Pesquisador da Univates faz conferência sobre niilismo na Itália

Postado as 06/11/2019 08:51:55

Por Nicole Morás

Divulgação

 

Membro do Centro Internacional de estudos sobre o niilismo contemporâneo (CeNic) e docente dos programas de pós-graduação em Ensino (PPGEnsino) e em Ensino de Ciências Exatas (PPGECE) da Univates, o professor doutor Rogério Schuck participa do congresso Formas de Niilismo Contemporâneo, realizado em Pisa, na Itália, até esta quarta-feira, dia 6.

Schuck é coordenador da pesquisa “Aprendizagem e ferramentas digitais no Ensino Superior”, vinculada ao PPGEnsino e ao PPGECE. No evento, o professor fez a conferência “(Pós) Modernidade e niilismo em tempos tecnológicos”, na qual abordou a modernidade e a construção do pensamento.

As Tecnologias de Informação e Comunicação – TICs – não somente aceleram o acesso e a circulação das informações, mas, ao avesso, produzem novas posturas. A grande questão não está no uso instrumental que se faz das TICs, mas, sim, em compreendermos o que acontece conosco acima do nosso querer. Em outras palavras, urge compreendermos como o fazer, mediante o uso da técnica e tecnologia, manifesta a essência desta, produzindo novas posturas e outro modo de ser
Doutor Rogério Schuck

Schuck acrescentou que, com as ferramentas tecnológicas, “a subjetividade não desaparece, mas enquanto presença, o sujeito muda radicalmente a sua postura. De dominador, condutor dos processos de investigação, ele é convidado a entrar no jogo do conhecimento, assumindo a postura de deixar-se guiar. Significa, em outras palavras, que há a necessidade de uma nova postura do sujeito frente ao conhecimento. Nesse jogo, as condições que se abrem são fundamentais para a efetivação do conhecimento”, afirmou ele.

Saiba mais: niilismo

O niilismo é uma corrente filosófica baseada no ceticismo e tende a colocar tudo em dúvida. O niilismo pode ser considerado positivo quando, pela crítica e pelo desmascaramento, nos revela a ausência de fundamentos prefixados e convoca-nos diante da nossa própria liberdade e responsabilidade a darmos respostas à nossa existência, muitas vezes amparada em um sistema de crenças e valores socialmente construído, como Estado, Religião e Família. São desta linha os filósofos Friedrich Hegel, Friedrich Nietzsche, Martin Heidegger, Ernst Jünger, Arthur Schopenhauer e Jürgen Habermas.