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Lucas George Wendt

“A palavra é o elo entre a nossa consciência e o mundo”, afirma Itamar Vieira Junior na abertura do Diálogos na Contemporaneidade

Postado as 18/10/2021 21:35:02

Por Lucas George Wendt

O Simpósio Internacional Diálogos na Contemporaneidade, evento que ocorre a cada dois anos promovido pela Universidade do Vale do Taquari - Univates, iniciou na noite desta segunda-feira, 18 de outubro. A palestra da abertura da programação foi com o multipremiado escritor baiano Itamar Vieira Junior, autor do romance “Torto Arado”. 

Um dos eventos tradicionais da Universidade, em 2021, abordando  “A (re)descoberta do mundo e a busca do comum”, o Diálogos está na sua sétima edição. Mais de 1 mil pessoas acompanharão o evento até a quarta-feira. 

Apresentações culturais antecederam a participação de Itamar Vieira Junior. A dupla de músicos Igor e João Brod se apresentou e, na sequência, a artista Mari Junges. A vice-reitora e pró-reitora de Ensino da Univates, professora Fernanda Storck Pinheiro, fez sua saudação inicial e, em conjunto com a ex-professora Rosane Maria Cardoso, que atuou na Universidade por mais de duas décadas, realizou a mediação do evento. 

O palestrante iniciou com um preâmbulo sobre a origem da leitura e da escrita e a trajetória humana neste contexto. Isso para afirmar, na sequência, que a descoberta da leitura e da escrita pelo indivíduo em sua trajetória pessoal continua como um momento mágico vivido por cada um. “A palavra é o elo entre a nossa consciência e o mundo, tornando possível viver por meio da escrita", afirmou. O palestrante contou como se desenvolveu sua relação com a literatura e com as bibliotecas, as obras que leu, suas influências e sobre o impacto de autores em sua trajetória pessoal. 

Vieira Junior é ganhador do Prêmio LeYa de 2018, do Prêmio Jabuti de 2020 e do Prêmio Oceanos de 2020. O escritor elaborou suas obras a partir de suas observações, experiências e cotidiano. Ao longo de sua fala também abordou o processo de criação de suas obras literárias, que demandaram envolvimento com a narrativa e com os personagens reais que motivaram suas criações. “A leitura é uma experiência íntima que possibilita uma troca de experiências imensa e também que sejamos tocados por sentimentos”.  

Mediadoras, professoras Fernanda e Rosane

Mediadoras, professoras Fernanda e Rosane

Lucas George Wendt

A programação segue

Dia 19

O dia 19 é recheado de atrações. Durante a manhã, uma roda de conversa com o  Instituto Brasileiro de Ecologia abordará “A descolonização do imaginário na perspectiva da ecopsicologia”. A atividade inicia às 9h30min, com Marco Aurélio Bilibio. 

Na sequência, a oficina com o Atelier Prateado acontece das 11h às 12h, ministrada por Enio Bergamaschi. No mesmo horário, outras oficinas estão programadas: “O mundo (re)descoberto aqui: relações internacionais na sala de aula”, com o professor Mateus Dalmáz; e “A poética das existências mínimas”, com Tuane Eggers. Também será realizada uma roda de conversa com o artista Paulo Beltrão. 

Durante a tarde, salas de apresentação de resumos científicos e de relatos de experiência estão agendadas para as 13h30min. 

Já à noite, a peça de teatro “Terra Plana”, com o Grupo Teatral Casa de Ferreiro, das 19h às 20h, abre a programação. A montagem é interativa, em que o público colabora para o desenrolar da trama. A peça é um evento cultural promovido em parceria com o Teatro Univates. Os interessados poderão se inscrever somente para assistir ao espetáculo, com ingressos no valor de R$ 10,00. 

Ainda na noite do dia 19, o diálogo “Direito ao futuro e a ressignificação do bem comum” acontece das 20h às 22h, com os pesquisadores Nuria Martin Belloso e João Pedro Schmidt.

Dia 20

No dia 20, novas rodas de conversa e oficinas acontecem pela manhã. A programação conta com a roda de conversa sobre a “Escola Schumacher”, das 9h às 11h, ministrada por Beatriz Tadema. Temas variados serão abordados nas as oficinas oferecidas na sequência, das 11h às 12h: uma sessão virtual do Planetário Univates, com a professora Andréia Spessatto De Maman; a oficina “Educação e cidadania fiscal: em busca do bem comum”, com a professora Leila Hammes; e a oficina “Haicai: arte e natureza”, com as docentes Jane Mazzarino e Rosiene Almeida Souza Haetinger. O relato de experiência “Tudo o que coube numa VHS”, com o Grupo Magiluth, encerra a programação da manhã do terceiro dia de evento. 

Além das salas de apresentação de resumos científicos e de relatos de experiência, realizadas das 13h30min às 17h30min, durante a tarde o espetáculo de dança “Coreô on-line”, das 16h30min às 17h30min, com o Grupo de Dança Caleidos, integra a programação. 

O diálogo de encerramento, na noite do dia 20, será “A importância do discurso social e tecnológico para constituição do comum”. Ele acontece das 19h às 22h e será ministrado pelos pesquisadores Maria da Glória Corrêa di Fanti e Joseph Burgaya, além de contar com a participação do artista Paulo Beltrão. 

Para conferir toda a programação, clique aqui.

Lucas George Wendt

Lucas George Wendt

Lucas George Wendt

Mediadoras, professoras Fernanda e Rosane
Mediadoras, professoras Fernanda e Rosane

Lucas George Wendt

Apresentação da dupla Igor e João Brod
Apresentação da dupla Igor e João Brod

Lucas George Wendt

Mediadoras, professoras Fernanda e Rosane
Mediadoras, professoras Fernanda e Rosane

Lucas George Wendt

Apresentação de Mari Junges
Apresentação de Mari Junges

Lucas George Wendt

Abertura com a coordenadora do evento, professora Luciana Turatti
Abertura com a coordenadora do evento, professora Luciana Turatti

Lucas George Wendt

Momento durante a fala de Itamar
Momento durante a fala de Itamar

Lucas George Wendt

O Diálogos em 2021

O tema proposto para a sétima edição do Diálogos na Contemporaneidade também tem forte relação com o perfil da Instituição, que é uma Universidade Comunitária. Esta condição faz com que a Univates tenha em seus horizontes a preocupação com o seu entorno e também com as demandas sociais da comunidade. A professora doutora Luciana Turatti é a coordenadora desta edição. Ela explica que o evento tem sua gênese na busca pela ideia da comunidade, daquilo que é comum às pessoas e que as une e do estabelecimento de um horizonte comum à humanidade. “Partimos de uma crônica de Clarice Lispector - cujo rosto está eternizado na entrada da nossa universidade - chamada A descoberta do mundo e nos propusemos a construir com base neste texto aquilo que o evento espera promover em termos de debate”, revela. 

Lucas George Wendt