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Renda de quem tem ensino superior é em média 5,7 vezes a de quem não tem

Postado por Luiz Guilherme Gerbelli (G1) - Assessoria de Imprensa da Univates (adaptado)

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Ter um diploma de curso superior 🎓 não é garantia de emprego, mas coloca o trabalhador em vantagem salarial 💸💸 cada vez maior. Um trabalhador com ensino superior completo recebe, em média, 5,7 vezes o rendimento de um brasileiro com até um ano de estudo. O aumento dessa disparidade é mais um dos efeitos perversos provocados pela crise econômica: os brasileiros que foram para a escola por menos tempo têm sido os mais prejudicados pela piora no mercado de trabalho.

Tuane Eggers

Atualmente um trabalhador com ensino superior completo tem um rendimento médio de R$ 4.911,66 🙃, enquanto um brasileiro com até um ano de estudo ganha R$ 859,81. Os dados constam em um estudo feito pelo pesquisador Sergio Firpo, professor do Insper.

Ana Luísa de Mattos Reckziegel

Segundo o professor do Centro de Gestão Organizacional da Univates Samuel Martim de Conto, a realidade no Vale do Taquari não é diferente. Conforme dados coletados na base do Ministério do Trabalho, referente aos trabalhadores formais atuando nas organizações da região em 2016, aqueles que possuíam Ensino Superior completo recebiam em média quase o dobro daquele trabalhador com Ensino Médio completo.

Quanto mais anos de estudo os trabalhadores formais possuem, maiores são as possibilidades de ter melhor remuneração. Os resultados, porém, também sinalizam que não basta ‘apenas’ ter o diploma na mão, mas também possuir habilidades e competências que o mercado demanda. Assim, conclui-se que o diploma Superior não é garantia de melhor rendimento, mas haverá muito mais possibilidades de isso ocorrer do que aquele que não possuir um curso Superior
explica Samuel Martim de Conto, professor do CGO

Ocupação despenca para os menos escolarizados

Com a recessão e a lenta saída da crise econômica, os trabalhadores com menos escolarização foram os mais prejudicados pelo fechamento de postos de trabalho 💼🚫. No primeiro trimestre deste ano, a ocupação para os trabalhadores sem instrução ou com menos de um ano de ensino recuou 19,9% na comparação com o mesmo período de 2017. Entre os brasileiros que concluíram o ensino médio, a ocupação cresceu 2% 👎 neste ano e, para os trabalhadores com ensino superior, o avanço foi de 5,3% 👍.

 

Elise Bozzetto

Durante a crise de 2015 e 2016, houve forte perda de vagas pelas pessoas com menor escolaridade. Elas acabaram sendo mais prejudicadas
afirma a economista e sócia da Tendências Consultoria Integrada Alessandra Ribeiro

Além de enfrentar um mercado de trabalho mais restrito ou que cresce num ritmo mais fraco, os trabalhadores menos escolarizados ainda viram a concorrência aumentar. Nos últimos anos, os brasileiros estão passando mais tempo na escola - em média 9,1 anos - e, portanto, hoje há mais trabalhadores com alguma qualificação melhor para um mercado reduzido.

Os dados da última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) sobre educação revelaram, por exemplo, que a quantidade de brasileiros com mais de 25 anos e que concluiu ensino médio era de 26,3%. A fatia de brasileiros com ensino superior é de 15,3%, enquanto a quantidade de brasileiros sem instrução ou com menos de um ano de estudo ficou em 11,2%.

Confira a matéria original produzida pelo G1 aqui. 💻

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