MOBILIDADE URBANA COMO FATOR DE DESIGUALDADE SOCIAL: O CASO DO TRANSPORTE PÚBLICO NOS BAIRROS DA COSTA DE CIMA E COSTA DE DENTRO EM FLORIANÓPOLIS (SC)
DOI:
https://doi.org/10.22410/issn.1983-036X.v33i1a2026.4160Palavras-chave:
Mobilidade Urbana, Desigualdade Social, Transporte PúblicoResumo
A mobilidade urbana pode representar um indicador de desigualdade social. O acesso deficitário a bens e serviços, provocado pela dificuldade nos deslocamentos diários nas cidades, agrava desigualdades já existentes. Chamado de segregação socioespacial, este fenômeno pode decorrer de inúmeros fatores, como a separação de classes no espaço urbano, o controle da produção deste espaço por classes altas, ou até mesmo pelas características inerentes ao sistema econômico vigente (Roma, 2008; Negri, 2008; Carlos, 2020). Mesmo tendo sido objeto de observação na academia, esta relação entre mobilidade urbana e desigualdade social ainda é pouco tratada no município de Florianópolis, especificamente em comunidades isoladas, como na região sul da Ilha de Santa Catarina. Sendo assim, esta pesquisa, de caráter qualitativo-interpretativo e descritivo, utilizou entrevistas com moradores da localidade, buscando compreender como a falta de transporte coletivo afeta os moradores dos bairros Costa de Cima e Costa de Dentro. A análise partiu da relação de acesso ao transporte público com alguns indicadores de desigualdade social, como a educação, renda, trabalho e saúde, dentre outros aspectos. Verificou-se a existência problemas ligados à falta de horários e de linhas nas localidades, como a falta de acesso a oportunidades e na necessidade de recorrer a outros meios de locomoção, principalmente para fazer compras de alimentos ou ter momentos de lazer, o que impacta na qualidade de vida dos entrevistados.
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