Angela confirmou os argumentos que defendia. Os resultados aos quais chegou mostraram que tanto as variáveis individuais quanto as ambientais têm a capacidade de influenciar o JDM dos contadores. No que se refere às variáveis individuais, os facilitadores de decisão, o excesso de variáveis a serem analisadas conjuntamente e as limitações de tempo são os preponderantes.
Dentre as variáveis ambientais, destacam-se a legislação, a auditoria, os detentores de capital, os gestores e as entidades regulamentadoras. A professora explica: “Foi constatado ainda que as variáveis individuais influenciam com maior intensidade o JDM dos contadores nas decisões operacionais, enquanto as ambientais influenciam mais o JDM nas decisões relacionadas à gestão do imobilizado; e que há eventos em que variáveis individuais e ambientais influenciam o JDM dos contadores de forma conjunta. Quando isso ocorre, as ambientais são determinantes da decisão”.
Ao estudar as International Financial Reporting Standards (IFRS), a docente também descobriu que parte expressiva das empresas não adotam as normas integralmente. “Em quase metade das empresas nas quais os contadores entrevistados atuam, a adoção da norma é parcial. Isso ocorre pelo desconhecimento da norma por parte do contador, ou porque ele não considera importante atender a todos os aspectos. E existe ainda pressão por parte dos gestores e proprietários para que a norma não seja atendida de forma integral”, revela.
A tese foi defendida no Programa de Pós-Graduação em Ciências Contábeis da Universidade do Vale do Rio dos Sinos, no primeiro semestre de 2018. O trabalho de doutorado completo pode ser acessado aqui.






