profissionais e pacientes. Enquanto a educação permanente em saúde capacita o médico a redefinir práticas com base em evidências e senso crítico, as ações educativas direcionadas à comunidade promovem o autocuidado e decisões compartilhadas. A seguir, apresentam-se as competências que materializam esse eixo formativo.
As Diretrizes Curriculares Nacionais para cursos de Medicina apresentam seu art. 8º: Ao concluir o Curso de Graduação em Medicina, o egresso deverá demonstrar as seguintes competências, integrando conhecimentos, habilidades e atitudes essenciais para uma prática médica ética, segura e centrada no cuidado integral à saúde. Considerando as competências previstas nas DCNs de 2025:
I - promover ações de fortalecimento da saúde, prevenção de agravos, diagnóstico, tratamento, reabilitação, cuidados paliativos, situações de terminalidade nos diferentes níveis de atenção e em todas as fases do ciclo da vida e em diferentes contextos do sistema de saúde, público e privado, com foco na integralidade do cuidado e nas necessidades da comunidade;
II - oferecer cuidado compassivo, resolutivo e personalizado, centrado na pessoa, considerando as necessidades, valores, preferências e contextos socioculturais dos pacientes, atuando de forma integral nos processos de promoção da saúde, prevenção de agravos, diagnóstico, tratamento, reabilitação e cuidados paliativos, assegurando o protagonismo da pessoa no cuidado à sua saúde;
VIII - assegurar a garantia de acessibilidade e o comprometimento com a confidencialidade das informações, demonstrando competências comunicacionais nas dimensões verbal, não verbal e escrita, com ênfase na escuta qualificada, na interpretação e interação respeitosa com indivíduos, famílias e equipes, recomendando-se a proficiência em, ao menos, uma língua estrangeira e a familiaridade com tecnologias da informação e comunicação, incluindo o uso ético e crítico de plataformas digitais e ferramentas de IA, com foco na otimização do cuidado, na integralidade da atenção e na ampliação do acesso aos serviços de saúde;
IX - exercer liderança colaborativa em ambientes interprofissionais, orientada pelos princípios do cuidado centrado na pessoa, do trabalho em equipe e da corresponsabilidade na produção da saúde, articulando-se com o eixo da gestão ao incorporar práticas de coordenação de processos, tomada de decisão baseada em evidências, uso de dados e tecnologias emergentes, e vinculando-se, também, ao eixo da educação, ao promover a construção coletiva do conhecimento, e ao eixo da pesquisa, ao estimular a análise crítica e o aprimoramento contínuo dos modelos de atenção;
XII - exercitar a empatia, a escuta qualificada, a comunicação eficaz e a capacidade de trabalho colaborativo, estabelecendo relações respeitosas e construtivas com pacientes, familiares, equipes de saúde e a comunidade, onde a atuação deve ser pautada por uma prática humanizada, centrada na pessoa, que valorize o vínculo, a corresponsabilidade e a articulação com equipes interprofissionais em diferentes contextos assistenciais;
XIII - participar de processos de educação permanente e continuada, como parte integrante de sua identidade profissional, reconhecendo limites e potencialidades, mantendo-se atualizado ao longo de toda a vida, com base na reflexão crítica da própria prática, na incorporação de evidências científicas e no compromisso com a melhoria contínua da qualidade do cuidado em saúde, orientando-se pelas necessidades de saúde da população, pela prática baseada em evidências e pelo avanço científico e tecnológico;
XIX - dispor-se a atuar em processos educacionais interprofissionais, dialógicos e socialmente referenciados, fundamentados na reflexão crítica sobre a prática e na atualização contínua do conhecimento científico, assumindo corresponsabilidade pela própria formação e pela formação de outros estudantes, profissionais, equipes de saúde e da comunidade, respeitando os saberes prévios, os contextos socioculturais envolvidos e os princípios da educação permanente em saúde;
XXVII - elaborar prontuários, registros clínicos, laudos e demais documentos técnicos com clareza, precisão, padronização e fidedignidade, utilizando as tecnologias disponíveis, observando os preceitos éticos e legais, assegurando que a documentação contribua para a continuidade, segurança e qualidade do cuidado, bem como para a comunicação efetiva entre os profissionais e serviços de saúde (Brasil, 2025).
IV - Competências Transverssais:
Diante da articulação entre as dimensões de Atenção à Saúde, Gestão em Saúde e Educação em Saúde, destacam-se competências transversais indispensáveis à consolidação da identidade profissional do médico. Essas competências perpassam os diferentes eixos de atuação e estruturam a prática do cuidado a partir de pilares fundamentais: a conduta ética, a excelência nas relações interpessoais, a autonomia técnica e o profundo comprometimento social (ABEM, 2026).
Em alinhamento às DCNs e ao caderno de Orientações da Abem (Abem, 2026), a Univates adota a Educação Baseada em Competências (EBC), visando à preparação e à qualificação continuada dos futuros médicos. Nessa abordagem, a competência supera o acúmulo de conteúdos teóricos e a contagem de horas, traduzindo-se na capacidade observável de integrar saberes para resolver problemas da prática médica com técnica, ética, segurança e resolutividade. A operacionalização ocorre de forma progressiva, contemplando três domínios didático-pedagógicos e avaliativos:
Domínio Cognitivo (Saber e Saber Como): Apropriação crítica e aplicação do conhecimento científico para uma tomada de decisão clínica fundamentada em evidências.
Domínio Psicomotor (Demonstrar e Realizar): Desenvolvimento de habilidades técnicas e de comunicação, praticadas e consolidadas nos cenários reais do SUS e do Internato.
Domínio Atitudinal (Ser, Estar e Relacionar-se): Exercício da conduta ética, da empatia, do trabalho em equipe e do compromisso social, respeitando a diversidade e os direitos do paciente.
Essas competências transversais orientam cada etapa do percurso formativo e são acompanhadas por um sistema de avaliação contínua e formativa - utilizando ferramentas como o OSCE, o Teste de Progresso e avaliações integradoras - assegurando uma identidade profissional de excelência voltada às necessidades da sociedade e do SUS.
Além disso, a internacionalização integra tais competências transversais, orientando o percurso formativo avaliado de forma contínua estando mais presente em alguns componentes curriculares como Trabalho de Iniciação Científica, disciplina eletiva e Saúde e Sociedade VIII bem como no Congresso Internacional de Ciências Médicas, que ocorre anualmente e que faz parte do cronograma de todas as turmas do Curso. A internacionalização preparando o estudante para atuar em contextos globais e multiculturais por meio da flexibilidade curricular e de conexões estratégicas com o escritório de relações internacionais da IES, que viabiliza o acesso a parcerias, editais de intercâmbio e cooperação acadêmica; essa articulação materializa-se concretamente na realização de estágios eletivos em instituições estrangeiras e no cursar de disciplinas eletivas com enfoque global, permitindo ao futuro médico ampliar sua visão crítica sobre os sistemas de saúde, a pesquisa e a prática clínica além fronteiras.
O aluno pode verificar a matriz curricular do curso para conhecer as disciplinas, ter acesso ao código, às horas-aula e aos créditos de cada uma.
Não se aplica ao curso.
Do 9º ao 12º semestre letivo, ou seja, nos dois últimos anos do curso, o estudante cumpre o Estágio Curricular Supervisionado Obrigatório (Ecso), também conhecido como Internato, em serviços hospitalares conveniados e ambulatoriais e nas unidades de Estratégia de Saúde da Família, sempre sob a supervisão direta dos professores e/ou dos preceptores médicos.
Além da aprovação nas disciplinas e módulos correlatos dos semestres anteriores, é pré-requisito obrigatório para o ingresso no Estágio Curricular Supervisionado (Internato) a aprovação na Avaliação Somativa realizada no 8º semestre. Essa avaliação tem caráter integrativo e visa aferir a consolidação das competências clínicas, éticas e de raciocínio diagnóstico desenvolvidas ao longo das etapas anteriores, garantindo a segurança do paciente e a aptidão do acadêmico para o treinamento em serviço. A carga horária total do Ecso é de 3.250 horas, distribuídas ao longo dos semestres letivos. Do 9º ao 11º semestre são 870 horas em cada semestre e no 12º semestre são 640 horas. O internato no curso de Medicina prevê carga horária em ambientes de Medicina de Família e Comunidade (MFC) e de Urgência e Emergência, e em Clínica Médica, Cirurgia, Ginecologia e Obstetrícia, Pediatria e Saúde Mental, englobando conhecimento de Saúde Coletiva, Medicina Intensiva e Traumato-Ortopedia.
Há a previsão de carga horária teórica, a qual fica entre 5 a 15% em cada rodízio, como estratégia de discussão de casos e atualização baseada em evidências.
O Ecso configura-se como uma oferta de práticas supervisionadas e contínuas em serviços de atenção à saúde, cuja finalidade encontra-se inteiramente voltada para o alcance e a consolidação dos conhecimentos, habilidades e atitudes necessários à formação de profissionais médicos com as características previstas no perfil do diplomado adotado pelo Projeto Pedagógico do Curso de Medicina da Univates para atuar como médicos competentes, em consonância às diretrizes curriculares nacionais.
Durante o Ecso, os estudantes realizam atividades obrigatórias de treinamento em serviço nas áreas de clínica médica, clínica cirúrgica, saúde da mulher, saúde da criança, saúde e sociedade, urgência e emergência, saúde mental e saúde coletiva e têm a possibilidade de realizar dois estágios eletivos de 160h cada, podendo ser efetuado em qualquer área do conhecimento de abrangência do currículo do curso de Medicina da Univates, possibilitando ao estudante flexibilidade, interdisciplinaridade, acessibilidade plena, compatibilidade da carga horária total (em horas) e articulação da teoria com a prática.
No Ecso não é permitido ao estudante estagiário, nos horários definidos pelo planejamento curricular, o desenvolvimento de quaisquer outras atividades além daquelas definidas no programa. Para evitar descontinuidades nas dinâmicas de trabalho, as escalas de frequência e permanência dos estudantes nos serviços - obedecidas as cargas horárias previstas no PPC - são definidas de forma conjunta pela Univates e pela coordenação do serviço de atenção à saúde em que o estagiário está desenvolvendo atividades.
No desempenho de suas atividades, o estagiário (interno) sempre será supervisionado/orientado por preceptores (profissionais de saúde vinculados à rede de serviços de saúde) devidamente qualificados, indicados pelos hospitais conveniados, ambulatórios, unidades de Estratégia de Saúde da Família ou serviço público de saúde, e supervisionado por docentes do curso de Medicina da Univates.
Os professores coordenadores do Ecso, definidos e mantidos atualizados na Normativa 2 (https://docs.google.com/document/d/1phNENi2oKgSt4TenkYVwjrXPbY5699byhxARIxvD-FU/edit), devem apresentar semestralmente à Univates a relação nominal de todos os preceptores envolvidos nas atividades e ações de fomento à integração e qualificação entre os docentes e preceptores no SUS.
No início de cada Ecso, os estudantes recebem uma relação contendo o nome dos professores e preceptores médicos que supervisionarão suas atividades. A matrícula, em cada semestre letivo do Ecso, dependerá dos pré-requisitos alcançados pelo estudante. Dessa forma, a progressão do estudante depende do alcance dos pré-requisitos, sendo a aprovação no último semestre do Ecso uma das condições indispensáveis para a colação de grau.
As atividades desenvolvidas no decorrer do Ecso seguem a proposta pedagógica do curso, que situa o estudante como sujeito do seu aprendizado e o professor, ou o preceptor médico, como facilitador do aprendizado e de fortalecimeno das habilidades e competências profissionais. A jornada semanal de prática poderá incluir períodos de plantão de até 12 (doze) horas diárias, inclusive aos sábados, domingos e feriados, desde que não ultrapasse o limite de 40 (quarenta) horas semanais, nos termos da Lei Federal nº 11.788, de 25 de setembro de 2008 (Lei do Estágios) que dispõe sobre o estágio de estudantes. Cada grupo de estudantes poderá realizar as práticas dos estágios supervisionados em diferentes cenários nos serviços de saúde. Nesses plantões, os estudantes são obrigatoriamente supervisionados por um professor ou por um preceptor médico.
Reconhecendo as peculiaridades do treinamento em serviço, dentro das características de internato, uma normatização específica para o Ecso está contida no Regulamento do Estágio Curricular Supervisionado Obrigatório, anexo a este Projeto (Anexo 1 - Normativa 1 - Manual do Estágio Curricular Supervisionado Obrigatório da Medicina - 8ª edição). Disponivel em: https://docs.google.com/document/d/1WlBB1_yhzR1moKEGwMQTydx19BtMWnKHflPeOAT-Yd8/edit?usp=drive_link).
A partir da avaliação dos conhecimentos teórico-práticos, habilidades, atitudes e competências dos estudantes, acompanhados pelos médicos preceptores, são insumos para a atualização das práticas e cenários dos estágios, discutidas em reuniões dos coordenadores com os estagiários. Dessas reuniões é gerado um parecer que é apresentado à coordenação do curso.
Da caracterização
A atividade extracurricular observacional não obrigatória caracteriza-se como um ato observacional educativo, que tem como finalidade a preparação para o trabalho e para a vida cidadã dos estudantes que estão regularmente matriculados e frequentando curso em instituição superior. Trata-se de um uma atividade opcional, não acrescida à carga horária regular e obrigatória do curso e portanto, não é um componente indispensável à integralização curricular.
No curso de Medicina, a atividade extracurricular observacional não obrigatória poderá ser aproveitada como uma atividade complementar, conforme previsto no regulamento das Atividades Complementares do Projeto Pedagógico do Curso no item Observação de atividades profissionais em UBSs, UPAs ou hospitais.
O aproveitamento da atividade extracurricular somente será realizado mediante a validação prévia da coordenação do curso.
Dos objetivos
Geral
- Oportunizar ao estudante ampliação de conhecimentos, aperfeiçoamento e/ou desenvolvimento de habilidades e atitudes necessárias para o bom desempenho profissional, vivências que contribuam para um adequado relacionamento interpessoal e participação ativa na sociedade.
Específicos
Possibilitar ao estudante matriculado e que frequenta o curso de Medicina, bacharelado, da Universidade do Vale do Taquari - Univates:
- Vivenciar situações que ampliem o conhecimento da realidade na área de formação do estudante;
- Ampliar o conhecimento sobre a organização profissional e o desempenho profissional;
- Interagir com profissionais da área em que atuar, com pessoas que direta ou indiretamente se relacionam com as atividades profissionais, com vistas a desenvolver e/ou aperfeiçoar habilidades e atitudes básicas e específicas necessárias para a atuação profissional.
Das exigências e critérios de execução
A realização da atividade extracurricular observacional não obrigatória deve obedecer às seguintes determinações:
I. O estudante deve estar matriculado e frequentando regularmente o curso de Medicina da Universidade do Vale do Taquari - Univates;
II. É obrigatório concretizar a celebração de termo de Atividade Extracurricular Observacional não obrigatório entre o estagiário e a parte concedente;
III. As atividades cumpridas pelo estudante em Atividade Extracurricular Observacional não obrigatório devem compatibilizar-se com o horário de aulas e aquelas previstas no termo de Atividade Extracurricular;
IV. As atividades devem ser desenvolvidas de forma observacional;
V. A carga horária da jornada de atividades do estudante será de até 6 (seis) horas diárias e de até 30 (trinta) horas semanais;
VI. A atividade extracurricular Observacional não obrigatória não cria vínculo empregatício de qualquer natureza. A eventual concessão de benefícios relacionados a transporte, alimentação e saúde, entre outros, também não caracteriza vínculo empregatício;
VII. A unidade concedente deve contratar em favor do estagiário seguro de acidentes pessoais, cuja apólice seja compatível com valores de mercado;
IX. As atividades devem ser desenvolvidas em ambiente com condições adequadas e que possam contribuir para aprendizagens do estudante estagiário nas áreas social, profissional e cultural.
Das exigências e critérios específicos
A atividade extracurricular observacional não obrigatória do Curso de Medicina bacharelado, envolve atividades relacionadas às áreas da saúde, a serem desenvolvidas de forma observacional em instituições públicas ou privadas e outras organizações formais e não formais (ONGs) que se dedicam a atividades relacionadas à área do curso.
A atividade extracurricular observacional não obrigatória deve constituir-se numa oportunidade para os estudantes do Curso de Medicina, bacharelado, atuarem em área da saúde como colaboradores no desenvolvimento de atividades, envolvendo ações relacionadas com aspectos institucionais mais amplos e que permitam o conhecimento da realidade local, aplicação de conhecimentos e o desenvolvimento de competências e habilidades profissionais, sociais e culturais.
O estudante somente pode assumir atividades se houver um professor ou profissional habilitado, indicado pela unidade contratante, para acompanhamento das suas atividades.
Para a realização da atividade extracurricular observacional não obrigatória, é imprescindível realizar solicitação prévia para a coordenação do curso, por meio de protocolo "Estágio Extracurricular - Medicina", anexando plano de atividades e Termo de Atividade Extracurricular assinado. A atividades extracurricular somente é autorizada mediante o deferimento do protocolo pela coordenação do curso.
Das áreas/atividades de atuação
Pré-requisitos
Ter cursado com aprovação ou estar cursando 180 (cento e oitenta) horas.
Locais de atuação:
- Unidade Básica de Saúde (UBS);
- Estratégia Saúde da Família (ESF);
- Unidade de Pronto Atendimento (UPA);
- Hospitais conveniados.
Ações/atividades
Auxiliar, colaborar, sob supervisão, em atividades que envolvam:
- A observação dos pacientes de comum acordo com os médicos do serviço e seguindo as normas adotadas pelo serviço;
- Discutir com o médico responsável os tópicos da observação clínica, as hipóteses de diagnósticos formuladas e as orientações terapêuticas propostas;
- Estar presente, na clínica ou serviço, nos horários determinados, registrando diariamente as ocorrências, apresentando em ordem o prontuário dos doentes internados e anotando a orientação estabelecida para cada caso;
- Atender aos serviços ambulatoriais para os quais foi destinado;
- Prestar serviços ambulatoriais para os quais foi destinado;
- Participar da rotina médica e/ou coleta de material para exames de laboratório,transfusões, venóclises, curativos etc.;
- Cooperar e participar no planejamento e execução de reuniões clínicas patológicas,visitas domiciliares, notificações - vigilância epidemiológica -, ações educativas, administrativas, interdisciplinares e de educação continuada e permanente e outras pertinentes ao módulo;
- Zelar pelo material permanente, de consumo e equipamento que lhe foram confiados,devolvendo-os, quando for o caso, em idênticas condições;
- Usar uniforme exigido;
- Tratar com educação todas as pessoas relacionadas, direta e indiretamente, com o hospital ou serviço em que atuar..
Das atribuições
Do professor supervisor:
O professor supervisor da Atividade Extracurricular Observacional não obrigatório é o coordenador de Curso ou um professor indicado por ele, ao qual cabe acompanhar e avaliar as atividades realizadas pelo estagiário tendo como base o plano e o(s) relatório(s) do estagiário, bem como as informações do profissional responsável na parte concedente.
Do supervisor da unidade concedente
O supervisor da parte concedente é um profissional do quadro de funcionários, indicado pela empresa contratante, responsável pelo acompanhamento do estudante estagiário durante o desenvolvimento das atividades, devendo possuir formação superior em curso com atividades profissionais compatíveis com a Medicina e registro no respectivo conselho profissional.
Cabe também ao supervisor indicado pela empresa concedente comunicar à Rede de Carreiras da Univates qualquer irregularidade ou, se for o caso, a desistência do estudante estagiário, assim como efetuar os registros relacionados ao desempenho do estudante.
Do estudante
Cabe ao estudante, para desenvolver a atividade extracurricular observacional não obrigatória:
- Indicar a organização em que realizará a atividade extracurricular não obrigatória à Rede de Carreiras da Univates ou ao responsável administrativo do agente de integração;
- Elaborar o plano de atividades e desenvolver as atividades acordadas;
- Responsabilizar-se pelo trâmite do Termo de Atividade Extracurricular Observacional não obrigatório, devolvendo-o à Rede de Carreiras da Univates e ao responsável administrativo do agente de integração, se houver, convenientemente assinado e dentro do prazo previsto;
- Realizar abertura do protocolo "Estágio Extracurricular - Medicina", anexando o plano de atividades e Termo de Atividade Extracurricular Observacional não obrigatório assinado pela unidade concedente.
- Ser assíduo e pontual tanto no desenvolvimento das atividades quanto na entrega dos documentos exigidos;
- Portar-se de forma ética e responsável.
Das disposições finais
A Rede de Carreiras, o Núcleo de Apoio Pedagógico e o coordenador de Curso devem trabalhar de forma integrada no que se refere às atividades extracurriculares não obrigatórias dos estudantes matriculados nos cursos de ensino superior da Universidade do Vale do Taquari - Univates, seguindo as disposições contidas na legislação em vigor, bem como as normas internas contidas no regulamento da atividades extracurricular não obrigatória do curso de Medicina e na Resolução 051/Consun/Univates, de 31 de agosto de 2020.
As unidades concedentes, assim como a Rede de Carreiras e o coordenador de Curso, devem seguir o estabelecido na legislação em vigor, as disposições do presente regulamento e as normas e orientações da Universidade do Vale do Taquari - Univates que tratam do assunto.
As atividades complementares do curso de Medicina seguem as diretrizes institucionais que constam na Resolução 132/Consun/Univates, de 14 de novembro de 2018, que aprova o Regulamento de Atividades Complementares dos Cursos de Graduação. De posse dessa regulamentação, o NDE definiu as categorias e a carga horária para validação das 200 horas de atividades complementares. As categorias previstas são classificadas como extensão, pesquisa e ensino.
As atividades complementares têm como objetivo estimular a participação do acadêmico em atividades diversificadas que contribuam para a sua formação profissional. Devem ter relação direta com os objetivos do curso e, de preferência, nas oito áreas do Ecso (Internato) do curso - saúde e sociedade, clínica médica, saúde da mulher, saúde da criança, clínica cirúrgica, urgência e emergência, saúde coletiva e saúde mental -, devendo ser devidamente comprovadas.
Experiências como serviços de monitoria, estágios de iniciação científica, atividades de extensão, apresentação de trabalhos em congressos e seminários e trabalhos de pesquisa têm significativo papel na formação do estudante, além de favorecer a interação entre teoria e prática.
Cabe ao estudante distribuir a carga horária das atividades complementares em, pelo menos, duas das categorias mencionadas acima, podendo aproveitar até 120 horas em uma categoria.
As atividades complementares devem ser realizadas no decorrer do curso. A tramitação dos documentos comprobatórios segue regulamentação interna da Instituição. Não se permite o duplo aproveitamento das atividades. Disciplinas cursadas em nível superior antes do ingresso no curso de Medicina, tanto em cursos realizados no Brasil quanto no exterior, podem ser aproveitadas na categoria Ensino, até o máximo de 120 horas.
Nos quadros a seguir estão definidos os critérios para distribuição e aproveitamento pelo estudante das atividades complementares nas categorias Ensino, Extensão e Pesquisa.
Não se aplica.
Não se aplica.
O atendimento psicopedagógico é um serviço de apoio aos estudantes com necessidades especiais e/ou dificuldades de aprendizagem, realizado por um profissional vinculado ao Universo Univates. O atendimento pode ser solicitado pelo professor, pelo coordenador de curso ou pelo próprio estudante, tendo como objetivo auxiliar o aluno no seu processo de aprendizagem.