Última chamada: intercâmbio acadêmico recebe inscrições para vagas remanescentes

Postado as 08/04/2019 11:10:24

Por Natália Bottoni

Tuane Eggers

Preparar, apontar, decolar! Esta é a última chamada da Diretoria de Relações Internacionais (DRI) da Univates para a inscrição de alunos para intercâmbio acadêmico em 2019B. Até o dia 15 de abril, as inscrições para vagas remanescentes estão abertas para os cursos de graduação clicando aqui e para os técnicos neste link.

Os alunos dos cursos de graduação presencial e a distância podem escolher entre 34 instituições de ensino em 17 países. Há oportunidades com bolsa-auxílio na Argentina, Colômbia e na Suíça. Confira o edital clicando aqui. Já os estudantes dos cursos técnicos têm a oportunidade de estudar por um semestre no Instituto Politécnico de Leiria, em Portugal. O edital pode ser conferido aqui.

Dúvidas podem ser esclarecidas com a DRI da Univates pelo telefone (51) 3714-7019 ou pelo e-mail intercambio@univates.br.

Para Mariel, a experiência de intercâmbio foi transformadora

Divulgação

A ideia de sair do país, fazer uma grande viagem, conhecer pessoas estrangeiras e seus costumes sempre entusiasmou a estudante de Engenharia Civil da Univates Mariel Duarte Pereira, que costumava acompanhar as possibilidades de mobilidade acadêmica divulgadas pela DRI.

A questão financeira era um obstáculo. A partir da oferta de bolsa-auxílio, no segundo semestre de 2018 Mariel pôde fazer intercâmbio na Universidad Nacional de Cuyo, em Mendoza, na Argentina. “Além do português, eu só falava inglês. Sempre gostei muito do espanhol, porém só sabia o básico”, conta. Essa dificuldade não a atrapalhou, pois mesmo no início do intercâmbio conseguia entender o que os argentinos falavam. “Se alguém tem medo de ir por causa da língua, eu garanto que isso não é uma barreira”, justifica.

Na faculdade, os professores e colegas tinham interesse em ajudar em qualquer dúvida que fosse. Sobre a cidade, Mariel comenta que é planejada e organizada. “A infraestrutura urbana é de encher os olhos. A água para eles é sagrada, já que a região apresenta escassez desse recurso natural, então ela é muito valorizada e há dutos por toda a parte para preservar as árvores”, afirma.

A intercambista conta que a experiência foi transformadora. Sua mente “abriu” e ela passou a enxergar o mundo e as pessoas de forma diferente. “É como se quando estava em casa tivesse noção de como o mundo é diverso, mas não houvesse uma real noção. Tomei uma consciência verdadeira da imensidão que existe fora do ‘meu mundo’”, explica. Além de ter amadurecido durante esse período, seus valores mudaram e a importância que dá para as pequenas coisas da vida também.

Atrelada a isso está a confiança pessoal. “Para quem mora com a família é uma grande evolução, pois é uma oportunidade de se virar sozinho. Se eu não fosse comprar comida e cozinhar, por exemplo, não teria nada para comer. Da mesma forma, se não lavasse a roupa, não teria o que vestir. São pequenas mudanças que fazem uma grande diferença”, relata Mariel.

No intercâmbio, a aluna conheceu pessoas de diferentes lugares do mundo. “A diversidade é ótima, pois todos estão na mesma situação que você, assim há um acolhimento mútuo e nascem grandes amizades”, resume. Estar inserida nesse contexto, abraçar e olhar no olho de pessoas reais, “colocar os pés na terra”, foram algumas das vivências de Mariel. “Para quem pensa em fazer intercâmbio e tem dúvidas, eu diria: jogue-se de cabeça. Dúvidas e incertezas sempre existirão e eu garanto que quando passarem o saldo só será positivo”, conclui.