A viúva de John Lennon, Yoko Ono, acionou o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi), do Brasil, para tentar impedir que o rapper brasileiro L7NNON continue usando o nome artístico que, segundo ela, pode ser confundido com o do ex-integrante dos Beatles. O caso foi parar na Justiça e vem chamando a atenção por ser inusitado.
A Justiça brasileira, por meio da 2ª Turma do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2), desconsiderou o pedido de Yoko Ono, alegando que a distância temporal e cultural entre os dois artistas reduz a possibilidade de o público associá-los (L7NNON se comunica com fãs de rap e trap, enquanto John Lennon sempre esteve ligado ao universo do rock). “Deve prevalecer a solução que permita a coexistência pacífica das marcas, fundamentada na ausência de confusão real no mercado”, declarou o TRF2.
O nome de batismo do rapper é Lennon dos Santos Barbosa Frassetti. De acordo com os advogados do artista, “Lennon” seria uma referência a um personagem da novela Top Model, exibida pela Rede Globo em 1990. Além disso, a defesa sustentou que a grafia estilizada de “L7NNON” contribui para a construção de uma identidade visual única no cenário musical, afastando qualquer associação direta com o ex-Beatle.
A Justiça brasileira entendeu que o uso do nome não ameaça a história e o patrimônio de John Lennon. Assim sendo, manteve a decisão favorável ao rapper, permitindo que L7NNON continue utilizando sua identidade artística normalmente. Yoko Ono ainda pode recorrer da deliberação.
Por: Lais Pontin Matos
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