Rodrigo Pires: os impactos da tecnologia na Medicina

Postado em 08/10/2016 11h46min e atualizado em 26/02/2018 14h09min

Por Paloma Driemeyer Valandro

Inovação e impactos da tecnologia são perceptíveis nas mais diversas áreas, inclusive na Medicina. E este foi o campo abordado pelo profissional de Medicina Interna e Infectologia, Rodrigo Pires dos Santos. Ele proferiu na manhã deste sábado, dia 8, durante o CRIExp, a palestra “Como a Inovação está Impactando na Medicina”.

Na sua fala, Pires tratou sobre problemas e soluções, especialmente no que se refere à infectologia e à higienização das mãos para o tratamento de pacientes. “Higienizar dentro do hospital é diferente de higienizar em casa. É preciso lavar as mãos para proteger o paciente. O risco não é para nós. É um ato muito importante para a saúde do paciente”, comentou o profissional.

Ele vê, hoje, a prevenção como foco e a telemedicina como uma solução mais rápida. “É um processo que evoluiu muito, especialmente nos últimos 10 anos”, reforçou. Junto de outros profissionais, Pires é um dos idealizadores da Qualis, uma empresa que oferece ao mercado, através da Plataforma Portal Qualis, assessoria para o Controle de Infecções Hospitalares e Controle de Antimicrobianos. O empreendimento é sucesso no que diz respeito ao tratamento de pacientes, prevenção de infecções, redução do consumo de antimicrobianos, redução de resistência bacteriana e redução de custos com medicamentos.

A teleinfectologia foi a forma que Pires e demais profissionais encontraram para inovar na área da telemedicina. Através do projeto, são cerca de 12 instituições atendidas no Brasil. “É preciso investir na precaução através da tecnologia, uma vez que hoje existem diversos aplicativos que buscam prevenir as infecções”, apontou. Além da Qualis, Pires quer desenvolver, ainda, o projeto Personal Infection Control System (PICS), que seria um controle de infecção pessoal, buscando identificar riscos.

Pires reforçou que a telemedicina é um recurso muito atual. “Não vai resolver tudo, mas vai auxiliar pela falta de profissionais nas casas hospitalares. As coisas vão evoluir bem, mas com calma”, opinou, acrescentando que a tecnologia vai agilizar o processo, independentemente da área. Por meio dos avanços tecnológicos, aos quais o profissional julga que diversos ramos precisam ficar atentos e fazer as adequações, hoje já é possível monitorar, prestar assistência e interpretar resultados de exames à distância.

Rodrigo Pires é doutor em Clínica Médica pela UFRGS. O profissional também é professor de Epidemiologia da Fundação Universitária de Cardiologia, e chefe da Comissão de Controle de Infecção do Hospital de Clínicas de Porto Alegre e do Instituto de Cardiologia.

Texto: Paloma Driemeyer Valandro

Tuane Eggers

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Paloma Driemeyer Valandro