Curso de Medicina da Univates completa cinco anos

Postado as 09/04/2019 11:21:38

Por Natália Bottoni

Divulgação

Juliana Ribas Escosteguy faz parte da primeira turma do curso de Medicina da Univates. Cinco anos depois, a fonoaudióloga considera a Instituição como sua segunda casa, já que mora em Porto Alegre e durante a semana fica em Lajeado. A sua formatura ocorre em dezembro de 2019.

Para Juliana, cursar Medicina é um sonho desde a infância. Durante a graduação, ela aprendeu sobre as diversas áreas da medicina. Teve contato com equipes interdisciplinares e entendeu a importância de respeitar todos os profissionais e pacientes, “afinal, são pessoas integrais. As doenças físicas são perceptíveis, mas também há as questões emocionais, psicológicas, ambientais, sociais e espirituais, que influenciam não somente no curso da patologia, mas também no vínculo médico e paciente e no sucesso do tratamento”, justifica a acadêmica.

Hoje Juliana está no sexto e último ano do curso. Nos dois últimos anos da graduação, os estudantes participam do Estágio Curricular Supervisionado Obrigatório (Ecso/Internato), que oferece a eles uma visão generalista e o contato com diversas áreas da Medicina. Não há mais aulas teóricas, somente seminários eventuais, e os acadêmicos atendem pacientes das seis áreas: saúde da mulher, saúde da criança, clínica médica, clínica cirúrgica, urgência e emergência e saúde e sociedade.

Corpo docente

Ana Amélia Ritt

Adriane Pozzobon acompanha desde o início o curso de Medicina da Univates e ajudou a elaborar o currículo da formação. Coordenadora dos módulos de Morfologia I e II e Bases Fisiológicas e Bioquímicas I e II, ela também é bióloga e biomédica, tem doutorado em Fisiologia e ministra os conteúdos de Biologia Molecular, Anatomia e Fisiologia.

“A Instituição investe em um corpo docente qualificado, com experiência na prática médica e na carreira acadêmica. O Centro de Ciências Médicas (CCM) fornece todo suporte necessário aos docentes, sendo oferecidas atualizações pedagógicas por meio de fóruns e oficinas para aprimorar os processos de ensino e de aprendizagem. Nós, professores dos módulos, nos reunimos para discutir a construção e elaboração dos conteúdos, cronogramas e avaliações”, explica Adriane. Segundo dados referentes a 2018A, 66% do corpo docente são mestres e doutores e 34% são especialistas.

O que mudou em cinco anos?

Nicole Morás

Nesses cinco anos do curso de Medicina da Univates, o coordenador, Luiz Fernando Kehl, lembra da implementação dos Laboratórios de Anatomia, de Fisiologia, de Simulação Realística e de Habilidades Cirúrgicas e do Ambulatório de Especialidades Médicas.

De inovação, aponta a utilização da Simulação Realística, que é uma metodologia apoiada por tecnologias que, por meio de cenários clínicos, replicam futuras experiências do mercado de trabalho do profissional da área médica. Também é de notoriedade as provas de Exame Estruturado de Habilidades Clínicas (Osce) e o laço do curso com as áreas básicas de saúde da cidade de Lajeado. A diretora do CCM, Maria Isabel Lopes, destaca a atividade “Diversity Dialogues in Medicine”, em que ocorrem discussões científicas entre estudantes, residentes e médicos relacionadas com a ciência médica e utilizando a língua inglesa como base.

Segundo Kehl, o mercado de trabalho está demandando profissionais cada vez mais qualificados, o que leva ao aperfeiçoamento constante dos métodos de ensino. “No Vale do Taquari, todas as cidades estão aptas a receber nossos profissionais, na dependência da qualificação profissional a ser trilhada pelo médico”, afirma.

Eventos sediados e palestrantes reconhecidos

Entre os eventos de destaque já sediados na área pela Univates, Kehl lembra da 20ª edição do Congresso Gaúcho de Educação Médica, que ocorreu em agosto de 2018. O encontro abordou o futuro da profissão e o papel dos professores na formação dos médicos, reunindo acadêmicos, professores e profissionais da área da saúde de todo o Estado.

Além disso, palestrantes reconhecidos já estiveram na Univates, como o doutor norte-americano Robert S. Janett, professor assistente da Escola Médica de Harvard, que funciona no Hospital Cambridge. Também o Fábio Gandour, membro da IBM Academy of Technology e da New York City Academy of Sciences.


Por que fazer Medicina na Univates?

Contato com a comunidade

Ana Amélia Ritt

Kehl afirma que durante a graduação estimula-se a realização de atividades com forte inserção comunitária. “Temos procurado parcerias com hospitais de qualidade, como o Grupo Hospitalar Conceição e o Hospital Independência, ambos de Porto Alegre, e o Hospital Universitário, de Santa Maria”, conta.

Atrelados a isso estão os projetos de extensão voluntários, que foram pensados por estudantes de Medicina da Univates. Entre eles está o projeto “E Seu Sorrir?!”, que busca levar sorrisos aos pacientes internados no Hospital Bruno Born. Já o Cursinho Popular da Univates - VestVates prepara pessoas que não têm condições de estudar em cursos particulares pré-vestibular e para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem); os professores das aulas são os próprios alunos da Instituição.

Vagas remanescentes

Até as 17h do dia 22 de abril, a Univates recebe inscrições para vagas remanescentes do curso de Medicina neste link. Para participar, o candidato deve ter ou já ter tido matrícula em algum curso de graduação, com ou sem conclusão de disciplina, além de ter realizado a prova do Enem de 2016, 2017 ou 2018. O valor da taxa de inscrição é de R$ 150,00 e deve ser pago até o dia 23 de abril. O edital completo pode ser conferido clicando aqui.