CERÂMICAS DE IRARÁ: A ARTE DA TRADIÇÃO QUILOMBOLA COMO POTENCIAL IG NO INTERIOR DA BAHIA UMA ANÁLISE A PARTIR DO MÉTODO SEBRAE

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22410/issn.1983-036X.v33i2a2026.4374

Palavras-chave:

cerâmica, Irará, Desenvolvimento territorial, indicação geográfica

Resumo

Este artigo analisa o potencial de Indicação Geográfica (IG) das Cerâmicas de Irará, município localizado a 133 km de Salvador, no estado da Bahia. A pesquisa foi baseada na aplicação do Método SEBRAE para Diagnóstico de Potencial de IG. A metodologia da pesquisa, de abordagem qualitativa e caráter exploratório-descritivo, fundamentou-se em revisão bibliográfica, pesquisa documental e entrevistas realizadas com artesãos e agentes institucionais locais. Os resultados indicam que a produção de cerâmica vinculada à tradição quilombola da comunidade da Olaria apresenta forte vínculo territorial e relevância sociocultural, configurando-se como patrimônio transmitido entre gerações. No entanto, a ausência de organização formal, de estratégias de governança e de padronização dos produtos constitui obstáculo à consolidação do processo de IG. Conclui-se que o reconhecimento das Cerâmicas de Irará como IG é tecnicamente viável embora condicionado à superação de fragilidades estruturais, sobretudo nas dimensões de governança coletiva e documentação técnica.

Biografia do Autor

Alcides dos Santos Caldas, UFBA/PROFESSOR

Doutor. Professor vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Propriedade Intelectual e Transferência de Tecnologia para a Inovação (PROFNIT) e ao Programa de Pós-Graduação em Geografia (POSGEO) da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Salvador/BA, Brasil. E-mail: alcides.caldas@ufba.br.

Joicy Santamalvina dos Santos, UFBA/PROFESSOR

Doutora. Professora vinculada ao Programa de Pós-Graduação em Propriedade Intelectual e Transferência de Tecnologia para a Inovação (PROFNIT), Instituto de Química, Universidade Federal da Bahia (UFBA), Salvador/BA, Brasil. E-mail: joicy.santamalvina@ufba.br.

Juliana Cerqueira Melo, UFBA/MESTRANDA

Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Propriedade Intelectual e Transferência de Tecnologia para a Inovação (PROFNIT), Universidade Federal da Bahia (UFBA), Salvador/BA, Brasil. E-mail:  julianamelopmo@gmail.com.

Juliana Viena Miguel, UFBA/MESTRANDA

Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Propriedade Intelectual e Transferência de Tecnologia para a Inovação (PROFNIT), Universidade Federal da Bahia (UFBA), Salvador/BA, Brasil. E-mail: julianavmiguel@gmail.com

Leoncio Airan de Jesus Pimenta dos Santos, UFBA/MESTRANDO

Mestrando do Programa de Pós-Graduação em Propriedade Intelectual e Transferência de Tecnologia para a Inovação (PROFNIT), Universidade Federal da Bahia (UFBA), Salvador/BA, Brasil. E-mail: airanpimenta@outlook.com.

Maria Clara Sena dos Santos Ramalho, UFBA/ mestranda

Bacharel em Direito pela Universidade Católica do Salvador. Mestranda em Propriedade Intelectual e Transferência de tecnologia para inovação (PROFNIT) na Universidade Federal da Bahia (UFBA), Salvador, Bahia, Brasil. ORCID:0009-0002-1596-2803. E-mail: mclara.ramalho25@gmail.com

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Publicado

09-07-2026

Como Citar

DOS SANTOS CALDAS, Alcides; SANTAMALVINA DOS SANTOS, Joicy; CERQUEIRA MELO, Juliana; VIENA MIGUEL, Juliana; AIRAN DE JESUS PIMENTA DOS SANTOS, Leoncio; SENA DOS SANTOS RAMALHO, Maria Clara. CERÂMICAS DE IRARÁ: A ARTE DA TRADIÇÃO QUILOMBOLA COMO POTENCIAL IG NO INTERIOR DA BAHIA UMA ANÁLISE A PARTIR DO MÉTODO SEBRAE. Revista Estudo & Debate, Lajeado, RS, v. 33, n. 2, 2026. DOI: 10.22410/issn.1983-036X.v33i2a2026.4374. Disponível em: https://www.univates.br/revistas/index.php/estudoedebate/article/view/4374. Acesso em: 11 jul. 2026.

Edição

Seção

Artigos