PATERNIDADE E TRABALHO NO BRASIL: AGRAVANTES DAS DESIGUALDADES DE GÊNERO?
DOI:
https://doi.org/10.22410/issn.2176-3070.v18i2a2026.4502Palavras-chave:
paternidade, mercado de trabalho, rendimentos, discriminação de gêneroResumo
Este artigo tem o objetivo de investigar as repercussões da paternidade nos resultados no mercado de trabalho e as desigualdades de gênero no Brasil, a partir dos microdados da Pesquisa Nacional de Saúde de 2019. Os resultados mostram que homens pais tem maior probabilidade de se dispor ao mercado e de estar empregado, em relação aos não pais. A decomposição salarial confirma a existência de um prêmio salarial para os homens pais em relação aos não pais, decorrente (i) das melhores dotações dos pais (efeito composição) e, (ii) em sua maior parte, especificamente pela paternidade (efeito estrutura). A desigualdade e a discriminação salarial de gênero, desfavorável à mulher, são ampliadas pela paternidade, apesar dos melhores atributos das mulheres do que os homens e homens pais. A conjunção do gênero e paternidade, agravante da discriminação de gênero no mercado, destaca a importância de reconhecer o impacto da paternidade na dinâmica do mercado de trabalho no Brasil.
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