O ZARATUSTRA DE NIETZSCHE E SUAS INSPIRAÇÕES EDUCATIVAS: DESLOCANDO IDEIAS, PRODUZINDO INTERPRETAÇÕES

Maria dos Remedios Brito

Resumo


Este ensaio objetiva deslocar ideias, produzir interpretações a respeito da condução de Zaratustra em seu movimento de aprendizado educativo a partir da segunda parte da obra “Assim Falou Zaratustra: um livro para todos e para ninguém”. Nessa parte, nota-se o segundo declínio do personagem central (Zaratustra), em que se mostra mais “amadurecido” e “transformado”, exercitando a sua vontade criadora. Pretende a reeducação dos discípulos, destaca o niilismo e sua incompatibilidade com a figura do além-do-homem, fala sobre a vontade de potência como sabedoria da vida, além de destacar questões profundas que dizem respeito ao tempo, à vida, ao devir, à promessa da redenção fora do tempo. Insiste em fazer crítica aos valores religiosos e morais, decorrentes da visão cristã de mundo, que contribui para formar um indivíduo minguado em força e em criação. Por fim, é possível notar que o movimento de Zaratustra só reforça a sua postura de educador e, de modo exemplar, ele nos educa ao educar a si mesmo rumo ao seu processo filosófico. Para além de uma educação utilitária, sugere o exercício da experimentação de si como processo fundamental para se tornar o que se é.

Palavras-chave


Zaratustra. Experimentação de si. Vontade criadora. Educação de si.

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