Meio ambiente: o que você tem feito por ele?

Tuane Eggers - clique na imagem para ampliar

O aluno de Engenharia da Computação Daniel diz que a bicicleta é o seu meio de transporte
Muito fala-se em temas como meio ambiente, sustentabilidade e práticas para não poluir o planeta. Mas o ano está acabando e perguntamos: o que você fez ou está fazendo para contribuir para um mundo melhor?

Diversas vezes, as atitudes em relação ao meio ambiente são individuais e não coletivas, mas se cada indivíduo contribuir, mesmo que de forma simples, nossos filhos e netos não sofrerão os danos climáticos que preveem os estudiosos da área. Simples práticas como separar o lixo em casa, plantar árvores, reaproveitar a água e economizar energia elétrica farão a diferença em benefício das futuras gerações.

A bióloga e professora da Univates Cátia Viviane Gonçalves explica que as pessoas não precisam sair do conforto para contribuir de forma correta para o meio ambiente. "Na minha casa tem tudo, mas os recursos disponíveis são utilizados corretamente". Ela ainda chama a atenção sobre a importância de utilizar as folhas de ofício como rascunho ou imprimir duas cópias por folha. Também ressalta a importância do consumo dos vegetais da época.

Alguns estudos recentes da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) e do Plano Ar, Clima e Energia (Pace) revelam que, se não mudarmos nossos hábitos, o Rio Grande do Sul poderá ser 2ºC a 4ºC mais quente e de 5% a 10% mais chuvoso. As ondas de calor e as doenças infecciosas também serão constantes.

Atitude consciente

Perguntamos aos alunos da Univates o que eles fazem pelo planeta. As dicas são bem bacanas e vale a pena seguir.

"Na minha casa, todo resíduo orgânico vai para o jardim."

O aluno do curso de Ciências Biológicas da Univates Jonas Bernardes Bica conta que alterou seu comportamento e suas atitudes para evitar os danos que causava ao planeta. Segundo ele, o aterro sanitário de Lajeado tem em sua composição mais de 48% de resíduos orgânicos, o que demonstra que a população não se preocupa com o destino correto dos resíduos domésticos. "Na minha casa, todos os resíduos orgânicos produzidos, como casca de frutas, legumes, erva-mate entre outros, são direcionados para o jardim. Além de contribuir com a saúde pública fazem bem para as plantas. Também evito o consumismo e embalagens plásticas, utilizo muito a sacola de pano. O papel higiênico sempre é descartado pelo vaso sanitário. Dizer que ele entope encanamentos não é verdade. Não utilizo elevadores e evito comer carne bovina."

"Recolhemos 800 litros de água da chuva."

A bicicleta não serve apenas para praticar esporte. Para o acadêmico do 4o semestre do curso de Engenharia da Computação Daniel Werle Arenhart, ela é seu meio de transporte. "Sempre que posso saio de casa de bicicleta". Ele conta que outras ações sustentáveis também são exercitadas pela família. "Em casa, recolhemos 800 litros de água da chuva divididos em quatro tonéis de 200 litros cada. Ela serve para descartar resíduos de um banheiro", destaca.

A família Arenhart também faz a separação do lixo, consome produtos orgânicos e não os industrializados e planta verduras utilizando um sistema caseiro de reaproveitamento de água.

Mudança de atitude já!

O Manual de Etiqueta Sustentável, disponibilizado no site www.planetasustentavel.abril.com.br, apresenta dicas bem legais para quem deseja abrir mão da comodidade e lutar por um planeta melhor.

- Substitua o sabão e o amaciante na lavadora pela Eco Laundry Ball ("bola" usada dentro da máquina de lavar roupas, não produz espuma, dispensando o enxágue. Economiza energia, gerando economia no bolso e não polui as águas).

- Não leve seu cão a praias, cachoeiras, reservas e outros recantos ecológicos. Além da questão sanitária, ele pode perseguir outros animais e perturbar suas áreas de alimentação ou tocas e ninhos.

- Cocô de cachorro não é adubo, pode contaminar o solo e a água. Mesmo em trilhas, praias ou grama, as fezes não devem ser enterradas, mas destinadas ao lixo. E nada de largar o saquinho com as fezes no chão ou na rua.

- Produtos embalados em papel e vidro têm menos impacto no ambiente do que aqueles em plástico e isopor. Prefira embalar alimentos com papel manteiga, no lugar do filme plástico.

- Fluorescentes ou LEDs?

As lâmpadas mais eficientes são muito mais caras, mas duram muito mais. As fluorescentes compactas ficam cinco vezes mais baratas que as incandescentes. Pagam o investimento em menos de três meses na conta de luz, pois economizam 70% em energia. As LEDs compensam a longo prazo, em função do tempo de vida útil e maior economia, cerca de 85%.

- Ao lavar a louça, retire os restos de comida de pratos e panelas e deixe-os de molho previamente na pia ou numa bacia. Só abra a torneira para enxaguar depois de ensaboar tudo. Isso ajuda a usar menos detergente.

- Ao limpar o quintal, a garagem ou a calçada, evite usar a mangueira como uma

"vassoura hidráulica". Além de aumentar a conta no fim do mês, é mais água tratada sendo desperdiçada. Se precisar lavar a área, varra e recolha o lixo antes.

- Traga sua própria caneca, squeeze ou garrafa térmica de casa, assim você ajuda a evitar que copos de plástico e garrafinhas PET se acumulem no local de trabalho.

Compartilhe, divulgue e pratique essas ações. Você é o responsável pelas soluções ambientais, econômicas e sociais.

Texto: Ana Paula Vieira Labres


Fonte: Setor de Marketing e Comunicação.


30/12/2011