Ambiente e Desenvolvimento

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Com as linhas de pesquisa Ecologia, Espaço e Problemas Socioambientais e Tecologia e Ambiente, o Mestrado em Ambiente e Desenvolvimento da UNIVATES pretende promover visão integrada e crítica da questão ambiental, em suas perspectivas históricas, econômicas, sociais e ecológicas, por meio do desenvolvimento e aplicação de tecnologias e metodologias voltadas à solução de problemas regionais ligados à área ambiental.


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    História dos povos nas áreas entre os rios Guaporé/RS e Carreiro/RS: estudos da cultura material, paisagem e ambiente
    (2020-12) Marroni, Carlos Eduardo; Machado, Neli Teresinha Galarce; http://lattes.cnpq.br/6666207712034183; Périco, Eduardo; Schneider, Fernanda; Kreutz, Marcos Rogério
    O presente trabalho é resultado de pesquisa realizada acerca de vestígios arqueológicos e análise da paisagem na área interfluvial dos rios Guaporé/RS e Carreiro/RS, localizada na Serra Gaúcha, na região nordeste do Rio Grande do Sul. A área foi alvo de pesquisas arqueológicas esporádicas, com as primeiras investigações tendo sido realizadas no início da década de 1970, e com breves incursões no início dos anos 2000, sendo que houve um grande hiato nas investigações durante muito tempo. Este trabalho surge da necessidade de uma investigação aprofundada da presença de grupos pré-coloniais na área. Considerando a potencialidade da presença humana na região, objetivou-se identificar e registrar pontos de interesse arqueológico com a presença de vestígios materiais entre os rios Guaporé/RS e Carreiro/RS. A metodologia aplicada baseou-se na localização e registro destes pontos a partir de modelos de parâmetro locacional e intensivas atividades de campo, e posteriormente, análise das evidências, relacionando-as com a literatura. Identificou-se 23 pontos com presença de vestígios materiais nas atividades de campo. A variabilidade dos padrões ambientais onde os pontos estão localizados, somados à ampla tecnotipologia dos artefatos demonstram a presença de diferentes grupos, estratégias e temporalidades da presença humana na área. Este trabalho serve de base para pesquisas arqueológicas a serem realizadas na região.
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    A proteção jurídica dos recursos hídricos e o objetivo de desenvolvimento sustentável 6: estudo de caso a partir da realidade de Cacoal/RO
    (2021-11) Sá, Ângela Rodrigues de; Mazzarino, Jane; Turatti, Luciana; http://lattes.cnpq.br/5819588394882211
    A água é um recurso natural imprescindível à vida. Logo, a proteção jurídica a este bem natural é de extrema importância. A importância deste recurso natural ultrapassa fronteiras geográficas, sendo motivo de preocupação mundial face ao risco de esgotamento. O arcabouço legislativo destinado a este recurso no Brasil é vasto. Algumas legislações marcaram historicamente a proteção dos recursos hídricos, como o Código de Águas, editado em 1934, que ainda mantém alguns dispositivos até os dias atuais. No âmbito das Constituições brasileiras, destaca-se a Constituição Federal de 1988, que reconheceu a importância ambiental dos recursos hídricos, preservando a importância econômica que já era prevista nas constituições passadas. No âmbito infraconstitucional, a proteção dos recursos hídricos ganhou força e evidência com a edição da Lei 9.433/97, que instituiu a Política Nacional dos Recursos Hídricos, a qual estruturou e conferiu organicidade à proteção e à conservação dos recursos hídricos. A relevância mundial deste recurso levou a Organização das Nações Unidas (ONU) a reconhecê-la e a inseri-la como sendo um dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030. O ODS 6 tem como tema a Água Potável e o saneamento, com o objetivo de assegurar este recurso a todos. Os 17 ODS foram instituídos mundialmente, com metas a serem alcançadas, cabendo a cada país realizar as adequações conforme sua realidade. Os municípios assumem assim papel de grande relevância, pois é o local onde se inicia o processo de implementação e de verificação dos resultados que compõem o cenário nacional no cumprimento da Agenda 2030. Neste contexto, esta dissertação objetiva verificar em que medida o município de Cacoal – RO vem atendendo as metas propostas para os municípios no que se refere à implementação do ODS 6 e como o município estruturou a legislação de proteção aos recursos hídricos. Do ponto de vista metodológico, foram utilizados os procedimentos técnicos de pesquisa bibliográfica e documental, especialmente apoiados na Constituição Federal, nas legislações federal e estadual de Rondônia e na municipal de Cacoal, relativas aos Recursos Hídricos. A pesquisa caracteriza-se como qualitativa, com estudo de caso e, quanto aos fins, é exploratória. O tratamento de dados apoia-se na análise textual. A hipótese aventada é a de que o município de Cacoal está em vias de implementar o ODS 6, por meio de políticas públicas locais, incluindo a sociedade como atores neste processo, e que os recursos hídricos do município contam com uma legislação hídrica que atende os princípios da proteção e da conservação. Quanto aos resultados, concluiu-se que o município de Cacoal, no que se refere à implementação do ODS 6, ainda não firmou o compromisso político para sua efetivação, bem como percebeu-se um baixo índice da sociedade na gestão dos recursos hídricos. Do ponto de vista da legislação municipal, constatou-se que, embora não possua uma legislação específica, destinou parte do Código Ambiental Municipal às Águas, para atender as necessidades locais relativas à preservação e à conservação, utilizando de forma suplementar a legislação federal e a estadual de Rondônia.
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    O município de Lajeado/RS na perspectiva do objetivo de desenvolvimento sustentável número 11 da ONU
    (2022-01) Silva, Luciane Maria da; Campos, Jéssica Mazutti Penso de; Périco, Eduardo; http://lattes.cnpq.br/4494244221645524
    No início do século XX as cidades começaram a se transformar com forte influência de fenômenos sociais como a revolução industrial, o avanço das tecnologias, o êxodo rural, as imigrações, bem como a diminuição da mortalidade e aumento da expectativa de vida. Fatos esses que contribuíram para o rápido crescimento das cidades. Os centros urbanos disponibilizaram mais oportunidades de emprego, realizações pessoais, profissionais e sociais. Mas esse desenvolvimento acentuado das cidades ocorreu de forma rápida e desordenada, concentrando elevado número de pessoas em um espaço territorial limitado. Dessa forma surgiram também muitos problemas citadinos, ou seja, da reorganização da humanidade surgiram as cidades com território limitado e grande concentração de pessoas, que exigem o consumo exagerado de recursos naturais, renováveis e não renováveis, bem como, produzem elevada concentração de resíduos. Diante dessas questões se faz necessário uma análise atenta para o desenvolvimento das cidades, sua forma de organização, seu planejamento e reestruturação a fim de adequar e qualificar os centros urbanos de forma responsável, equilibrada e sustentável. Cidades sustentáveis são aquelas organizadas de forma a ter um desenvolvimento econômico em equilíbrio com a qualidade de vida de seus habitantes, preservando o meio ambiente para presentes e futuras gerações. O direito urbanístico brasileiro preocupou-se com essa questão de desenvolvimento sustentável e disciplinou instrumentos para regular o ordenamento e o desenvolvimento urbano. Da mesma forma a Organização das Nações Unidas se esforça para incentivar o desenvolvimento sustentável nas cidades, para, a partir da união de muitas cidades em desenvolvimento sustentável, atingir o propósito de planeta mais sustentável. O objetivo do presente estudo será abordar conceitos e definições sobre o tema cidades sustentáveis, a conexão com os institutos e instrumentos do direito urbanístico para (re)organizar as cidades visando o desenvolvimento de um mundo mais ordenado e equilibrado, bem como a adequação às metas propostas na pactuação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável – ODS número 11 da ONU. Assim, propõe-se um estudo de caso, a fim de verificar a questão da sustentabilidade urbana da cidade de Lajeado/RS. Para isso foram analisados dados relativos ao contexto geral para verificar o grau de sustentabilidade atual do município de Lajeado/RS de acordo com os conceitos de cidades sustentáveis e do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) número 11, da Organização das Nações Unidas (ONU). A metodologia utilizada para atingir esse objetivo foi a quali-quantitativa, com ênfase na pesquisa bibliográfica, documental e estudo de caso. Foram avaliados dados socioeconômicos, ambientais e de mobilidade que poderiam revelar adequação no município em relação ao ODS 11. Como resultados, salienta-se a dificuldade na escolha de indicadores adequados que reflitam as metas propostas pelo ODS 11, indicando a necessidade de um esforço coletivo para definição, em nível municipal, de quais 4 indicadores devem ser selecionados. A urgência explica-se por que são as políticas municipais, que irão se refletir diretamente na qualidade de vida dos munícipes. A avaliação dos indicadores selecionados, indicam que o município de Lajeado, RS está avançando em diversos aspectos em direção ao ODS 11, porém, ainda se encontra em fase de organização e readequação em relação as metas propostas pela ONU.
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    Efeito da educação breve sobre a postura, ergonomia e qualidade de vida de ordenhadores na região do Vale do Taquari/RS
    (2022-02) Fiegenbaum, Taís Regina; Grave, Magali Teresinha Quevedo; Rempel, Claudete; http://lattes.cnpq.br/8340497822227462; Moreschi, Claudete; Capalonga, Lucas; Schwingel, Glademir
    O processo de produção de leite bovino vem em crescente aumento, sendo a agropecuária a 6a atividade com maior incidência de acidentes de trabalho que causam incapacidade permanente. A Escola Postural Breve (EPB) serve para fornecer orientações sobre a adequada adoção de posturas de forma a reduzir o desenvolvimento de dores musculoesqueléticas, sendo relevante, portanto, avaliar se este tipo de intervenção terapêutica possui influência sobre esses parâmetros. Nesta perspectiva, o presente trabalho teve por objetivo verificar os efeitos de uma EPB na qualidade de vida (QV), na percepção de dor, na ergonomia e em desvios posturais da coluna vertebral no plano sagital em ordenhadores no Vale do Taquari/RS. A pesquisa é caracterizada como experimental e teve como sujeitos ordenhadores que residiam no Vale do Taquari/RS. A avaliação foi constituída pelo preenchimento de um questionário demográfico e profissional contendo dados pessoais e profissionais, do questionário WHOQOL-bref para avaliar a QV, da avaliação postural das curvaturas da coluna vertebral por meio do cifolordômetro, e da avaliação da ergonomia pelo método Ovako Working Posture Analysis System (OWAS). Após a coleta de dados, os sujeitos foram alocados de forma randomizada em dois grupos: GE, que é o grupo da Educação Breve; e GC, que recebeu uma cartilha informativa com informações importantes sobre postura. Os incluídos no GE participaram de uma única intervenção, onde foram fornecidas informações sobre a adoção de adequadas posturas estáticas e durante o processo de ordenha. Todos os participantes foram avaliados no início do estudo e após 4 semanas da sessão de intervenção. A análise estatística foi realizada no software BioEstat (5.3), sendo primeiramente avaliada a normalidade dos dados pelo teste Shapiro-Wilk. A estatística descritiva foi utilizada para medidas de tendência central e de dispersão, e os testes t e Mann-Whitney para comparação intra e intergrupo. Não foram encontradas diferenças entre o GC e GE para as variáveis angulares de curvatura torácica e lombar, para ergonomia e para QV. Quando comparados os ordenhadores que realizavam a ordenha de forma manual com os que a realizavam de forma mecânica, foram encontradas diferenças significativas para o posicionamento das pernas (U = 1,9601; p=0,0250), peso carregado pelo trabalhador (U = 2,1653; p=0,0152) e pontuação final (U = 1,9145; p=0,0278). Dessa forma, conclui-se que não há diferença entre o GC e o GE após uma intervenção pela Escola Postural Breve.
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    Sustentabilidade em propriedades agrícolas familiares com produção de leite – estudo de caso do Cone Sul/RO
    (2019-10) Hildefonso, Diogo Mariano; Grave, Magali Teresinha Quevedo; Rempel, Claudete; http://lattes.cnpq.br/8340497822227462; Sindelar, Fernanda Cristina Wiebusch; Rother, Rodrigo Lara; Moreschi, Claudete
    Desde os anos 1990, no Brasil, tem havido mudanças significativas na produção do leite, com os preços variando livremente. Isto levou à necessidade de reestruturação desta cadeia, em virtude da competição de mercado, com um controle mais intenso e detalhado das atividades correlatas, e com a utilização de novas regras para a qualidade do produto e dos processos, nos aspectos econômico, social e ambiental. Entretanto, estes novos padrões, nem sempre são adotados/compreendidos pelos pequenos produtores, responsáveis por este importante elo da cadeia. Este estudo teve por objetivo identificar a sustentabilidade em propriedades agrícolas familiares que produzem leite, nas regiões do Cone Sul-RO considerando os aspectos sociais, econômicos e ambientais. A partir da utilização de um sistema de avaliação de sustentabilidade, por meio de procedimentos metodológicos próprios e validados, mediante uso de 23 indicadores e parâmetros específicos, buscou-se caracterizar as 36 propriedades no que tange aos aspectos ambiental, social e econômico nas localidades de Cerejeiras, Cabixi, Colorado, Vilhena, Chupinguaia, Corumbiara e Pimenteiras. A pesquisa teve caráter aplicado. Em relação aos objetivos, é descritiva; quanto aos meios, de campo, estudo de caso, valendo-se de método comparativo, de abordagem quantitativa. O índice de sustentabilidade estimado para o Cone Sul foi de 0,64, considerado regular segundo a metodologia empregada. Em relação à sustentabilidade ambiental média, os parâmetros dejetos, reserva legal e usos da terra foram avaliados como ruins, o parâmetro água como regular e os demais parâmetros todos foram considerados excelentes. Já no que tange à sustentabilidade social média, o domínio relações sociais mostrou-se excelente, enquanto todos os outros domínios foram considerados bons. Em relação à sustentabilidade econômica média, os parâmetros evolução patrimonial e serviços básicos foram considerados ruins, os parâmetros evolução tecnológica, gestão do empreendimento e sucessão familiar acabaram avaliados como regulares, e os demais parâmetros foram classificados como bons, não havendo nenhum parâmetro inadequado, ou excelente.