Ambiente e Desenvolvimento

URI Permanente para esta coleção

Navegar

Submissões Recentes

Agora exibindo 1 - 5 de 75
  • Item
    Acesso Aberto
    ETNOBOTÂNICA E ETNOFARMACOLOGIA DE PLANTAS MEDICINAIS UTILIZADAS NA MICRORREGIÃO DE ALTA FLORESTA – MATO GROSSO
    (2024-01) TEIXEIRA, MARIA ILMALUCIA; KAUFFMAN, CARLA; PÉRICO, EDUARDO; http://lattes.cnpq.br/4494244221645524; HOENE, LUCÉLIA; LOHMANN, PAULA; SILVEIRA, ELIANE FRAGA DA
    As plantas medicinais são definidas como espécies vegetais, cultivadas ou não, com fins terapêuticos. Nesse sentido, a etnobotânica e a etnofarmacologia são ciências que se complementam, permitindo a manutenção dos conhecimentos tradicionais e sua interação com o avanço da ciência. As plantas medicinais fazem parte da evolução do homem e da sociedade, uma vez que o uso de produtos provenientes da natureza sempre foram e continuam sendo recursos basilares terapêuticos empregados no trato da saúde do homem. Em áreas com grande diversidade, como a Amazônia, o leque de recursos pode derivar num maior uso e conhecimento de plantas medicinais. Nas comunidades rurais e indígenas, conhecimentos acerca das funções de plantas terapêuticas, instruções de como cuidar dos doentes que ali habitam e conhecimentos rotineiros (plantar e colher) são transmitidos de geração em geração. Nesta tese, na perspectiva do estudo da etnobotânica e da etnofarmacologia, buscamos a caracterização do uso de espécies vegetais cultivadas na zona rural e urbana, incluindo grupos tradicionais como os raizeiros, dos municípios de Alta Floresta e Carlinda, Mato Grosso, Brasil, no bioma amazônico (sul da Amazônia). Os resultados da pesquisa mostraram a importância e a abrangência dos conhecimentos dos povos originários na medicina tradicional da região. Além disso, observamos uma forte relação entre as plantas usadas por eles e as registradas para a região, o que indica uma relação uso-recurso, que favorece a conservação e a valorização não só do conhecimento, mas também do recurso. Outrossim, foi possível comparar o conhecimento de comunidades rurais e urbanas, visto que o uso de plantas medicinais tornou-se uma alternativa para o eixo social, no cuidado da saúde. Foi possível observar como as características socioeconômicas determinaram as principais diferenças entre as comunidades, em termos de religião, idade, renda, etc. Portanto, concluímos que o conhecimento tradicional de uso de plantas medicinais é essencial para a sociedade e muito mais para uma região com alta biodiversidade, como o sul da Amazônia, que pode servir como fonte para futuras pesquisas farmacológicas
  • Item
    Acesso Aberto
    ARQUEOLOGIA DOS POVOS INDÍGENAS JÊ DO BRASIL MERIDIONAL: UM ESTUDO TEÓRICO SOBRE AS NARRATIVAS HISTÓRICAS E AMBIENTAIS
    (2023-01) Oliveira, Kelly de; Machado, Neli Teresinha Galarce; http://lattes.cnpq.br/6666207712034183; Copé, Silvia Moehlecke; Carbonera, Mirian; Laroque, Luís Fernando da Silva
    Esta tese possui como objeto de estudo o legado da produção bibliográfica arqueológica referente aos Jê Meridionais, mais especificamente, a chamada tradição ceramista Taquara, denominação dada ao coletivo humano que ocupou o Estado do Rio Grande do Sul. O objetivo principal é observar os autores e suas narrativas e refletir sobre o conteúdo dos trabalhos científicos acerca da criação da tradição. A pesquisa se caracteriza como quali-qualitativo, de caráter exploratório e de natureza descritiva e está dividido em três momentos: investigação teórica, levantamento documental e análise dos documentos. A perspectiva deste estudo é interdisciplinar, ainda que a sua redação advenha da senda da Arqueologia e a base de formação da pesquisadora se ancore na História. Por meio de um levantamento bibliográfico que se intercalou entre os anos de 2019 e 2021, foram selecionadas 101 produções científicas, destas 53 foram apuradas por meio de plataformas de busca especializadas na Internet e 48 são documentos físicos depositados em arquivo. Juntas as obras perfazem um total de 43 autores e cobrem 60 anos de estudo. Para proceder a uma leitura e exame coerentes dos diversos documentos, foi elaborado primeiramente um banco de dados, onde foram elencadas 3 categorias de averiguação: Constructo, Contexto e Análise. Como se constatou, são publicações com diversas características e temas variados que seguem por diferentes referenciais teóricos, que vão se ampliando ao longo do tempo. No entanto, por meio de uma revisão teórica é possível distinguir um plano de fundo sobre o qual todas as produções desenvolveram-se: Histórico-Culturalismo, Processualismo e Pós-processualismo. De maneira síncrona à revisão, se observou que dentro de um período equivalente a duas décadas, relativos eventos como mudanças no conteúdo e interpretação, poderiam ser lidos como indicadores de eventuais alterações epistemológicas. Tomando por base esses dois critérios optou-se por dividir todo o acervo selecionado em três “blocos temporais” para melhor exame: Bloco 1: 1960-1970 (26 obras e 8 autores); Bloco 2: 1980-1990 (22 obras e 6 autores) e Bloco 3: 2000-2021 (54 obras e 29 autores). Para cada bloco se dispôs uma lista de autores representantes do período e sua respectiva criação. Ainda trago uma síntese sobre cada obra onde disponho os dados elementares como a estrutura organizacional do trabalho, o objeto de análise, a problemática, a contextualização, o resultado e conclusão. Por meio dessa ordenação é possível divisar a maneira como os discursos vão se alterando ao mesmo tempo em que sofrem a influência dos respectivos referenciais teóricos, que vão agindo para a formação da narrativa. Por fim, tendo acompanhado os discursos individuais, identifiquei que dois elementos foram sempre prestigiados, o Ambiente e a Cultura Material, utilizados para destacar as dinâmicas das relações das populações humanas com o seu meio ambiente. Dessa forma, baseando-me na História Ambiental e na Arqueologia da Paisagem examinei como os pesquisadores fizeram usos dos termos e os relacionaram em suas investigações, ao mesmo tempo, exponho o quanto os termos variaram e tornaram-se cada vez mais complexos no decorrer da construção da narrativa
  • Item
    Acesso Aberto
    ANÁLISE DA PERCEPÇÃO AMBIENTAL SOBRE A ÁREA DE PROTEÇÃO AMBIENTAL MUNICIPAL DO INHAMUM, CAXIAS, MARANHÃO
    (2023-11) Oliveira, Ricardo Bezerra De; Machado, Neli Teresinha Galarce; Jasper, André; http://lattes.cnpq.br/6553779481379743; Périco, Eduardo; Osterkamp, Isa Carla; Lima, Luciana Batista
    A proteção jurídica e patrimonial do meio ambiente natural significa, na perspectiva interdisciplinar e multidimensional das Ciências Ambientais, a garantia da manutenção do equilíbrio ecológico, da qualidade e da diversidade ambiental, prevista no artigo 225, caput, da Carta Magna de 1988. Constata-se, pois, uma crise socioambiental que se alastra pelas fronteiras globais atingindo, sobretudo, as Unidades de Conservação em razão da fragmentação da cidadania, da justiça e da percepção ambiental das instituições sobre o reconhecimento patrimonial dessas áreas. É uma crise de efeitos progressivos que destrói Reservas Ecológicas, Áreas de Preservação Permanente e Unidades de Conservação que formam a história e a memória ambiental, representando, nesse contexto, uma verdadeira crise de civilização, inclusive, no âmbito dos processos ambientais. A Área de Proteção Ambiental do Inhamum é uma Unidade de Conservação Municipal situada na cidade de Caxias, no Estado do Maranhão, que poderá sofrer os efeitos desta crise. Como problematização central da pesquisa investigou-se como os atores sociais da justiça local têm percebido o Patrimônio Ambiental na área de Proteção Ambiental do Inhamum, Caxias, Maranhão, no que tange ao seu reconhecimento, defesa, proteção e promoção? Os atores sociais públicos da Justiça Ambiental no Município de Caxias – juízes, promotores da justiça estadual, procuradores federais e advogados membros da Comissão temática de Meio Ambiente - estão localizados na chamada “Cidade Judiciária”, e são responsáveis pela defesa desses espaços. Diante disso, por objetivo geral fez-se necessário analisar a Percepção Ambiental dos atores sociais da justiça local sobre a área de Proteção Ambiental Municipal do Inhamum, Caxias, Maranhão, enquanto Patrimônio Ambiental Municipal, identificando os elementos socioambientais da área de proteção; compreendendo o seu processo de evolução normativa para Proteção do Patrimônio em face dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável na Agenda 2030; identificando, ainda, o perfil formativo e educativo desses atores, seus movimentos perceptivos e as suas construções de pertencimento em face desta área. Do ponto de vista metodológico, quanto ao método ou tipo de pesquisa, recorreu-se ao estudo de caso, através de uma pesquisa descritiva explicativa, em que se analisaram os elementos relacionados ao fenômeno da Percepção Ambiental Patrimonial. O delineamento técnico estrutural da pesquisa foi representado, também, pela pesquisa bibliográfica e documental. Para realizar o estudo utilizou-se, a pesquisa de levantamento ou survey, por meio de aplicação de questionários semiestruturados. Quanto ao modo de ser abordada, a pesquisa assumiu uma formatação quali-quantitativa. Os resultados da pesquisa demonstraram que percepções ambientais fragmentadas, desprovidas de interações com as áreas ambientais com as quais se decide ou se postula, podem gerar erros e danos processuais coletivos na seara ambiental, exigindo-se com isso um realinhamento funcional e postural com o ODS 16 – Paz, Justiça e Instituições Eficazes, qual seja, uma maior qualidade e eficiência nas decisões judiciais ambientais. Apesar de possuírem competência legal para decidirem ou postularem sobre a APA do Inhamum, uma parcela significativa dos sujeitos entrevistados não conhece, integralmente e em profundidade, a Unidade de Conservação Local ou, apenas, já ouviu falar vagamente sobre a área, o que demonstrou possuírem um tecido perceptivo fragmentado. Os sujeitos da justiça ambiental reconheceram que o Patrimônio Ambiental, no município de Caxias, não está preservado, necessitando de intervenções conjuntas. A construção de Percepções Ambientais – condignas com as causas ambientais – constitui-se como elemento cognitivo e efetivo de filtragem constitucional ambiental para o acesso a uma ordem jurídica mais justa, do ponto de vista ecológico, para as presentes gerações e para as gerações futuras.
  • Item
    Acesso Aberto
    SEPARAÇÃO DE PROTEÍNAS DA CLARA DO OVO DE GALINHA POR MEMBRANAS FILTRANTES E ANÁLISE DO SEU POTENCIAL ANTIMICROBIANO
    (2023-10) Oberherr, Renata; Stülp, Simone; http://lattes.cnpq.br/1793007242678493; Konrad, Odorico; Heidrich, Daiane; Lara, Daniela Mueller De
    As mudanças nas formas de produção têm ganhado destaque devido à crescente integração de produtos naturais nos processos industriais. Essas mudanças têm sido impulsionadas, principalmente, pela mudança de atitude dos consumidores em relação ao meio ambiente, à sustentabilidade e à segurança alimentar. Nesse contexto, os agentes antimicrobianos são uma alternativa e agem preservando os alimentos, limitando o crescimento dos microrganismos patogênicos. Dentre eles, as proteínas ou concentrados protéicos, provenientes da clara do ovo de galinha ocupam lugar de destaque, pois além de ser excelente fonte de proteínas a clara do ovo também contém um arsenal de moléculas antimicrobianas. Assim, este estudo teve como objetivo central a concentração de proteínas com potencial antimicrobiano presentes na clara do ovo de galinha, com posterior avaliação da eficácia antimicrobiana dessas proteínas frente a microrganismos patogênicos comuns na indústria alimentícia. Para atingir esse objetivo, realizou-se a concentração das proteínas da clara de ovo, tanto da forma pasteurizada quanto in natura. Utilizamos uma série de etapas de ultrafiltração, empregando membranas orgânicas de polietersulfona com diferentes tamanhos de poros (200 kDa, 50 kDa e 20 kDa) em uma planta piloto de bancada. Inicialmente foram testadas condições para determinação dos parâmetros ótimos de operação do sistema (pressão, velocidade de agitação e solução de alimentação). Os ensaios ocorreram em temperatura ambiente e as alíquotas das proteínas de interesse (avidina, ovotransferrina e lisozima) foram coletadas nos ciclos intermediário e final dos processos de ultrafiltração (UF). Com os parâmetros de operação definidos pressão de 5 bar, 15 rpm de velocidade de agitação, e solução de clara de ovo in natura, as amostras foram dessalinizadas utilizando tecnologia de diálise com membrana semipermeável e secas por meio da técnica de liofilização. Análise cromatográfica em condição de fase reversa foi realizada para identificação e quantificação dos concentrados proteicos. A atividade antimicrobiana foi realizada utilizando a metodologia de microdiluição em placa de 96 poços, adaptada de Clinical and Laboratory Standards Institute (CLSI, 2012) frente a microrganismos patógenos de interesse da indústria de alimentos como Listeria monocytogenes, Staphylococcus aureus, Bacillus cereus, Bacillus cereus isolado ambiental, Escherichia coli, Salmonella enteritidis. A etapa de dessalinização ocorreu ao longo das etapas de UF. Pode-se observar que a concentração de íons sódio foram reduzidas nas correntes de interesse retentado (50 kDa) e permeado (20 kDA) na ordem de 96,25% e 98,01%, respectivamente. Com a dessalinização essa concentração foi reduzida para 8 mg/L. Os picos cromatográficos foram identificados em tempos de retenção de 11,99 min e 11,09 min para etapas intermediária e final, respectivamente. Através da medição das áreas dos picos formados, foi possível calcular a concentração das proteínas de interesse. No último estágio de filtração, a lisozima foi concentrada a 9,83 mg/L, enquanto nas etapas intermediárias, as concentrações de lisozima (LZ) e ovotransferrina (OVT) atingiram 35,99 mg LZ/L e 95,50 mg OVT/L, respectivamente. As amostras então foram testadas em microrganismos da indústria láctea e cárnea e pode-se observar que não houveram diferenças significativas entre as amostras avaliadas. Entretanto, quando comparada a amostra da retentada e o padrão comercial LZ, observou-se diferença significativa, especialmente para B. cereus e E.coli. Logo o resultado acima obtido foi adequado para o objetivo proposto.
  • Item
    Acesso Aberto
    PERIGO E RISCO DE INCÊNDIOS VEGETACIONAIS EM BACIAS HIDROGRÁFICAS COM DIFERENTES NÍVEIS DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL, NO SUDESTE DA AMAZÔNIA
    (2023-10) Silva, Wanderson Carvalho Da; Jasper, André; http://lattes.cnpq.br/6553779481379743; Souza, Adilson Pacheco De; Oliveira, Rodrigo Rafael Souza De; Machado, Neli Teresinha Galarce
    O estudo teve como objetivo avaliar as relações existentes entre os elementos do clima e a sazonalidade de índices de perigo de incêndios e da ocorrência de focos de calor, bem como, mapear os riscos de ocorrência incêndios vegetacionais em bacias hidrográficas da região Sudeste da Amazônia brasileira, afluentes do rio Xingu. Inicialmente, foi realizada a caracterização ambiental e da ocupação e cobertura da terra nas bacias de interesse. Na sequência, com dados meteorológicos diários de 63 estações meteorológicas automáticas da rede de estação do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) e do Agritempo/EMBRAPA, foram avaliados os índices de perigo de incêndio de Angstrom, FMA+ e P-EVAP. As três áreas apresentaram sazonalidade climática semelhante, com estação chuvosa entre outubro e abril, e, a estação seca entre maio e setembro. Dessa forma, os índices de perigo de incêndio demostraram semelhanças sazonais. Angstrom demonstrou que entre junho e setembro, o número de dias com perigo de incêndio é igual ou superior a 84%. O índice FMA+, apontou nesse mesmo período, 100% dos dias, independentemente da bacia hidrográfica, estão nas classes de perigo alto e muito alto. O índice P-EVAP, revelou que entre junho e agosto, 97,43% dos dias apresentam perigo alto ou muito alto de incêndio. Em média, 92,8%, 70,9% e 89,1% dos focos de calor ocorreram nos meses de estiagem para as bacias hidrográficas dos rios Culuene, Comandante Fontoura e Fresco, respectivamente. O índice de perigo de incêndio P-EVAP, conforme os valores do Skill Score e da porcentagem de sucesso exibiu os melhores resultados. Posteriormente, realizou-se um mapeamento dos riscos de ocorrência de incêndios vegetacionais nas áreas, com o auxílio de técnicas de geoprocessamento realizou-se o cruzamento de nove variáveis ambientais afim de se alcançar um mapa de risco de ocorrência de incêndios vegetacionais. As variáveis ambientais foram reclassificadas conforme sua relevância para o risco de ocorrência de incêndios vegetacionais e as análises e ponderações seguiram o método Analise Hierárquica de Processos – AHP. A metodologia AHP foi eficiente e os risco alcançados nas três sub-bacias foram divididos em cinco classes de risco: baixo, moderado, alto, muito alto e extremo. Na sub-bacia hidrográfica do rio Culuene o período com mais risco de ocorrência de incêndios vegetacionais vai de maio a setembro. Para sub-bacia hidrográfica do rio Comandante Fontoura o intervalo de maior risco para acontecer incêndios está compreendido entre maio e outubro. Já para a sub-bacia hidrográfica do rio Fresco, os meses de junho, julho e agosto são os que tem maior risco de registrarem a ocorrência de incêndios vegetacionais. Os Focos de calor acontecem em maior número nos meses e nas regiões indicadas no mapeamento como de maiores riscos. Para a sub-bacia hidrográfica do rio Culuene os focos de calor têm ocorrência concentrada nos meses de julho e agosto e 99,72% ocorrem em áreas pertencentes as classes de risco muito alto e extremo. Por sua vez, a sub-bacia hidrográfica do rio Comandante Fontoura tem os focos de calor ocorrendo em volume maior entre junho e outubro e 98,14% destes, acontecem em áreas das classes de risco alto e muito alto. Já na sub-bacia hidrográfica do rio Fresco o maior número de focos de calor é registrado em agosto e setembro, quando 96,32% dos focos são registrados em áreas das classes de risco alto e muito alto.