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Lucas George Wendt

Peça teatral dinâmica e interativa marcou o segundo dia do Simpósio Internacional Diálogos na Contemporaneidade

Postado as 20/10/2021 14:28:46

Por Kastenes Casali

No segundo dia do Simpósio Internacional Diálogos na Contemporaneidade, desta terça-feira, 19, o evento promovido pela Universidade do Vale do Taquari - Univates teve como atividade principal a peça teatral “Terra Plana”, apresentada pela Casa de Ferreiro Companhia de Teatro. Atividade on-line teve início às 19h. 

Além da apresentação teatral, a programação ofereceu outras sete atividades no decorrer do dia. Entre elas, às 9h30min, realizou-se a roda de conversa “Instituto Brasileiro de Ecopsicologia: descolonização do imaginário na perspectiva da ecopsicologia”, com Marco Aurélio Bilibio. Na sequência, às 11h, ocorreram três oficinas simultâneas: “Ateliê Prateado”, com Enio Bergamaschi; “A poética das existências mínimas”, com Tuane Eggers; e “O mundo (re)descoberto aqui: relações internacionais na sala de aula”, ministrada pelo docente Mateus Dalmáz. 

Também foi realizada uma roda de conversa com Paulo Beltrão. À tarde aconteceram salas de apresentações de trabalhos científicos. A primeira atividade do turno da noite, às 19h, foi exibido a peça “Terra Plana” na Plataforma Univates Ao Vivo. Em seguida, às 20h, os palestrantes Nuria Martin Belloso e João Pedro Schmidt abordaram o “Direito ao futuro e a ressignificação do bem comum”. 

Kastenes Casali

Peça “Terra Plana”

A peça teatral “Terra Plana” questiona e reflete sobre os conceitos de terra planistas, que retratam uma sociedade negacionista. O espetáculo interativo contou com cerca de 400 espectadores que assistiram e participaram da trama. 

O enredo se desenvolve num país indefinido, no qual o governo determina que a Terra é plana. Os habitantes têm poucas distrações, sendo uma delas o reality show popular “Grande Redenção”. Nesse programa são reunidos seis prisioneiros, que recebem a chance de indulto de seus crimes. Com dinâmicas dramatúrgicas, ocorre a ligação entre o público e o elenco, sendo o público quem decide em tempo real sobre o futuro de cada personagem.    

Sobre a Casa de Ferreiro Companhia de Teatro ​

Fundada em 2015 pelo ator, diretor e dramaturgo Bruno Estrela, é uma iniciativa que tem apoio da Secretaria de Cultura do Distrito Federal por meio do Fundo de Apoio à Cultura. Os objetivos da companhia são reunir pessoas interessadas na criação dramatúrgica e cênica, onde experimentam a linguagem a fim de estabelecer novas parcerias artísticas e promover o diálogo entre artistas veteranos e iniciantes. A companhia teatral também forma plateia para o teatro candango.

A sede da Casa de Ferreiro localiza-se no Teatro Oficina do Perdiz, em Brasília, no Distrito Federal (DF). A companhia oferece oficinas de experimentação dramatúrgica, que buscam novos escritores para fazerem parte do núcleo de dramaturgia da organização. Entre as montagens do grupo estão os espetáculos “Upside Down”, “Expresso 2046”, “The Winerause Bar” e “A Caravana dos Mequetrefes”.

Direito ao futuro e a ressignificação do bem comum

Em seguida, ocorreu a palestra sobre “Direito ao futuro e a ressignificação do bem comum”, com os professores da área de direito, Nuria Martin Belloso, da Universidad de Burgos e, o professor João Pedro Schmidt da Universidade de Santa Cruz (Unisc). O evento foi mediado pelo docente Sandro Fröhlich e Leonel José de Oliveira que atuou na Universidade por duas décadas. Assuntos como convívio social e desigualdade econômica permearam as apresentações dos palestrantes.

Conforme Nuria, uma tragédia do comum, na perspectiva do futuro, se reflete nas limitações dos recursos naturais, que acabam sendo destruídos pela ação humana. Para ela, é necessário incentivos de políticas públicas que pensem no futuro, pois ele (o futuro) é a ressignificação do comum. “É importante pensar no planeta e também em políticas que visem aos direitos humanos”, afirma.  

Na sequência, Schmidt abordou o cenário econômico mundial para exemplificar os rumos da individualidade e do egoísmo. De acordo com o palestrante, o resultado da estrutura capitalista são fatores geradores de crise. “Pesquisas mostram que espécies que trabalham no coletivo, como abelhas, primatas e formigas, são as que mais crescem”, explica. 

Ainda segundo o palestrante, são necessários ações coletivas que cada vez mais requerem um convívio comunitário. “O futuro do bem comum deve ter redução de consumo industrial e ter crescimento em outros setores como na ciência, arte e música”, reitera Schmidt.

As inscrições para participar do evento ainda podem ser feitas no site. Para mais informações, entre em contato pelos e-mails dialogos@univates.br e eventos@univates.br ou pelo telefone (51) 3714-7000, ramal 5943. 

Sobre o Diálogos

Com o tema “A (re)descoberta do mundo: em busca do comum”, a sétima edição do Simpósio Internacional Diálogos da Contemporaneidade propõe repensar a realidade contemporânea nas suas interlocuções com diversas áreas do conhecimento. 

Em um mundo de constantes (r)evoluções tecnocientíficas, em que os cenários e as possibilidades mudam constantemente, há o desafio de resgatar o humano e também o comum, em um lugar de encontro com o outro. 

A (re)descoberta da convivência em novos espaços coletivos, que geram formação humana por meio dos processos interculturais, se torna uma alternativa política e social. 

Considerando as limitações do Estado, que não consegue atender a todas as demandas no contexto social, as ideias de comunidade se aliam ao comum, fazendo assim a consecução dos objetivos comuns.

O tema proposto tem relação com o perfil da Univates, uma vez que ela é uma Universidade comunitária. Essa condição faz com que a Instituição se preocupe com o seu entorno e também com as demandas sociais da comunidade. 

O evento aborda diálogos entre saberes para diversas áreas do conhecimento, com as quais se propõe uma aproximação com temáticas que atravessem a sociedade e façam parte da formação humana.

Confira a programação de hoje

No dia 20,  outras rodas de conversa e oficinas acontecem pela manhã. A programação conta com a roda de conversa “Escola Schumacher”, das 9h às 11h, com Beatriz Tadema. Temas variados serão abordados nas oficinas oferecidas na sequência, das 11h às 12h: uma sessão virtual do Planetário Univates, com a professora Andréia Spessatto De Maman; a oficina “Educação e cidadania fiscal: em busca do bem comum”, com a professora Leila Hammes; e a oficina “Haicai: arte e natureza”, com as docentes Jane Mazzarino e Rosiene Almeida Souza Haetinger. O relato de experiência “Tudo o que coube numa VHS”, com o Grupo Magiluth, encerra a programação da manhã do terceiro dia de evento. 

Além das salas de apresentação de resumos científicos e de relatos de experiência, realizadas das 13h30min às 17h30min, durante a tarde o espetáculo de dança “Coreô on-line”, das 16h30min às 17h30min, com o Grupo de Dança Caleidos, integra a programação. 

O diálogo de encerramento, na noite do dia 20,  tem como tema “A importância do discurso social e tecnológico para constituição do comum”. Ele acontece das 19h às 22h e será ministrado pelos pesquisadores Maria da Glória Corrêa di Fanti e Joseph Burgaya, além de contar com a participação do artista Paulo Beltrão. 

Para conferir toda a programação, clique aqui.

Lucas George Wendt