A nova geração de médicos formados pela Universidade do Vale do Taquari - Univates e outras faculdades estão voltadas para o aspecto humanista de pronunciar informações simples, de forma que possam traduzir os termos técnicos e difíceis da medicina, em linguagem para leigos. “Nem sempre é fácil traduzir e explicar os rumos do tratamento, mas é importante fazer o paciente entender porque ele está no hospital.”
Os doentes precisam de apoio e empatia. “Temos de adaptar o vocabulário aos pacientes”, considera. Em certa ocasião, Yuri teve de desenhar ao paciente que não sabia ler, quais eram as implicações de sua doença.
Parte da dor do paciente se move por componentes psicológicos. Por isso, ser gentil, claro e humano é fundamental para fortalecer o enfermo. Neste sentido, a presença da família é crucial para que o paciente se sinta amado e acolhido.
Os doentes precisam de apoio e empatia. “Temos de adaptar o vocabulário aos pacientes”, considera. Em certa ocasião, Yuri teve de desenhar ao paciente que não sabia ler, quais eram as implicações de sua doença.
Parte da dor do paciente se move por componentes psicológicos. Por isso, ser gentil, claro e humano é fundamental para fortalecer o enfermo. Neste sentido, a presença da família é crucial para que o paciente se sinta amado e acolhido.
Lições de humanidade
Yuri nasceu em Rio Grande e veio para Lajeado para frequentar a faculdade. “Já me considero lajeadense de coração”, diz o médico que possui quatro gatos em casa e faz da leitura, seu lazer.
Em Rio Grande, o hospital da cidade é a Santa Casa. Lá ele se deparou com pacientes pelos corredores, sem cama pra deitar e muitas vezes sem assistência médica.
Atuar no HBB é um orgulho. “Nosso hospital é referência para vários municípios do Vale do Taquari e está sempre se renovando. É difícil acreditar que a maior parte disso é dedicada a atendimentos SUS, pois em outras cidades (sobretudo Porto Alegre e Rio Grande) o paciente SUS se depara com uma realidade completamente diferente.”
Mas sua lição de humanidade vem por meio da família, dos pais médicos e de uma técnica de enfermagem que lhe criou de uma forma a entender como é gratificante ter a habilidade de dissipar o sofrimento de alguém.
O médico é uma figura em que as pessoas se apoiam. É por meio dele que se traduz os dois principais medos do ser humano dentro do hospital: o temor da morte e o do sofrimento. “Os pacientes têm medo da morte e os familiares têm medo de que a pessoa sofra”, diz o jovem médico.
Uma pesquisa revelou que os médicos das novas gerações são colaborativos e inovadores. Eles possuem a tecnologia como aliada para fazerem diagnósticos rápidos e ainda assim, serem empáticos na forma de comunicação.
