TERRITÓRIOS E DIREITOS HUMANOS DOS JOVENS NO INTERIOR DO RIO GRANDE DO SUL

Margarita Rosa Gaviria Mejia

Resumo


Considerando a diluição de fronteiras entre o urbano e o rural, neste artigo adoto o conceito de território para pensar os espaços sociais e culturais do Vale de Taquari no Rio Grande do Sul, em vista de que nesse panorama as fronteiras entre o rural e o urbano se entrecruzam. E na construção desses territórios, foco a atenção nos posicionamentos de identidade e de alteridade dos jovens em relação aos territórios sociais pelos quais transitam. Analiso o papel dos jovens na construção de territórios sociais, salientando a heterogeneidade de conteúdos na categoria “jovem”. Mostro quais são os fenômenos sociais que revelam a vulnerabilidade a que está exposta esta geração e qual é seu papel na reprodução do modo de vida agrícola. Discorro acerca da ambiguidade que caracteriza seu posicionamento no âmbito do modo de vida agrícola e enquanto indivíduos, e como essa ambiguidade favorece a criação de territórios sociais, alguns dos quais representam ameaça à segurança pública, incitando a atuação de órgãos públicos na prevenção e no combate à violência. Por último, assinalo iniciativas de políticas públicas destinadas a melhorar as condições de vida dos jovens, visando a prevenir a inserção em territórios de violência. Aponto também os paradoxos dessas políticas públicas, as tensões entre a aplicação dos direitos humanos dos jovens e as práticas culturais. E concluo, inspirada em Garland (2005), que, para as políticas públicas serem efetivas, elas precisam ser condizentes com os valores sociais e culturais dos setores da população aos quais estão direcionadas.

Palavras-chave


Jovens. Território. Direitos humanos. Espaço.

Texto completo:

PDF

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Direitos autorais 2017 Margarita Rosa Gaviria Mejia

Licença Creative Commons
Esta obra está licenciada sob uma licença Creative Commons Atribuição - NãoComercial 4.0 Internacional.

Tradução automática: