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Univates e ITP, do Sergipe, iniciam tratativas para cooperação interinstitucional e criação de um banco de dados biológicos

Postado as 26/10/2021 15:04:15

Por Lucas George Wendt

Com o objetivo de conhecer in loco o trabalho desenvolvido pelo Instituto de Tecnologia e Pesquisa (ITP) e a estrutura da Universidade Tiradentes (Unit), com vistas à implementação de acordo de cooperação interinstitucional, a professora da Universidade do Vale do Taquari - Univates Andrea Horst, doutora em Neurofisiologia e gerente técnica dos Laboratórios de Apoio ao Diagnóstico do Saúde Univates, vinculados à Fundação Univates, esteve em Aracaju, no Sergipe, no início de outubro. 

O acordo em estudo pelas duas instituições prevê a criação de um banco de dados biológicos compartilhado com informações coletadas durante a prestação de serviços nas áreas de análises clínicas e de diagnóstico. A Fundação Univates, a partir das demandas geradas pelo ensino na área da saúde e, posteriormente, com a interação entre universidade-hospital, ao longo do tempo, instituiu laboratórios reconhecidos no Vale do Taquari e no Rio Grande do Sul: os Laboratórios de Análises Clínicas (LAC), de Anatomia Patológica e de Biologia Molecular. 

A prática nos laboratórios permite a geração de dados por meio das coletas realizadas para execução de exames. “Com o objetivo de fortalecer a interação entre ensino e serviço surgiu a ideia de constituir um biobanco na Univates e utilizar esses materiais para fins científicos, fortalecendo a pesquisa em prol da população”, explica a professora Andrea. Com o projeto, a expectativa é que o biobanco possa auxiliar pesquisas na área da saúde, estando à disposição da comunidade científica. 

Divulgação

Início do contato com o ITP/Unit

A Univates foi apresentada à Unit e, na sequência, a partir das características compartilhadas entre as duas instituições, passou a conversar sobre a proposta de desenvolvimento de um banco de dados biológicos compartilhado. “A proposta é trabalhar em um projeto com amostras que têm uma variabilidade genética bem distinta, entre Rio Grande do Sul e Sergipe”, informa Andrea. A variabilidade genética distinta é uma característica que somará ainda mais às pesquisas que possam futuramente ser desenvolvidas. 

“Acreditamos que essa parceria com a Univates será benéfica para as duas instituições, e vislumbramos o desenvolvimento de ações em diferentes áreas de interesse comum. Certamente colheremos bons frutos com o estabelecimento dessa cooperação”, ressalta a doutora Alene Vanessa Azevedo dos Santos, gerente de Projetos e Serviços da Unit. 

Para o presidente do ITP, Diego Menezes, pró-reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Extensão da Unit, o encontro pontua o fortalecimento de uma parceria muito importante para a ciência e para a comunidade acadêmica. “A Univates é uma instituição que tem valores e uma filosofia muito semelhantes aos da nossa organização, além de expertises complementares. Sabemos que a ciência é construída a partir de interações, colaborações e troca de experiências. Temos a certeza de que vamos caminhar para estabelecermos uma cooperação guarda-chuva para fomentar interações na área científica, da prestação de serviços, na área extensionista e outras oportunidades que surgirem no processo de conhecimento e estreitamento dos laços. A Unit está de portas abertas para formalização das tratativas interinstitucionais”, conclui. 

Próximos passos 

Ambas as instituições seguem os processos internos para a aprovação da proposta. Tanto o ITP/Unit quanto a Univates já destacaram equipes de trabalho para desenvolver o projeto, que deve ser submetido à aprovação de órgãos nacionais, como a Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep), que está diretamente ligada ao Conselho Nacional de Saúde (CNS).