A narrativa contemporânea coloca em cheque o esforço do enquadramento. Delimitar os polos para as mais diferentes questões pressupõe questionamentos cotidianos: o que define gênero, por exemplo? O que é ‘ser masculino’ e ‘ser feminino’? Como se configuram a identidade e a subjetividade?

Pensar de que modo se normatiza o sentido, entender as mais diferentes manifestações relacionadas ao questionamento de uma visão binarista de mundo, discutir as resistências aos sentidos naturalizados e traçar possibilidades de novos movimentos podem ser caminhos para um emergente diálogo.

Tomado a partir de múltiplas perspectivas, em 2017 o Simpósio Diálogos na Contemporaneidade pretende provocar reflexões acerca do trans, termo originário do latim que exprime o através, o além de.

Nesse sentido, interessa aquilo que transita, atravessa, transborda ou indicia o deslocamento de posições e a transposição de identidades fixas. Tudo aquilo que transpõe significados dados, transforma, trans-significa.

Notabilizado como espaço de abertura ao exercício da alteridade e às experiências de conhecimento relacionadas aos fenômenos contemporâneos, a quinta edição do evento propõe reflexões em torno de questões de gênero, das diferentes identidades possíveis no universo contemporâneo, da problematização dos papéis impostos e esperados, dos movimentos migratórios transnacionais e das subjetividades envolvidas nesses fenômenos. Os painéis, as oficinas, as experiências artísticas e culturais e os espaços destinados ao compartilhamento da pesquisa acadêmica propiciam um local de potência.

Diálogos como metodologia, resistência e revolução micropolítica no contexto das ciências humanas e sociais.

OBJETIVOS DO SIMPÓSIO

1. Proporcionar o diálogo acerca de questões de gênero, das diferentes identidades possíveis no universo contemporâneo, da problematização dos papéis socialmente impostos e esperados, dos movimentos migratórios transnacionais e dos aspectos culturais e identitários aí envolvidos e das subjetividades relativas a esses fenômenos;

2. Refletir acerca das experiências de conhecimento e trocas em torno das transversalidades contemporâneas;

3. Pensar de que modo se normatiza o sentido de sexo, gênero e sexualidade e discutir as resistências ao sentido naturalizado desses fenômenos;

4. Traçar as condições de possibilidades de novos movimentos na atualidade.

PÚBLICO-ALVO

Estudantes de graduação e pós-graduação, professores, artistas, profissionais das diversas áreas do saber e comunidade interessados na discussão sobre as transversalidades contemporâneas.



11 a 15 de setembro de 2017

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