Durante a pesquisa não foi identificada relação entre o consumo alimentar e estado nutricional com o rendimento escolar. Porém, foram verificadas inadequações no consumo de cálcio e ferro. “A longo prazo, esses fatores podem impactar de forma negativa no desenvolvimento físico e cognitivo dos estudantes”, destaca.
Alerta para alimentação saudável
Aline acredita que o estudo acende o alerta para a presença de sobrepeso e obesidade na infância e adolescência. “Os números confirmam a tendência de mudança no perfil nutricional da população brasileira. O desafio é desenvolver ações para controlar a transição nutricional observada na população”, argumenta.
Ainda observou-se que 35,50% da alimentação dos estudantes era proveniente de alimentos ultraprocessados, como por exemplo, bolachas recheadas, sorvetes, balas, macarrão instantâneo, salgadinhos, refrigerantes, salsichas, entre outros.
Conforme a diplomada, os alimentos ultraprocessados têm um impacto negativo na alimentação dos estudantes e contribuem para os números de excesso de peso e obesidade. “Essa condição pode causar sérios problemas de saúde em crianças e adolescentes, pois são alimentos ricos em gordura, açúcar, sódio e são de alta densidade calórica. E ainda, se observou que quanto maior o consumo dos alimentos ultraprocessados, menor era o consumo de zinco (carne vermelha, peixes, frutos do mar, cereais de grãos integrais, feijões, nozes, leite, queijos)”, ressalta.






