Empresas incubadas no Tecnovates são contempladas no edital TechFuturo

Postado as 06/01/2021 13:04:24

Por Vinicius Mallmann

 

Três empresas incubadas no Parque Científico e Tecnológico da Univates (Tecnovates) foram contempladas no edital TechFuturo, da Secretaria de Inovação, Ciência e Tecnologia (Sict) com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul (Fapergs). Instituído em julho de 2020, por meio do Decreto nº 55.382, o programa tem como objetivo financiar o desenvolvimento de soluções inovadoras para empresas gaúchas.

Elise Bozzetto

 

Para participar da seleção, as empresas American Nutrients (AN), Ko.Lab e Fermenta enviaram suas propostas de projeto, sinalizando a necessidade, o tempo e o valor investido para colocá-las em prática. Após, foi realizada apresentação oral para uma banca constituída por especialistas da Fapergs e parceiros. As apresentações foram avaliadas de acordo com o grau de inovação, características e estágio de desenvolvimento, viabilidade técnica, econômica e comercial, perfil, competência, experiência e adequação do coordenador do projeto e da equipe executora, capacidade de argumentação e domínio do tema apresentado por parte do proponente. Os projetos aprovados terão o prazo máximo de 18 meses para sua execução.

Conheça os projetos:

American Nutrients

 

Voltada à produção de suprimentos para animais, a American Nutrients foi contemplada para o projeto “SABOR 10.0 – Um novo conceito de nutrição animal”. A proposta consiste no desenvolvimento de um palatabilizante que terá como principal característica o realce dos sabores e aromas agradáveis e que iniba ou mascare sabores e aromas desagradáveis das rações, estimulando assim o seu consumo.

 

De acordo com a Médica Veterinária da empresa, doutora Daiane Carvalho, mesmo em crescimento, o mercado de alimentação animal ainda carece de insumos que possam ser utilizados para melhorar a qualidade dos produtos. “O mercado das rações é muito amplo e está em crescimento, mas, ainda assim, é conhecido que muitos dos ingredientes utilizados no processo de fabricação de rações possuem sabores ou aromas desagradáveis, como os aminoácidos, constituintes básicos das fontes proteicas nas rações, ou então minerais, como zinco. Assim, resolvemos desenvolver um alimento que tenha tanto o gosto quanto o cheiro agradáveis", enfatiza a doutora.

Ko.Lab

 

Com o objetivo de capacitar e familiarizar os alunos e professores sobre a nova Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que será implementada em todo Brasil a partir de 2022, a empresa busca, por meio de um aplicativo educacional, abordar a importância do trabalho por área de conhecimento, a ação centralizada no aluno, a valorização da construção de projetos integrativos, a compreensão do trabalho cotidiano por competências e habilidades e a necessidade de um estudante desenvolver com raciocínio interdisciplinar.

Acervo pessoal

 

Segundo um dos sócios da Ko.Lab, Bernardo Siqueira, a motivação para desenvolver o projeto se deu pela complexidade das novas regras e pelo espaço de tempo curto até todas entrarem em prática. “Nós escolhemos trabalhar com educação porque somos professores, do ensino básico e superior, e verificamos a necessidade de uma formação para a BNCC mais dinâmica e, principalmente, mais acessível aos docentes. O projeto será colaborativo, e iremos criar uma rede com professores e profissionais de diversas áreas, para que seja possível atingir a maior quantidade de temáticas possíveis. Já montamos um time-base, com professores da Universidade do Vale do Taquari (Univates) e Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), e com professores parceiros das escolas da região. O primeiro passo será um estudo aprofundado da nova base curricular comum e, depois, iniciaremos as gravações e a preparação do material impresso”, destaca.

Fermenta

 

Já a Fermenta apostou na customização de bactérias, também denominadas fermento lácteo, que são utilizadas na produção de queijos finos. A idéia da empresa é otimizar as condições de operação em biorreator de bancada, da bactéria já isolada; escalonar a produção do fermento lácteo; executar teste de eficiência do fermento em larga escala; avaliar a vida útil de prateleira, ou shelf life, do fermento lácteo; e iniciar a comercialização do produto desenvolvido a clientes, especialmente da agroindústria.

 

Para Franciele Bucker, CEO da empresa, a ideia surgiu pois os produtos utilizados pelas empresas gaúchas são importados, o que permite uma expansão do mercado local para a produção do produto e uma redução nos custos.  “Todos os fermentos de boa qualidade para a produção de queijos, utilizados no RS, são importados. Isso faz com que o custo de produção dos queijos finos se eleve consideravelmente, uma vez que a matéria-prima importada enfrenta obstáculos alfandegários, logísticos e de variação cambial. Logo, nosso projeto vem com a proposta de produzir um fermento lácteo com alto rendimento, alta produtividade, estabilidade e baixo custo, e de qualidade, para produção de queijos finos”, relata.