
Acadêmicos dos cursos de Gestão da Univates realizam viagem de estudos a São Paulo
Por Lucas George Wendt
|Postado em: 28/09/2026, 09:15:00
Acadêmicos dos cursos de Administração e Processos Gerenciais da Universidade do Vale do Taquari - Univates participaram de uma viagem de estudos a São Paulo entre os dias 20 e 26 de setembro. A atividade reuniu 19 estudantes, acompanhados pelos professores Gabriel Machado Braido e Bernardete Bregolin Cerutti, e integrou as atividades acadêmicas voltadas à aproximação entre os conteúdos trabalhados em sala de aula e diferentes contextos profissionais.
O roteiro de atividades
Ao longo da programação, o grupo visitou empresas e instituições de diferentes segmentos, entre elas XP, B3 (Bolsa de Valores), Wheaton Brasil, Friozem Logística, Omnisys, Yakult, SMC, Zurich Termoplásticos, Google e Masipack. A diversidade das organizações incluídas no roteiro possibilitou aos estudantes conhecer diferentes estruturas empresariais e compreender como áreas distintas da economia articulam processos de gestão, tecnologia, produção, logística, inovação e relacionamento com o mercado.
A programação também proporcionou contato com ambientes profissionais de grande relevância nos setores financeiro, tecnológico e industrial. Na XP e na B3, os estudantes puderam conhecer aspectos relacionados ao mercado financeiro e ao funcionamento de instituições vinculadas ao setor de investimentos. Nas visitas à Wheaton Brasil, SMC, Zurich Termoplásticos e Masipack, o foco esteve relacionado ao ambiente industrial, à automação, aos processos produtivos e às soluções tecnológicas aplicadas às operações empresariais. Já a passagem pela Friozem Logística permitiu observar atividades ligadas à armazenagem e à distribuição.
A agenda incluiu ainda visitas à Omnisys e ao Google, ampliando o contato dos acadêmicos com empresas que atuam no campo da tecnologia e da inovação, além da atividade na Yakult, que possibilitou conhecer aspectos relacionados ao setor de alimentos e à atuação empresarial. Com isso, a viagem articulou diferentes realidades organizacionais e contribuiu para aproximar os conteúdos trabalhados em sala de aula das práticas encontradas no mercado, oferecendo aos estudantes referências concretas sobre gestão, processos, tecnologias e estratégias utilizadas por organizações de diferentes portes e segmentos.
Objetivos da viagem
A proposta da viagem foi proporcionar aos acadêmicos uma experiência de aprendizagem fora do ambiente universitário, ampliando a compreensão sobre as possibilidades de atuação profissional nas áreas de gestão. Durante as visitas técnicas, os estudantes tiveram contato com profissionais das organizações, conheceram estruturas e processos de trabalho e puderam relacionar situações observadas com conteúdos abordados ao longo da formação acadêmica.
“Além dos conhecimentos técnicos, atividades dessa natureza também favorecem o desenvolvimento de competências relacionadas à comunicação, ao relacionamento interpessoal, à capacidade de observação e ao trabalho em equipe. A própria convivência durante a viagem cria situações em que os estudantes precisam organizar atividades, compartilhar responsabilidades e estabelecer relações com colegas e profissionais de diferentes áreas”, destaca o coordenador do curso de Administração, professor Gabriel Machado Braido.
A programação também possibilitou aos acadêmicos conhecer diferentes perspectivas sobre a atuação de profissionais de gestão. Ao entrar em contato com organizações de portes, estruturas e segmentos distintos, os estudantes puderam perceber que os conhecimentos da área são aplicados em contextos diversos, desde operações e logística até serviços financeiros, auditoria, indústria, comércio e gestão de pessoas.

O impacto das atividades na formação dos estudantes
“Ao longo da viagem, o aspecto que mais me marcou foi a possibilidade de observar por dentro organizações que, vistas de fora, permanecem distantes da gente. Empresas de grande porte, como o Google e outras que visitamos, são conhecidas por oferecerem serviços de tecnologia, mas essa descrição genérica pouco esclarece o que, concretamente, fazem as pessoas que ocupam seus escritórios diariamente, como distribuem tarefas e em torno de que objetivo central se organizam”, destaca o estudante Gabriel Ely Zart. “Fomos recebidos por profissionais que dominavam os processos e sabiam explicar tanto a finalidade da organização quanto a rotina de quem nela trabalha. Esse contato direto, que substitui a imagem construída a distância por uma compreensão situada do funcionamento real das equipes, foi, a meu ver, o ponto mais alto da experiência”.
Zart explica que, embora cada empresa constitua um caso singular, e por isso não seja possível extrair um modelo ou uma característica comum a todas, algumas tendências se mostraram nítidas. “A mais impressionante foi o quase desaparecimento do escritório tradicional, de salas fechadas e setores apartados. Na maioria dos lugares que visitamos, as equipes trabalhavam em ambientes integrados, com áreas como a comercial e outras compartilhando o mesmo espaço”.
O estudante também destaca um elemento recorrente ao longo das visitas. “Cada empresa desenvolveu sua própria estratégia para manter a mão de obra adequada à sua cultura e ao perfil das pessoas de que necessita, mas a centralidade do tema apareceu em todas as visitas, o que indica que a permanência de talentos deixou de ser um efeito colateral da gestão para se tornar um de seus problemas estruturantes”.
“O que fica da viagem, para mim, é que não há um modelo de gestão que seja, em si, correto ou equivocado, pois tudo depende do objetivo da organização, do público com o qual ela pretende trabalhar e de quem deseja ter como cliente. Quem empreende precisa definir quais profissionais quer ao seu lado e que público pretende alcançar com seu produto ou serviço, e é a partir dessas escolhas que se configuram o posicionamento, a estrutura interna e, em última instância, a tomada de decisão. Isso não implica cercar-se de pessoas que pensem de modo idêntico, e sim de perspectivas diversas que compartilhem o mesmo foco e o mesmo propósito”, complementa Zart.


