INTERTEXTUALIDADE NO FILME BRASILEIRO O CASAMENTO DE ROMEU E JULIETA

Maristela Juchum

Resumo


A presente comunicação tem por objetivo analisar como aparece a intertextualidade entre as duas linguagens, a literária e a fílmica, presentes no clássico Romeu e Julieta, de Shakespeare, e no filme brasileiro O casamento de Romeu e Julieta, dirigido por Bruno Barreto. O casamento de Romeu e Julieta é um filme brasileiro de 2005, do gênero comédia romântica. A história se passa na cidade de São Paulo, Brasil. O roteiro do filme, livremente inspirado em Romeu e Julieta, de Shakespeare, mostra as divertidas encrencas em que se metem o corinthiano Romeu (Marco Ricca) e a palmeirense Julieta (Luana Piovani). Assim como os Capuleto e os Montéquio da famosa peça de Shakespeare, as duas famílias dos jovens enamorados não podem sequer pensar num casamento “misto”, isto é, entre palmeirenses e corinthianos. Na verdade, o diretor Bruno Barreto fez da tragédia de Shakespeare uma comédia romântica com viés futebolístico. Para analisar como aparece a intertextualidade entre essas duas linguagens (literária e a fílmica), buscou-se embasamento em Julia Kristeva, Laurent Jenny, Graça Paulino, cujos estudos abordam essa temática. Pode-se concluir com este estudo que passando da obra literária para o filme mudam-se o veículo, as condições de recepção e, consequentemente, a produção de sentido, porém a intertextualidade persiste, e é através dela que atribuímos um novo sentido ao texto.

Palavras-chave


Intertextualidade; Romeu e Julieta; Linguagem literária; Linguagem fílmica

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