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Concreto translúcido produzido pode ter várias utilidades

Por Tuane Eggers

Postado em 30/12/2009


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Elise Bozzetto

Com o objetivo de reduzir o custo de fabricação para que o concreto translúcido ganhe mercado, o Laboratório de Tecnologia da Construção da Univates começa a testar o novo produto. O metro cúbico do concreto translúcido pioneiro, criado na Hungria em 2001, foi anunciado a R$ 2,4 mil na Concrete Show (agosto, em São Paulo). Já o metro cúbico do concreto convencional é vendido no Brasil à média de R$ 300.

No entanto, os pesquisadores da Univates conseguiram fabricar blocos de concreto translúcido, com medidas de 29x19x9 centímetros, à média de R$ 80 cada. Segundo o professor coordenador do curso de Engenharia Civil da Univates, Bernardo Fonseca Tutikian, o valor do bloco estimado para o mercado, com impostos e frete inclusos, é de R$ 200.

O fato de o concreto translúcido utilizar fibras ópticas misturadas com concreto autoadensável torna o valor elevado, porém são elas que garantem luminosidade e transparência ao material. “A opção pelo autoadensável é que ele é uma categoria de concreto que pode ser moldado em fôrmas, preenchendo cada espaço vazio por meio de seu próprio peso, não necessitando de qualquer tecnologia de compactação ou vibração externa”, explica Tutikian.

Conforme o professor, se o concreto translúcido vier a ser fabricado em larga escala no Brasil, poderá ser utilizado em obras de trânsito e de segurança pública. Na cidade de Canoas, onde está sendo construído um presídio modelo, há estudos da construção de uma cela experimental com concreto translúcido. “A ideia é conseguir iluminar as celas dos presos sem usar interruptor, pois o preso quebra as lâmpadas e as utiliza como arma”, afirma Tutikian.

Sob o ponto de vista estético, o concreto translúcido é cada vez mais utilizado em obras comerciais no Japão e na Europa. O material permite projetar detalhes diferenciados para fachadas, destacando logotipos de empresas e iluminação de ambientes, dispensando o uso de lâmpadas. A Univates e a Universidade Estadual Vale do Acaraú, de Sobral, Ceará, são as únicas instituições do país que desenvolveram o material. Na Univates, o projeto contou com a participação do alunos de Engenharia Civil Renata Rahmeier, Douglas Ludwig e Dario Goergen.

Texto: Tuane Eggers


Fonte: Setor de Marketing e Comunicação

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