Os resultados obtidos na pesquisa revelaram que o MP, além de garantir os direitos dos humanos, também deve garantir os direitos de futuras gerações não humanas, tendo em vista o necessário equilíbrio na natureza, que precisa ser protegido para garantir que todas as espécies possam continuar sobrevivendo no planeta.
“Sempre tive a certeza de que cabia ao MP o papel de representar os direitos das futuras gerações, mas sempre focado no ser humano. No entanto, ao final da pesquisa, descobri que cabe ao MP a defesa, também, dos direitos das futuras gerações de não humanos, tendo em vista o necessário equilíbrio na natureza, que precisa ser protegido para garantir que todas as espécies possam continuar sobrevivendo no planeta, que deve estar equilibrado. Com isso, a tese é de vanguarda, por já tratar de direitos intergeracionais e interespécies, que devem ser tutelados pelo MP”, destaca Andrea.
A tese foi coorientada pelo professor Álvaro Sanchez Bravo, quando Andrea realizou parte do seu doutorado na Universidade de Sevilha. A pesquisa foi aprovada, tendo como membros da banca, além da orientadora e do coorientador, os professores doutores Daniel Cenci, da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul (Unijuí), Clovis Gorczevski, da Universidade de Santa Cruz do Sul, e Fernanda Storck Pinheiro, da Univates.






