Histórias de 1993 e 1994 são relembradas em encontro para diplomados e professores paraninfos

Postado as 24/05/2019 17:10:04

Por Natália Bottoni

Natália Bottoni

Natália Bottoni

 

Há 25 anos, Erni Röhsig foi paraninfo do curso de Administração de Empresas da Univates. O seu discurso, escrito em uma antiga máquina de escrever, foi relembrado no encontro dos diplomados e paraninfos da Instituição de 1993 e 1994, ocorrido na última quinta-feira, 23, na Universidade. “O objetivo com a minha fala permanece o mesmo: lembrar que nós, brasileiros, devemos reconstruir este país. Essa reconstrução deve principiar na educação. Não há outro caminho”, reconhece.

Recheado de boas memórias, no jantar ocorreu o reencontro de 40 colegas com muitas histórias para contar. No telão, os jornais da época com “os listões” divulgados naqueles anos, quando os alunos descobriram que haviam passado na prova do Vestibular Univates.

Natália Bottoni


Röhsig foi professor na área de matemática na Instituição por muitos anos e ficou conhecido por sua amizade com os estudantes. Essa característica é perceptível no seu discurso quando paraninfo, relembrado ontem: “a pedagogia do diálogo ganhou uma dimensão considerável e todo autoritarismo dos mestres passou a ser considerada uma perigosa heresia pedagógica. O professor deve ser alguém que desperta o interesse do aluno, estimula, provoca e se deixa prosternar, mais do que aquele que só ensina. Isso só é possível se haver diálogo aberto do professor com os seus alunos. Em outras palavras, a boa pedagogia é necessariamente uma forma de amizade”.

Natália Bottoni


A partir da fala de Röhsig, o Vice-Reitor no exercício do cargo de Reitor, Carlos Cândido da Silva Cyrne, se pronunciou sobre a responsabilidade de ser professor. “Não me restam dúvidas de que essa aptidão, vocação e profissão de contribuir para que as pessoas pensem de forma autônoma é um grande desafio. O docente deve estar convicto de que é possível aprender (e muito) na arte de ensinar”, explica.

As pessoas que visitam a Univates manifestam surpresa ao conferir a sua estrutura, de acordo com Cyrne.

 

Construir a maior obra do Vale do Taquari é uma honra compartilhada por todos nós. No entanto, a construção material da nossa Universidade me parece ter uma importância relativamente menor em comparação àquilo que fazemos aqui desde o tempo do único Prédio 1. Temos a responsabilidade de auxiliar na formação de seres autônomos. Além disso, podemos ‘ler o mundo’ e dizer se ele mudou para melhor, ou não, ao longo desses anos. Fica o convite para que vocês, diplomados e professores, estejam sempre conosco, nos ajudando nisso
Vice-Reitor no exercício do cargo de Reitor, Carlos Cândido da Silva Cyrne

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Já a Pró-Reitora de Pesquisa, Extensão e Pós-Graduação da Universidade, Maria Madalena Dullius, relembrou o ano de 1989, quando iniciou a licenciatura curta em Ciências Físicas e Biológicas. Após obteve habilitação plena em matemática. “O curso era oferecido à tarde. Havia os Prédios 1 e o 2 - o segundo não existe mais”, conta.

Com especialização, mestrado e doutorado na área das ciências exatas, Maria comemora seus 22 anos de colaboradora da Univates. “Comecei atuando nos cursos de Administração de Empresas, Ciências Contábeis e Economia. Também trabalhei nas áreas das engenharias e na coordenação dos programas de pós-graduação. Desde lá aproveitei todas as oportunidades que tive. Cresci e continuo aprendendo todos os dias. Fico orgulhosa de ter acompanhado o crescimento da Univates e feliz pelo que ela se tornou. Espero que, daqui a 25 anos, possamos nos encontrar com ainda mais histórias”, afirma.  

 

Natália Bottoni




Jubilado da Casa, o professor aposentado da área de ciências contábeis Valmor Arsildo Kappler foi paraninfo pela primeira vez em 1993. “Depois disso, consegui esse título mais 21 vezes. Então serei convidado para muitas festas daqui pra frente”, brinca.

Quem esteve em todos esses anos de Instituição como eu viu cada tijolo que foi colocado. Tinha o Prédio 1, havia sonhos e muitos deles já foram realizados. Um momento como este resgata o que a Universidade representa para cada um que está aqui. Vários ex-alunos me contaram que seus filhos estudam na Instituição hoje. Daqui a alguns anos, serão os netos, e eles terão onde estudar porque a Univates, felizmente, foi construída
Professor aposentado da área de ciências contábeis da Univates Valmor Arsildo Kappler