Morre Jennifer Finch, baixista da banda L7

Postado em 21 Julho de 2026


Jennifer Finch, baixista da banda L7, morreu no último sábado, 18 de julho, aos 59 anos. A causa do óbito foi um câncer cerebral. A notícia foi confirmada pela família e pelos integrantes do grupo. Cinco dias antes do falecimento, uma publicação no Instagram de Jennifer revelou o diagnóstico e pediu auxílio para custear despesas médicas.

A artista ficou conhecida mundialmente como uma das integrantes da formação mais marcante do L7, banda criada em Los Angeles no fim da década de 1980 e que se tornou um dos nomes mais importantes do rock alternativo e do movimento associado ao grunge.

Além de baixista, Jennifer era cantora, compositora e fotógrafa. Ela participou de alguns dos principais trabalhos do grupo, incluindo o álbum “Bricks Are Heavy” e o hit “Pretend We’re Dead”. Após deixar o L7 nos anos 1990, a artista seguiu envolvida em projetos musicais, construindo uma trajetória marcada pela atitude irreverente e pela defesa da presença feminina no rock.

Em 2014, o L7 anunciou o retorno às atividades após um período de hiato. Jennifer voltou a se apresentar com a banda ao redor do mundo (em 2025, esteve no Brasil para uma série de shows). Em 2019, envolveu-se na gravação e no lançamento do álbum “Scatter the Rats”, primeiro disco de músicas inéditas do grupo em cerca de 20 anos.

Vários artistas prestaram homenagens a Jennifer. Tom Morello, guitarrista do Rage Against the Machine, escreveu nas redes sociais: “Que Deus a abençoe. Ela foi uma figura importante na cena de Los Angeles, uma pessoa superlegal, uma verdadeira artista com um coração bondoso e acolhedor. Eu a amava, respeitava e admirava muito”. Violet Grohl disse: “Jennifer era uma força da natureza. Fez com que muitas pessoas se sentissem compreendidas. Descanse em paz, lenda”.

Um representante da família da artista agradeceu as mensagens de carinho e pediu privacidade neste momento difícil. “O impacto de Jennifer no mundo da música foi sísmico. Seu impacto em nossas vidas foi ainda mais profundo”, concluiu ele.

Por: Lais Pontin Matos

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