Pelo fato de a cidade de Garibaldi ter sido colonizada por imigrantes italianos, a hipótese inicial do projeto era fazer uso do jogo de bocha, por ser um jogo tradicional da região. Na prática na sala de aula, no entanto, a pesquisadora viu uma realidade diferente. “Percebi que na escola não estudam apenas crianças da comunidade local, mas principalmente alunos vindos de outras regiões do Rio Grande do Sul, tendo em vista que várias famílias migraram por haver vagas de trabalho em uma indústria frigorífica do município”. Adriana (foto), então, reconsiderou seu planejamento didático. Segundo ela, os familiares da maioria dos alunos da escola já haviam trabalhado, ou ainda estavam atuando, na empresa frigorífica. “O local era um assunto presente na vivência cotidiana de cada uma das crianças”, explica.
Assim, representantes do frigorífico foram convidados para conversar com os estudantes na escola sobre os processos produtivos da empresa, quantidade de funcionários, exportação de produtos, entre outros assuntos. A partir do diálogo, Adriana relacionou as questões debatidas com a matemática. “No que se refere à exportação, por exemplo, usamos o Google Maps para trabalhar cálculos de distâncias e fusos horários. Além disso, a indústria frigorífica exporta grandes quantidades de produção, por isso trabalhamos com medidas, números inteiros e classes de centena de milhar”, relata.







