Utilizamos cookies neste site. Alguns são utilizados para melhorar sua experiência, outros para propósitos estatísticos, ou, ainda, para avaliar a eficácia promocional do nosso site e para oferecer produtos e serviços relevantes por meio de anúncios personalizados. Para mais informações sobre os cookies utilizados, consulte nossa Política de Privacidade.

Exatas, Fisioterapia

Realidade Virtual e Fisioterapia: uma relação que dá certo

Por Artur Dullius

Postado em 02/05/2018


Compartilhe

Do que a tecnologia é capaz? Talvez essa seja uma pergunta sem resposta, ou então seja mais fácil falarmos do que ela não é capaz. O certo é que se torna difícil mensurar todos os impactos causados por ela. O que sabemos é que, de uma forma ou de outra, independente da área a que se refere, o ser humano sempre será impactado pelas suas transformações.

Ela já está aí e sabemos que não há como fugir. Em um piscar de olhos ficamos dependentes de algo que se renova a todo momento. Se pararmos para pensar, podemos dizer que foi ela a grande responsável por facilitar a comunicação entre as pessoas. Mas, por outro lado, também é apontada como culpada por enfraquecer as relações entre as pessoas. Estranho, não é mesmo?

A cada dia, novas possibilidades surgem por meio da tecnologia e resta a nós sabermos aproveitá-las da melhor forma. A Realidade Virtual, por exemplo, uma das mais recentes e emergentes tecnologias, já é foco de muitas discussões. Enquanto algumas pessoas ainda desconhecem as suas funcionalidades, outras já a utilizam a favor da aprendizagem.

Mas o que de fato é a RV?

Caracterizada por fazer uso de ambientes virtuais imersivos, nos quais os usuários podem interagir e “viver” um verdadeiro mundo à parte, a Realidade Virtual proporciona a vivência de experiências diferenciadas, permitindo a navegação e a imersão em cenários distintos. Para criar a sensação de realidade, é necessário, no entanto, o uso de alguns dispositivos. Os óculos Rift são um exemplo de dispositivo utilizado, mas, claro, existem diversos modelos.

Dentre as diferentes utilidades uma das primeiras áreas a se beneficiar foi a de ensino, especificamente com simuladores de voo. Com a utilização da RV inúmeros cenários podem ser simulados e executados repetidas vezes, por diversas pessoas. Assim, se torna um meio barato e aumenta consideravelmente as possibilidades de treino, sem risco ao participante. Além disso, atualmente ela também ganha força com a utilização de simuladores da área naval e da saúde (para realização de procedimentos médicos).

A RV na saúde

Na saúde sua aplicação acontece em diferentes momentos, seja para a prevenção de enfermidade ou então para a recuperação delas. Cada vez mais aplicativos são desenvolvidos, em uma forma de unir as áreas da saúde e de tecnologia da informação. A Laparoscopia (procedimento cirúrgico) pode ser um grande exemplo de utilização da Realidade Virtual no ensino em saúde.

A realização desse tipo de procedimento exige um cuidado minucioso, tanto do corpo humano, dos equipamentos utilizados quanto da técnica empregada. Atualmente os alunos de medicina ou descobrem e experimentam isso na prática (diretamente com o paciente) ou então a utilização da Realidade Virtual/Aumentada, que provê um ambiente seguro de simulação para os alunos em seu aprendizado.

Além disso, a anatomia, como ciência básica, é uma das primeiras disciplinas cursadas por estudantes da área da saúde. O estudo dos ossos marca o contato inicial do acadêmico com essa nova área da ciência, e por isso é comum que apresentem dificuldades na aprendizagem.

Já em funcionamento

Nesse contexto podemos citar o aplicativo Esqueletek, que possibilita, com o uso de um smartphone e um óculos de Realidade Virtual, visualizar  três estruturas ósseas: o crânio, a caixa torácica e o braço. Guiado por um cursor central no cenário, o programa garante ao usuário a identificação do nome de cada osso, rotacionando os elementos livremente.

Professor do curso de Fisioterapia da Universidade, Eduardo Sehnem diz que atualmente avanços significativos na ciência ocorrem somente mediante a integração entre diferentes áreas. Para ele, a área da saúde como um todo depende muito das áreas tecnológicas para progredir em alguns campos.

A imersão do estudante em um ambiente simulado contribui diretamente para que ele foque no objeto de estudo. Nossos estudantes são diferentes daqueles de uma década atrás. Estimulá-los pelas novas tecnologias em ambiente de aula contribui para a formação de um vínculo mais forte com suas realidades, dando significado à aprendizagem Eduardo Sehnem, professor do curso de Fisioterapia da Univates

Fique por dentro de tudo o que acontece na Univates. Escolha um dos canais para receber as novidades:

Compartilhe

voltar