ALFABETIZAÇÃO CIENTÍFICA E PEDAGOGIA LIBERTADORA DE PAULO FREIRE: ARTICULAÇÕES POSSÍVEIS

Mateus Lorenzon, Guy Barros Barcellos, Jacqueline Silva da Silva

Resumo


Neste artigo analisamos as possíveis articulações entre o conceito de alfabetização científica e o pensamento freiriano. Parte-se do pressuposto de que todos os indivíduos, antes de serem alfabetizados cientificamente, possuem modos peculiares e teorias implícitas que consistem no substrato pelo qual analisarão e perceberão os fenômenos sociais e naturais que os cercam. Nesse sentido, alfabetizar cientificamente não pode ser concebido como a imposição de uma visão dogmática do mundo, mas coexistir com os modos peculiares de interpretar o mundo do sujeito. A inexistência de uma hierarquia axiológica entre ciência e conhecimento comum faz com que tenhamos que compreender a epistemologia que fundamenta cada um desses conhecimentos, reconhecendo os seus caráteres explicativos e pragmáticos. Por meio dessa contextualização, articulamos com o pensamento de Freire, na qual destaca que o conhecimento popular não pode ser considerado errôneo e substrato a ser eliminado. Defende-se a tese que a alfabetização científica deve estar voltada para empoderar o sujeito, fazendo-o ser protagonista e construtor do momento histórico que está vivendo e não como substituição do seu modo de agir no mundo.

Palavras-chave


Alfabetização Científica; Ensino de Ciências; Pedagogia Libertadora.

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